Sara Müller | Profissão Prostituta #5

Sara Müller, acompanhante de SP


"Muitas pessoas classificam o trabalho da acompanhante como inútil e sem valor. Mas desde quando o “sexo” não é importante? " 


Por Wes Talaveira

A série Profissão Prostituta já é uma das mais lidas do blog, o que só prova o quanto o debate é necessário. Mais do que debater sobre a legalização da prostituição, a série trás ao debate o sexo pago e a forma como ele é visto, mas na visão de quem realmente conhece do assunto, as garotas de programa.

A Sara Müller mora em SP e concilia o trabalho de acompanhante com a faculdade, o que faz seus horários serem limitados. Mas ela gosta do que faz. Sem contar os "repetecos", ela trás na conta mais de 160 clientes atendidos desde que começou no ramo. Todos esses atendimentos são relatados com detalhes no blog que ela mantém. Entre a correria do fim de ano com a faculdade ela aceitou conversar com o blog. 


Há quanto tempo você trabalha como GP? Há quase dois anos! Eu sempre gostei de me envolver sexualmente com homens diferentes, então como pode imaginar fazer programa não foi nenhum sacrifício para mim haha, apenas uni o útil ao agradável. Somado a isso, um dos motivos que me fez entrar no ramo foi a vontade de sair de casa, e só assim para conseguir juntar dinheiro mais rápido e comprar o meu próprio apartamento (estou quase lá! Rs). Comecei me anunciando no “Gpface” (na época era gratuito e não pediam envio de documentos); e muitos clientes posteriores também vieram através de fóruns, sempre que alguém postava algo sobre mim, como indicação de uma boa transa. No meu primeiro dia atendi logo três e de cara já gostei da coisa rs. 







Na sua opinião o que leva um homem a procurar uma GP? Há diversos motivos. Seja por não querer perder tempo xavecando ninguém, por não querer ninguém no seu pé depois (tem muita mulher que gruda no cara com o famoso “amor de pica” rs); por querer comer algo diferente de “arroz com feijão”; ou então, simplesmente por não ter “aquilo” dentro de casa. Já ouviu aquele ditado: “Quando o homem não tem em casa vai buscar na rua?”, pode ter certeza que é a mais pura verdade! No entanto, isso não quer dizer que os casados que procuram Gps não amem as suas esposas, pelo contrário, diferente do sexo feminino, o homem sabe separar muito bem amor de sexo. E muitas vezes ele sai com garotas de programa justamente para preservar o que ele tem dentro de casa. Para quê desgastar o seu casamento com brigas que não vão dar em nada, por a sua esposa estar lhe deixando sem sexo? É muito mais prático, rápido e fácil transar com uma acompanhante. E claro, mais gostoso, já que de maneira geral, essas são sempre bonitas, bem cuidadas e fazem com vontade, para que o cliente sempre queira voltar! Haha. 

Você acha que a regulamentação da prostituição facilitaria seu trabalho?Seria muito bacana poder encher a boca para dizer que faço programa, sem sentir nenhum tipo de vergonha por isso. Contudo, discordo que regulamentar ajudaria nesse caso. A sociedade já vê esse tipo de atividade com maus olhos desde que a Terra existe, e não será uma regulamentação que vai mudar isso. Sem contar que muitas pessoas preconceituosas menosprezam atividades que não requerem estudos, estereotipando como inútil e sem valor. Sendo que não é bem assim, não é porque faço programa que eu seja burra; ou que não tenha capacidade de conseguir “coisa melhor”. Se estou nesse ramo é por justamente ser inteligente (e forte) o suficiente para saber (e lutar) o que eu quero para mim. Outro ponto importante a destacar também é: desde quando o “sexo” não é importante? Enfim, se a sociedade tivesse uma cabeça mais aberta, até poderia facilitar, mas no atual momento acredito que não, pois o preconceito ainda reinaria acima de qualquer direito que a regulamentação pudesse proporcionar.


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Wes Talaveira
Publicitário, social media, escritor e blogueiro há mais de 8 anos, já escreveu no Insoonia, além de outros portais de opinião. 

Ray Schneider | BloGirl #11


Ray Schneider. Fonte: Instagram


Por Wesley Talaveira


Algumas garotas existem para causar confusão na cabeça das pessoas. Ao vê-las, você não sabe se as admira com o olhar feroz de desejo da masculinidade efervescente quando entra em contato com o que há de mais sensual no universo feminino, ou se ativa seu sentimento de proteção e cuidado quando descobre perto de si a delicadeza e singeleza da menina pura e doce que só quer se sentir bem. 

Ela é assim. Mulher e menina. Sensual e doce. Gostosa e meiga. Poderosa e cândida. Ela reúne em si duas personalidades ao mesmo tempo tão distintas e também intrincadas em si. Ao vê-la, é possível sentir desejo e pureza. Ela desperta tesão e cuidado. Na dúvida, só resta a nós, meros mortais confusos com tamanha grandeza, admirá-la da forma mais poética possível, pois ela é uma poesia em si mesma, a poesia simples e bela que admira o que há de mais humano numa mulher. 

Ela é muito mulher. Ray Schneider, o mundo é seu, tome posse dele. 




















 





























Todas as imagens acima foram retiradas do perfil de Ray Schneider no Instagram, com autorização da mesma. 


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Veja aqui os outros posts da série Para Falar Dela. Gostaria de ser homenageada com um post da série? Envie e-mail para contato@quemfoiquedisse.com A/C Larissa Oliveira com link para seu perfil do Instagram.