Live and Let Die


Vai, 2010 não foi tão ruim assim.

É #fato que em alguns momentos eu pensei que não ia dar mais. Tinha horas em que o coração apertava, parecia que não tinha por onde correr. Mas tô aqui, terminando 2010, e o melhor: 2010 não acabou comigo.

Me aconteceu muita coisa boa nesse ano: participei do programa Login, da TV Cultura (lá conheci o Fábio @eusouofabio e a Ana Carolina, que me receberam muito bem), dei entrevista no programa Informe-se, da TV Unisa, entre outras participações legais. Assisti muito filme bom, muita peça de teatro boa - uma delas foi Voando Para o Alto, da Cia Tal & Pá, da querida Anna Tamaio @annatamaio.

Tive contato com gente legal, como a modelo Jhenny Andrade @jhennyandrade, o amigo vereador Gilberto Natalini @gnatalini, e conheci gente legal no Partido Verde, como o Claudinho Gaspar @claudinhogaspar, Fábio Feldmann @fabio_feldmann, Ale Youssef @aleyoussef e o Penna, presidente do partido. Além de gente legal como o Paulo Búfalo @paulobufalopsol, a Manuela D'ávila @deputadamanuela e a Flavia Ferrari @flavississima, do PCB. Participei da Revista VIP, ganhei prêmios da Revista Trip, conheci a Gislaine @agitai_ e comecei a escrever no blog dela, o Insoonia da MTV, o que esta sendo uma experiência fantástica pra mim.

Coisas boas e runis aconteceram na família. Coisas que esperava há tempos e outras que não tinha o menor interesse que acontecesse. Além disso, fiz ótimos amigos nesse ano. Gente que não conheço pessoalmente, mas que me são queridas, coisas que a internet nos proporciona. Gente como a Rosana Meyer @rosanameyer (um loosho de pessoa... haha), a Cyntia @cyntinhalondon, a Brubs @brunasoave (hey, apple! kkk), a Daniele @ladyjorn, a lindinha da Ana Carolina @girlofgodseyes, a feiosa da Luana Herrera @luana_herrera (acho que é a única que faz chapinha no cabelo ao vivo na cam do MSN na madrugada de domingo pra segunda... haha), a Lara Rossato @lara_rossato (ela é um DOCE... kkk), o Marcelo Sarpa @marcelinhosarpa, a Camila Paier @camilapaier e a mamãe dela, a Ge Paier @calmila. Falta muita gente nessa lista. Tem que ver isso aê! haha Mas pra quem não gosta de citar nomes, citei demais, já! Isso sem falar nos que conheço pessoalmente, como a Verônica @vealvim, a Glaucia @glauciamantoan, a Silvana @silferrari e o David @davidalencarbs, entre vários outros. Gente boa, como a galera do Pimentas no Reino, inclusive o chefe Alvim Dias @alvimdias (boa entrada pra você em 2011... haha). E em especial a linda da Paola Oliveira @paola_oliveira, que tem nome de artista e é uma menina simplesmente fantástica. Assim como eu, é corinthiana, fã incondicional da Avril, não gosta de filmes dublados e está me ensinando a gostar de música sertaneja... haha. Na verdade eu já a conhecia antes de 2010, mas achei legal citar aqui! Aos que não citei, me perdoem: se eu for mencionar todos o post fica maior do que já tá! =/

Resumindo, diria que 2010 foi um ano completo. Como diz a musica da Tiê, "o saldo final de tudo foi mais positivo que mil divãs". Tive momentos bons e momentos ruins. Momentos em que queria sumir e outros em que queria estar presente em tudo. Encerro esse ano com a sensação de que poderia ter feito mais, mas sem arrependimento do que fiz durante o ano. Tomei decisões erradas, deixei de tomar decisões, comprei o que não precisava, deixei de comprar o que precisava. Mas estive feliz em boa parte do tempo. Não o tempo todo porque ninguém é feliz 24 horas por dia, mas tive meus momentos em que ri à toa.

Jesus, obrigado por ter me ensinado a depender menos de Ti, andar com minhas próprias pernas e ser o único responsável pela minha vida. Obrigado por me fazer entender que não tenho que lhe pedir emprego, saúde, proteção nem coisa nenhuma. Aprendi que nenhum acontecimento físico tem interferência nem permissão Tua. Aprendi que o mundo espiritual tem muito menos influência do que o que é berrado nos microfones das igrejas. Ou seja, teoricamente eu NÃO preciso de Ti (morram, religiosos o.O), pois sei dar meus pulos. Te sigo simplemente por amor. Te sigo apenas porque "só Tu tens palavra de vida eterna". Não espero nada em troca, apenas quero te amar e tê-Lo como meu Mestre, seguir teu modelo de vida, seus ensinamentos.

Se as coisas em 2011 derem certo mais vezes, será melhor, porque 2010 foi foda, mas não faço muitos planos. Vou vivendo a minha vida, consciente de que as minhas decisões é que determinam meu futuro. Não acredito em destino nem em sorte. Acredito em decisões e escolhas. Mas sei que a vida toma rumos que muitas vezes a gente nem acreditava que iria tomar. Em 2011 quero apenas manter meu coração inteiro, minha alma em paz, e viver. "Live and Let Die", como nos diz Paul McCartney.

Grande abraço a todos vocês. Um feliz 2011 a todos!

Agora vou fazer do jeito errado

Quer saber? Foda-se!
Até agora eu fiz tudo do jeito certo e deu tudo errado.
Vou começar a fazer errado, quem sabe agora dê certo...

Até agora eu fui obediente e fiz o que me mandavam e pediam, agora vou fazer do meu jeito.

Vou quebrar regras, desaprender o que aprendi na infância.
Não vou mais me preocupar tanto com horários, nem ser tão disciplinado.
Vou beber menos leite e mais café, tomar Coca Cola no café da manhã, caminhar menos e dormir mais, vou dormir às 5 da manhã e acordar as 11.
Não vou mais me preocupar com o que pensam de mim, que se dane a reputação.
Não quero mais saber o que falam de mim. Pode falar, não ligo.
Vou esquecer compromissos, atrasar, faltar.
Vou usar tênis e regata em cerimônia de casamento, camisa para ir ao parque.
Vou tomar chuva, andar descalço em casa, não vou levar agasalho.
Vou comer mais e na hora errada. Vou trocar a salada pela batata frita.
Não vou mais perguntar o nome nem ligar no dia seguinte.
Não vou arrumar a cama. Vou deixar toalha molhada no sofá e cabelo na pia do banheiro. Vou deixar a tampa do vaso aberta.
Vou faltar sem justificativa, esquecer de dar recados.
Vou deixar cair no chão, vou pisar em cima.
Não vou abrir a porta para as mulheres passarem, nem ceder lugar no metrô para as gestantes.
Vou desligar o celular, não retornar ligação.
Vou descer a escada rolante do lado esquerdo, atravessar fora da faixa.
Vou cabular aula, vou colar na prova, vou conversar enquanto o professor explica.
Vou ler Paulo Coelho, vou ouvir Zezé de Camargo e Luciano, vou assistir Hebe, vou me inscrever no BBB.
Vou virar corinthiano, vou chamar são-paulino de bambi, vou discutir futebol no horário de trabalho.

Sabe por que?
Até agora eu fiz do jeito certo, e só deu errado.
Agora eu vou fazer do meu jeito.
Agora eu vou fazer do jeito errado.

Medos Privados em Lugares Públicos


Olá, amigos!

Hoje - finalmente - assisti Medos Privados em Lugares Públicos. Já vinha falando há tempos aqui da minha vontade de ver esse filme, tanto pelos trailers que vi como pelas críticas que li. Coeurs (nome francês do filme) é o filme que está há mais tempo em cartaz no Brasil: desde julho de 2007 no cinema mais tradicional de São Paulo: o Belas Artes. Isso, num país onde o máximo de tempo que um filme fica em cartaz é um mês, pode ser considerado uma vitória.

Longe de ser um blockbuster, o enredo de Medos Privados gira em torno de seis personagens. Thierry (André Dussollier) é um corretor de imóveis - irmão da jovem solitária Gaëlle (Isabelle Carré) e que trabalha com Charlotte (Sabine Azéma), a secretária religiosa. Thierry tenta encontrar a casa ideal para Nicole (Laura Morante) e seu noivo, Dan (Lambert Wilson). Mesmo desempregado, Dan quer um dormitório a mais no apartamento para ser seu escritório. E em vez de procurar um emprego, prefere perder as tardes no bar onde Lionel (Pierre Arditi) é barman. À noite, Charlote faz um "bico" cuidando do pai de Lionel. Ao mesmo tempo em que cada personagem tem uma história particular, as histórias se entrelaçam, todas tendo como fundo a neve charmosa do inverno parisiense. Como todo bom filme francês, há muitos diálogos e relações bastante complexas.

(SPOILERS) Coeurs não é um filme que faz o tipo vilões X vítimas, bandidos X mocinhos, muito menos um filme romântico com final feliz - na verdade podemos dizer que Coeurs é um filme sem final, como a maioria dos filmes franceses; é um filme sem ação, que gira em torno praticamente dos diálogos intensos e dos detalhes das cenas. Coeurs é um filme altamente introspectivo, que se propõe a retratar a vida particular, a expor medos, sentimentos, decepções.

A mensagem do filme pode ser percebida não em cenas específicas ou em narrações bonitas, mas nos diálogos e nos detalhes, ou até mesmo em cenas pensadas com todo o cuidado para que pudessem passar mensagens profundas mesmo sem nenhum diálogo, como o momento em que Charlotte e Thierry trabalham, cada um em sua mesa, vistos pelas costas, separados apenas por uma baia de vidro, ou na cena em que Charlotte e Lionel conversam debaixo da neve imaginária que cobre a mão gelada de Lionel, ou ainda nas cenas finais, com Lionel indo embora de casa, Charlotte trabalhando sozinha no escritório e a cena que encerra o filme, com Gaëlle e Therry sentados no sofá, juntos. Essas cenas mostram a mensagem principal do filme: independente da vida que levamos e das pessoas que temos, cada um de nós é uma pessoa individual, e nos momentos cruciais da vida não teremos ninguém ao nosso lado. As maiores decisões da nossa vida deverão ser tomadas apenas por nós mesmos e por ninguém mais. E essa vida na qual vivemos solitários, mesmo em meio as festas das baladas, como vivia o garçom Lionel, pode ser um ceu ou um inferno, dependendo do ponto de vista e do estilo de vida que se leve. Na verdade todos nós temos momentos de ceu, e momentos de inferno. A diferença é qual desses momentos nós alimentamos para que aconteçam com mais frequência. 

O nome francês do filme, Coeurs (corações), retrata bem o que o filme mostra: corações confusos com o que o rumo que a própria vida tomou, gente que se perdeu no meio do caminho e nem percebeu, e só acorda quando é tarde demais. Um oficial do exército que foi destituído, perde a noiva e nem se dá conta. Um corretor de imóveis que descobre um lado de si, do homem pervertido sexualmente, que até então estava adormecido e que é despertado exatamente pela secretária feia que se mostra religiosa e fiel aos preceitos da Bíblia. Uma jovem bonita que percebe que o tempo está passando e está ficando sozinha e inventa amigas e histórias imaginárias para justificar as saídas que dá todas as noites, par tomar café sozinha e ler enquanto espera os pretendentes que encontra na internet e que nunca aparecem. O garçom que vê todos os dias pessoas fingindo felicidade, rindo e bebendo, enquanto ele mesmo tem seus problemas particulares, mas precisa passar por cima de todos e ser o amigo de pessoas que nem conhece direito todos os dias no trabalho. Pessoas comuns. Corações.

Já o nome brasileiro, Medos Privados em Lugares Públicos, mostra outro lado do filme: gente que vive, trabalha, bebe, se diverte, namora, mas guarda dentro de si tanta coisa. Aos olhos dos outros podemos ser pessoas comuns, mas nós mesmo sabemos o quanto há dentro de nós que muitas vezes fica totalmente invisível aos outros. Daí surge a solidão, mensagem do filme: por melhores que sejam os amigos e parentes, somos seres solitários que não conseguem expressar realmente o que se passa em nosso interior. Estamos sozinhos quando colocamos a cabeça no travesseiro e começamos a refletir no que somos de fato e no que nos tornamos. Somos pessoas particulares, individuais, com medos privados, internos, imperceptíveis aos olhos dos outros, vivendo em público, no meio de amigos, parentes.

Digo, sem sombra de dúvidas, que foi um dos melhores que já vi na minha vida. é o último filme que vejo em cinema em 2010, e não poderia terminar melhor. Medos Privados em Lugares Públicos, com certeza, vai estar na lista dos que quero ver novamente em 2011.

Veja o Trailer:

Nada é pesado quando se tem asas, por @_alisgravenill_


A pomba, que por medo do gavião, se recusasse a sair do ninho, já se teria perdido no próprio ato de fugir do gavião. Porque o medo lhe teria roubado aquilo que de mais precioso existe num pássaro: o vôo. Quem, por medo do terrível, prefere o caminho prudente de fugir do risco, já nesse ato estará morto. Porque o medo lhe terá roubado aquilo que de mais precioso existe na vida humana: a capacidade de se arriscar para viver o que se ama.


Mas logo o pequeno pássaro começará a ensaiar seus vôos incertos. Agora não serão mais os braços do pai, arredondados num abraço, que irão definir o espaço do ninho. Os braços do pai terão de se abrir para que o ninho fique maior. E serão os olhos do pai, no espaço que seus braços já não podem conter, que irão marcar os limites do ninho. A criança se sente segura se, de longe, ela vê que os olhos do seu pai a protegem. Olhos também são colos. Olhos também são ninhos. “Não tenha medo. Estou aqui! Estou vendo você“: é isso o que eles dizem, os olhos do pai.


Para voar é preciso amar o vazio. Porque o vôo só acontece se houver o vazio. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Os homens querem voar, mas temem o vazio. Não podem viver sem certezas. Por isso trocam o vôo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram.


Curioso: nós, humanos, somos os únicos animais a ter prazer no medo. A colina suave não seduz o alpinista. Ele quer o perigo dos abismos, o calafrio das neves, a sensação de solidão. A terra firme, tão segura, tão sem medo, tão monótona! Mas é o mar sem fim que nos chama: "A solidez da terra, monótona, parece-nos fraca ilusão. Queremos a ilusão do grande mar, multiplicada em suas malhas de perigo...


Esse é o destino dos pais: a solidão. Não é solidão de abandono. E nem a solidão de ficar sozinho. É a solidão de ninho que não é mais ninho. E está certo. Os ninhos deixam de ser ninhos porque outros ninhos vão ser construídos. Os filhos partem para construir seus próprios ninhos e é a esses ninhos que eles deverão retornar.


No crepúsculo, quando a noite se aproxima, o vôo dos pássaros fica diferente. Em nada se parece com o seu vôo pela manhã. Já observaram o vôo das pombas ao fim do dia? Elas voam numa única direção. Voltam para casa, ninho. As aves, ao crepúsculo, são simples. Simplicidade é isso: quando o coração busca uma coisa só.


A maior solidão é a do ser que não ama.
A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida.
A maior solidão é a do ser encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.


Alis Grave Nil - Nada é pesado quando se tem asas.
Trecho da peça Voando para o Alto, Cia de Teatro Tal & Pá
2010.

A Falta que Me Faz


Como havia ganhado ingresso pelo Catraca Livre para ir ao Belas Artes, na Consolação, ontem fui ao cinema com a intenção de ver o filme francês Medos Privados em Lugares Públicos, mas tive compromissos de manhã e cheguei atrasado ao cinema. Então resolvi assistir ao documentário A Falta que Me Faz, que era o que seria exibido no momento em que cheguei ao cinema, mesmo sem ter lido nada sobre o filme nem visto trailler, nada.

A Falta que Me Faz é um documentário nacional, produção independente de Marília Rocha e Teia Filmes. Filmado no interior de Minas Gerais, o filme mostra a vida de cinco jovens: Alessandra, Priscila, Valdênia, Shirlene e Paloma, jovens sem qualquer perspectiva de vida, que são obrigadas a viver em situação precária, na pobreza, e ainda enfrentam a gravidez sem nenhum planejamento, além de sonharem com um amor que provavelmente nunca viverão. Assim como alguns filmes franceses, o filme não tem uma história específica, com começo, meio e fim; mostra a rotina, um trecho da vida das garotas moradoras do garimpo mineiro.

Não espere em A Falta que Me Faz um filme comecial, do tipo que a Globo exibiria no Tela Quente, nem um desses documentários com gente emocionada contando histórias de superação. Muito pelo contrário, o filme retrata exatamente a vida de garotas que não tem a menor chance de superar a pobreza. Percebe-se no filme um cuidado e delicadeza muito grandes da produtora Marília Rocha em retratar fielmente a vida dessas garotas, sem maquiar ou esconder nada. Chama a atenção a sensibilidade apurada na maneira de filmar. Mais interessante ainda é ver como as garotas ficam à vontade com a câmera, talvez por causa da empatia que criaram com a produtora do filme. Uma delas chega até a convidar a produtora para ser madrinha do bebê que vai nascer. De início o filme causa até uma estranheza (ou talvez repulsa), pelas cenas longas dos bailes de forró rala-coxa (eu que não gosto nem um pouco desse tipo de forró, me incomodei muito com as cenas... haha), e a realidade com que o dia a dia delas é tratado. Mas ao conhecer a proposta do filme, ele se torna muito interessante. Provavelmente, ao assistir A Falta que Me Faz, você conhecerá um Brasil que talvez nem imaginava que existia.

Veja o trailler:


Consciente Coletivo 7, por @institutoakatu

Consciente Coletivo, episódio 7


Produção: Instituto Akatu, Canal Futura, HP do Brasil.

"Eu vivo muitas vidas"

"Eu vivo muitas vidas.

Mas o Wesley eu não posso interpretar. Esse personagem aqui eu não escolhi, mas sei que são minhas escolhas que definem quem eu sou. Lutei, desisti, abandonei, duvidei, esqueci, me encontrei. Não foi atuando que descobri quem sou, mas foi por ter liberdade nas minhas escolhas. Ainda vou viver muitas vidas nessa vida, mas felicidade é eu ser eu mesmo".

Frase de um comercial de celular. Tem muito a ver comigo, por isso coloquei aqui.

Continue andando

"Se a luz de repente falha, e o ar parece faltar, lembre - se que os seus pés sabem a saída, assim como souberam por onde entrar. É com os passos marcando o ritmo, que a sua cabeça pode voar mais alto. São os pés firmes no chão que começam todo o salto. Por isso deixem que critiquem, que analizem, que falem. Tudo o que você precisa fazer é continuar andando".

Essa frase foi utilizada num comercial de bebida. É realmente inspirador!

O Jardineiro Fiel


Depois de mais de cinco anos de lançado, ontem eu assisti O Jardineiro Fiel, super produção do brasileiro Fernando Meireles, com Ralph Fiennes e Rachel Weisz. É, eu geralmente faço isso: vejo filmes depois que ninguém mais fala nele... Definitivamente não sou cinéfilo! haha

Mas me impressionei com o que vi. A história com certeza você já deve conhecer: uma ativista inglesa, Tessa, é assassinada brutalmente e um dos suspeitos é o sócio do marido de Tessa, Sandy. O marido, Justin, que depois da morte da esposa acha que havia sido traído por ela, começa uma investigação que acaba de uma forma que ele não imaginava: a esposa, na verdade, investigava uma verdadeira máfia da indústria farmacêutica mundial, que usava inescrupulosamente os miseráveis quenianos como cobaias de um medicamento poderoso contra a tuberculose. Aos poucos Justin descobre que a morte da esposa tem ligação com essa máfia, que começa a perseguir o marido.

O filme, além de denunciar a guerra desenfreada da indústria farmacêutica no mundo, através de empresas fictícias, mostra até onde o amor de um marido pela esposa é capaz de ir. O Jardineiro Fiel nos leva a refletir sobre qual preço estamos dispostos a pagar por uma causa. Além de tudo, dá uma pontinha de orgulho em saber que um filme tão premiado como O Jardineiro Fiel foi dirigido por um brasileiro.

Se por um acaso você esteja tão desatualizado como eu e ainda não vi o filme, recomendo.

Bái!

A Paixão Segundo G.H. #Clarice90Anos

Veja um trecho da peça A Paixão Segundo G.H, da talentosíssima Mariana Lima, feito com base no livro de mesmo nome da Clarice.

#VEJAO

Sim, eu havia vencido

Eu estava ali em pé, junto aos outros dois competidores.

Éramos três finalistas do maior concurso musical do continente. Eu havia me preparado por dois anos para fazer uma apresentação impecável. Aulas intensas de canto, muito dinheiro investido. E agora eu estava ali, num palco com iluminação azul montado no maior ginásio do país, sendo aplaudido por mais de 1 milhão de pessoas que se expremiam para esperar ansiosamente o nome do vencedor. O Presidente da República e toda a equipe de governo estavam sentados na primeira fileira, me olhando e torcendo. Nas ruas, por todo o meu país as pessoas gritavam meu nome, erguiam faixas com minha foto e frases como "nós te amamos". Torciam por mim, pois afinal eu era o unico competidor do meu país no concurso. Minha vitória seria uma vitória do país. Durante todo o concurso, marcas de bebidas haviam feito várias campanhas na TV torcendo pela minha vitória. Na internet, sites e blogs trocavam banners com mensagens de boa sorte. As pessoas comentavam no metrô, no trabalho.

Eu usava uma camiseta preta, com calça jeans comum, e tênis preto. Nada muito extravagente, queria manter a imagem do simples competidor que sonhava com o prêmio de US$ 2 milhões. Pela TV, o país inteiro e mais 19 países acompanhavam a transmissão do concurso. Junto com os outros dois competidores, eu aguardava ansiosamente que a estrela prata que se destacava no fundo preto do telão se virasse, e mostrasse o nome do vencedor do concurso que nos levaria ao sucesso absoluto e, com certeza, eterno. As pessoas tremiam, olhavam atentamente. Muitos até roíam as unhas de aflição. Havia muita tensão no ambiente. Eu estava branco. Meu coração parecia querer parar de tanta ansiedade. Nós três nos abraçamos no palco, aguardando os segundos que pareciam demorar décadas.

Então a estrela do telão se virou, e mostrou meu nome em letas brancas, maiúsculas. Sim, eu havia vencido. As pessoas começaram a aplaudir, a gritar meu nome. Começavam a cantar a música que tinha me levado à final do concurso. Luzes brancas iluminaram meu rosto. Eu fiquei imóvel por alguns instantes. Meus colegas de palco, que teriam de amargar o segundo e terceiro lugar, me abraçaram e parabenizaram pela vitória. O apresentador surgiu no palco com o cheque milionário que me era por direito. A audiência da TV foi às alturas. Sem nem perceber, comecei a gargalhar de alegria. Ria feito criança que brinca de esconder o rosto com os pais. Eu estava em êxtase. O coração batia descompassadamente.

Sim, eu havia vencido. Eu era a nova sensação musical do planeta. Comentaristas de TV diziam que meu nome tinha o potencial de superar todo o império que Michael Jackson construiu ao longo de anos de carreira. Rádios em todo o planeta tocavam minha música. Gente de lugares que eu nem sabia existir falavam meu nome. No meu país eu virara orgulho nacional. O Governo decretara ponto facultativo pela minha vitória. As TVs mostravam pessoas pulando, soltando fogos, gritando alegres por eu ter vencido. Naquele momento, eu era a pessoa mais popular do planeta.

Os dias que se seguiram foram intensos. Milhares de convites para entrevistas em todo o mundo. Jornalistas se digladiavam para conseguir cinco minutos comigo. As pessoas usavam camisetas com minha foto pelas ruas. Minhas músicas haviam virado toques de celular, minha foto se transformara em emotions do Messenger. Revistas falavam da minha atuação durante o tempo do concurso. Livros com minha curta biografia haviam sido escritos. Eu tinha muito dinheiro. A mídia me retratava como alguém que tinha vindo de baixo, e com muito sacrifício tinha vencido na vida.

Sim, eu tinha vencido. Vencido a infância pobre. Vencido a doença que quase me levara à morte quando criança. Vencido as circunstâncias. Eu era um modelo para os mais jovens que sonhavam com um futuro melhor. "Se ele venceu, você também pode", os escritores de autoajuda diziam.

E o tempo passou. Meu nome, aos poucos, saiu das páginas das revistas. As TVs se ocuparam de noticiar outras coisas, como mortes em trânsito e maridos que bebiam muito. As pessoas nas ruas deixaram de falar no meu nome para torcer pelo meu país na Copa. Meu nome havia caído várias posições na lista dos mais influentes do meu país que um jornal fazia todos os anos. Eu estava sendo trocado aos poucos pelo Técnico da Seleção. Eu já não era mais visto como o que havia vencido na vida, pois os jornais haviam encontrado um garoto de 16 anos que havia sobrevivido a um incêndio. Algum tempo depois, eu era uma pessoa comum.

Passaram anos, e eu sempre tentava dar um jeito de me manter na mídia. Aos poucos eu percebia os cabelos branquearem e as rugas aparecerem. Mas eu corrigia isso tudo com tinturas e cirurgias plásticas. Eu ainda aparentava ser bem jovem, mas as pessoas não me queriam mais. Haviam arrumado outros herois. Outras pessoas para amar. Haviam encontrado outra pessoa que havia vencido.

Sim, eu havia vencido, mas ao vencer não me avisaram que a vitória é passageira. Que o sucesso se vai com o tempo. E eu, que havia me agarrado com unhas e dentes noa minha vitória, me vi sem nada. Junto com minha vitória, foi-se embora meu dinheiro, minha fama, minha juventude, minha saúde, minha vida.

Hoje estou aqui, sentado nesse banco de praça. Não, não estou mendigando, não. Meu orgulho não me permite fazer isso. Estou aguardando uma pessoa que disse que viria até aqui me trazer uma ajuda. Eu poderia tentar arrumar um emprego, mas minha vitória me impediu de pensar no plano B, em algo que eu soubesse fazer além de vencer. Agora aguardo simplesmente a ajuda de outras pessoas, pois o câncer que me foi diagnosticado há alguns anos se espalhou por todo o estômago, e não sei quanto tempo de vida tenho. Quando eu tinha dinheiro fiz tratamentos, mas o dinheiro acabou. Essa foi outra coisa que não me avisaram: o dinheiro acaba. E eu que pensei que o fato de ter vencido me faria alguém bem sucedido pelo resto da vida...

Pelo resto da vida. Eu achava ter vencido o resto da vida. Mas ninguém vence a vida. Ela passa, inclemente e impaciente, sem esperar nem dar conselhos. Eu que não soube olhar a vitória com outros olhos, e me dediquei simplesmente a vencer.

Sim, eu havia vencido.

A Hora da Estrela - Dramatizado #Clarice90Anos

O vídeo abaixo é uma dramatização feita por um grupo de alunos em Recife - PE para a música A Hora da Estrela, do Pato Fu, baseada no livro de mesmo nome da Clarice.

Simples, e de muito bom gosto.

#VEJAO

Clarice na TV Cultura @tvcultura - 1977 #Clarice90Anos

Com certeza os amantes da obra de Clarice já viram essa entrevista da Clarice ao jornalista Júlio Lerner em 1977, 3 meses antes de sua morte repentina.

Se vcê já viu, reveja. Se não viu, essa é uma ótima oportunidade de ver.

Bom proveito!





Clarice 90 anos


Conforme anunciado no meu blog pessoal, durante alguns dias o Blog Novas Ideias vai comemorar o aniversário de Clarice Lispector, que teria completado 90 anos no dia 09 de dezembro. Clarice foi uma das maiores escritoras da língua portuguesa e arrasta pra si leitores ano após ano, por isso vamos fazer uma simples homenagem aqui no blog, com textos, análises das obras dela, vídeos, e etc. Entre as homenagens que faremos aqui, o Blog vai contar com participações de amigos que escrevem textos na internet e que vão registrar aqui suas impressões sobre Clarice, além de vídeos da Clarice, adaptações, entre outros.

Clarice foi uma mulher única. Qualquer coisa que se diga a respeito dela sempre será insuficiente para explicar o abalo que ela causou na literatura brasileira e na vida de seus leitores. Clarice tem a capacidade de ir a fundo nos sentimentos mais profundos da alma humana, e de colocá-los na luz, para analisá-los de uma forma como só ela sabe fazer. Toda a sua obra se baseia nessa característica. Um bom exemplo é a Macabéa, personagem de A Hora da Estrela, um dos livros de maior sucesso de Clarice. Macabéa é o modelo perfeito da pessoa que nunca serviria para protagonista de livro, novela, nem de nada. É uma moça comum, "abestada", como diria Marina Silva, que mal sabe se virar sozinha e aprendeu a se contentar com a vidinha medíocre que leva. Ou como a Lóri, de Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres, que se perde em seu próprio mundo confuso, enquanto tente se descobrir.

Clarice tem um quê de grande psicóloga, com ares até de adivinhadora, tamanha a capacidade de explorar o introspecto humano. Uma simples leitura dos resumos de suas obras já dão a ideia do que espera o leitor que se dedique a aventurar no mundo "clariceano". Um mundo onde conhecer-se a si mesmo é tarefa principal, mas tão difícil que muitas vezes pode terminar numa frustrante constatação de que é imposssível definir os sentimentos humanos e mapear as reações diversas diante de situações específicas.

Clarice é inexplicável. Só mesmo lendo-a de mente aberta pra entender o que ela quer dizer. Talvez seja tão difícil entendê-la porque ela escreve o que está dentro de nós. E nem nós mesmos não nos entendemos...

Clarice 90 anos


Hoje, dia 09 de dezembro, faz 33 anos que Clarice Lispector nos deixou, um dia antes de seu aniversário. Amanhã, dia 10, ela completaria 90 anos.

E o Blog Novas Ideias não vai deixar passar em branco uma data de tamanha importância aos amantes da boa leitura. A partir de sábado, no Blog Novas Ideias, vou colocar um pouco da história e comentários sobre a vida e obra dessa que é uma das maiores autoras brasileiras - se não for a maior. Alguns amigos também vão participar, escrevendo sobre Clarice no blog.

Acompanhe, apartir de sábado, no Blog Novas Ideias: http://www.blognovasideias.com/

As 10 Melhores Músicas de 2010 (na minha opinião...)

Vai chegando fim de ano, época perfeita para fazer as listas de coisas que nos marcaram durante o ano, seja músicas, livros, etc. Altamente influenciado pela lista da Lara Rossato, fiz minha lista das dez principais músicas do meu ano de 2010. Como você vai perceber, elas não seguem um único estilo musical, tanto porque não tenho preferência em um único estilo. Aliás, uma das perguntas que eu tenho mais dificuldade em responder é "que tipo de musica você gosta?". Isso porque de gosto um pouco de tudo. Pra mim a música não se divide em ritmo, época ou sexo. Se divide em boa e ruim. A ruim deixo pra o Faustão e o Celso Portiolli. A boa fica no meu MP3 - é, nem iPod eu tenho ainda, acredite.

Aí vai:

1) Sorte e Azar - Pato Fu



2) Socorro - Arnaldo Antunes


3) No Cimento - Erika Machado


4) Eu Era um Lobisomem Juvenil - Legião Urbana


5) Paciência - Lenine


6) O Dia Em Que a Terra Parou - Raul Seixas


7) Perdendo Dentes - Pato Fu


8) Limón Y Sal - Julieta Venegas



9) Bola de Meia, Bola de Gude - Milton Nascimento


10) All Star - Royales
Encontre mais artistas como Royales em Myspace Music



A seleção não foi nada fácil. Tive de deixar de fora dessa lista gente que ouço todos os dias como a mãe da música latina Mercedes Sosa (obrigado, @silferrari por me ensinar a gostar de Mercedes Sosa), os grandes latinos Manolo García e Paco Ibañez, o poeta Vander Lee, as paulistanas Tiê e Tulipa Ruiz, a querida amiga Lara Rossato @lara_rossato (e futura colega de AP em SP, ou vc pensa que esqueci? haha), Flávio Venturini, Pitty, sem contar os grandes nomes de sempre: Caetano, Gilberto Gil, Tom Jobim e toda essa MPB maravilhosa. Detalhe: nessa lista não entrou nenhum cantor internacional, exceto a Julieta Venegas. Pura casualidade. Faltaram ainda Aerosmith, U2, Beattles, Coldplay e muitos, muitos outros.

É, meu 2010 foi muito musical... haha

Pra que serve o amor? (A quoi ça sert l'amour)

Veja esse curta metragem, feito com base na música de Edith Piaf A quoi ça sert l'amour - Pra que serve o Amor?

Música para Cortar os Pulsos (@musicaparacortar)

Já divulguei aqui outro dia, e divulgo novamente a peça Música para Cortar os Pulsos, com Mayara Constantino (@mayacons), Kauê Teloli e Victor Mendes (todos particparam do seriado Tudo que é Sólido Pode Derreter, da TV Cultura).

Frank Sinatra- I've got you under my skin

É o Frank Sinatra. Qualquer comentário além disso torna-se dispensável...

Minha participação na TV Cultura


Valeu, @alvimdias, por postar o vídeo no Pimentas no reino, tb.

Bái.

"Morte e Vida Severina", por @Analiiy

Apesar de a @Analiiy não ter gostado do resultado final, eu gostei. Tanto que tô colocando aqui... haha

Laura: o mundo perdeu um anjo

Laura e o pai, Sandro

Há alguns meses eu acompanhava o drama da pequena Laura Bertoni Zanchettin, paranaense de 8 anos que vinha sofrendo à espera de um transplante de coração. A menina sofria de miocardiopatia dilatada do ventrículo esquerdo e diariamente recebia oito remédios, aplicados diretamente no coração, por meio de um catéter, para que o sangue seja bombeado para todo o corpo. Estava na UTI do hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, aguardando um doador. A doação, no caso de Laura, era mais difícil, porque era muito restritiva: o doador deveria ter morrido de morte cerebral, com idade próxima e estrutura corporal parecida com a de Laura.

Depois de aparecer em várias reportagens de jornais e emissoras de TV, entre elas no SBT, Laura ganhou uma vaga no InCor, em São Paulo, para aqui fazer o tratamento. Além de receber toda a estrutura de UTI aqui, acreditava-se que seria mais fácil achar um doador.

Mas Laura teve complicações ao chegar em São Paulo. Logo após desembarcar, foi socorrida no Hospital Avicena, no bairro Belém, e acabou não resistindo, vindo a falecer.



Só nos resta lamentar. Uma linda menina, que lutou a todo momento pela vida e sem fazer qualquer questionamento ou reclamação, foi vencida pela doença.

Meus sentimentos à família.

Minha entrevista para o programa Informe-se, no Canal Universitário


Essa semana dei uma entrevista bastante agradável à jornalista Rose Cianci, no programa Informe-se, da TV Unisa - Canal Universitário.

Na entrevista falei sobre o Projeto Boca do Lixo, projeto acadêmico que apresentei na universidade e que virou PL na cidade de São Paulo, e falei também sobre os desafios que todo univertitário enfrenta durante o TCC.

A entrevista pode ser vista durante a programação da CNU, canal 11 da NET e 71 e 180 da TVA, ou ao vivo no site da emissora. Veja aqui a programação.

Consciente Coletivo 2, por @institutoakatu

Consciente Coletivo, episódio 2:


Produção: Instituto Akatu, Canal Futura e HP do Brasil.

Last Minutes with ODEN

Atenção: se você não está afim de chorar, fique longe desse vídeo.

Últimos Minutos com Oden é um mini-documentário feito por Jason Wood, contando as últimas horas do se cachorro Oden, que teve de ser sacrificado por conta de um câncer. O vídeo ganhou, merecidamente, o prêmio Vimeo Festival Awards.

Aí onde você está dá pra chorar feito criança? Então assista:

Last Minutes with ODEN from phos pictures on Vimeo.

R.I.P. Andy Irons



Morreu ontem o surfista Andy Irons, aos 32 anos, provavelmente de dengue hemorrágica.

Andy Irons deveria disputar esta semana a 9.ª etapa do circuito mundial da ASP, em Porto Rico; mas, não se sentindo bem, abandonou a prova para regressar ao Havaí. Em uma das paradas, na cidade americana de Dallas, passou mal e não conseguiu embarcar. Foi encontrado morto por um funcionário do hotel por volta das 10h, horário local.

A esposa de Irons, Lyndie, está grávida de 8 meses, e o aguardava de volta ao Havaí.

Não sou ligado em nada que se refira a surf, conheço pouquíssimo sobre isso. Mas a morte de um atleta competente como Andy, que era visto como modelo a milhares de surfistas no mundo, é algo a se lamentar. Aliás, a morte é algo a se lamentar, seja de quem for.

Lamento a perda!

Roberto Gomez Bolaños: "Fue sin querer queriendo"


Duvido que algum de vocês não tenha visto pelo menos uma vez na vida um episódio de Chaves, seriado mexicano que é exibido no Brasil pelo SBT há anos, e será transmitido pela Nickelodeon a partir de novembro. Mesmo com episódios repetidíssimos e que já conhecemos de cor, ainda assim Chaves consegue nos arrancar boas risadas.

Roberto Gómez começou sua carreira de ator, com o pseudônimo Chespirito em 1960 na TV mexicana Televisa. O nome veio do apelido que um amigo diretor de cinema lhe deu. Como Roberto é baixinho (1,60m) e o amigo o considerava tão talentoso como Shakespeare, lhe criou o nome Chespirito. Aos poucos, Chespirito foi criando seus personagens, como Doutor Chapatín, Chapulín Colorado e El Chavo, que lhe renderam sucesso e ganharam não só a América Latina, mas o mundo. Seus personagens hoje são vistos em mais de 90 paises, entre eles Japão, Alemanha, Inglaterra, Espanha. No Brasil, apenas os personagens Chapolín e Chaves ganharam projeção, mas o suficiente para fazer dele um dos humoristas estrangeiros mais assistidos no país, além de ser ainda hoje uma das maiores audiências do SBT.

Roberto Gómez Bolaños é pra mim um dos maiores talentos que a América Latina já conheceu. Conseguiu cativar o mundo em várias gerações com um humor simples, ingênuo, com seus personagens cômicos e desastrados. Roberto se tornou um ícone do entretenimento, além de ser a prova de que o humor não depende da conotação sexual para ser bom.

Coloco aqui uma entrevista que ele deu para uma emissora de TV colombiana no ano passado, já com seus 80 anos de idade. Além de ser o retrato vivo do humor latinoamericano, Roberto Gómez Bolanos é também a história da própria América Latina, que ele sempre retratou em seus personagens.

Segue a entrevista:

















Consciente Coletivo 1, por @institutoakatu

Consciente Coletivo, episódio 1:


Produção: Instituto Akatu, Canal Futura e HP do Brasil

Cindy Crawford:"melhor do que há 20 anos atrás"

Aos 44, Cindy Crawford mostra que continua na ativa e tão linda como sempre.

Em entrevista à revista Vogue indiana, Cindy diz estar muito mais madura e segura de si do que no início da carreira. Disse se sentir "melhor do que há 20 anos atrás". Ela posou para um ensaio sexy para a revista.





Não sei se melhor do que há 20 anos, mas tçao linda quanto, isso sim. COM CERTEZA!

Olhando o Regime Militar com os olhos de Jarbas Passarinho

Sim, esse blog é altamente confuso. Vai de mulheres sexy à história política em apenas uma semana... rs

Enquanto Morfeu me dá uns minutos de crédito para esperar começar Two and a Half Man no SBT  (combinei com a @radgravato de tentar esperar o começo, mas tá difícil), assisti a entrevista do Geneton Moraes com o ex-Ministro da Educação e da Previdência Jarbas Passarinho, que atuou no governo federal durante o Regime Militar, e que agora está com 90 anos de idade.

Com o alto nível intelectual de sempre, Geneton consegue arrancar do ex-Ministro declarações impressionantes sobre o Regime. Ao mesmo tempo em que diz que Jarbas Passarinho diz que se rebelaria contra o regime na época se tivesse a cabeça que tem hoje, faz mea-culpa com os demais generais e afirma: "eu participei do Regime, e não posso ser visto como bonzinho". Diz ter avisado pessoalmente o General Médici sobre as torturas que eram praticadas pelas ruas e foi o primeiro membro do Governo a chamar o Regime de ditadura.

Jarbas Passarinho ficou conhecido quando, ao assinar o AI-5, pronunciou a frase que ainda hoje é repetida, quase sempre por humoristas: "às favas com os escrúpulos". Afirma também que os atentados de 64 foram um "golpe preventivo", que visava proteger o país de um outro golpe, mas o comunista. Nesses atentados, membros do Partido Comunista do Brasil morreram no Aeroporto de Recife-PE. Vale lembrar que o Partido Comunista Brasileiro foi extinto em 1989 e refundado com o nome de PPS.

Enfim, a entrevista é muito esclarecedora, dá uma outra visão sobre a ditadura, diferente da visão dos livros escolares. Pra mim, que nasci 4 meses depois do fim do Regime, foi uma oportunidade de ouvir declarações de gente que esteve nos bastidores, que estava do lado dos que "mandavam".

Se ficou interessado, veja o vídeo:

Consciente Coletivo, por @institutoakatu


Apartir da próxima semana, o Blog Novas Ideias trás os vídeos da série Consciente Coletivo, do Institudo Akatu.

Em 10 episódios, a série Consciente Coletivo faz reflexões, de forma simples e divertida, sobre os problemas gerados pelo ritmo de produção e consumo de hoje. Entre os assuntos estão sustentabilidade, mudanças climáticas, consumo de água e energia, estilo de vida, entre outros, que permeiam o universo da consciência ambiental. O projeto é uma parceria entre o Instituto Akatu, Canal Futura e a HP do Brasil.

Todas as quartas, um vídeo novo estará aqui no Blog Novas ideias. Se você já viu os vídeos no site do Instituto Akatu ou no Canal Futura, reveja, pois são bastante interessantes. Se ainda não viu, eis a oportunidade de conhecer esse trabalho interessantíssimo.

Corazón Iluminado

Cena de Corazón Iluminado

Ainda estou sem palavras para o filme Corazón Iluminado, que acabei de assistir na TV Cultura, no Cine Brasil. Sim, estou emocionado, trêmulo, tamanha a magia e a intensidade como a paixão e a interioridade humana é tratada.

Juan (o argentino Valter Quiróz) é um adolescente argentino que vive um relacionamento conturbado com Ana (a brasileira Maria Luísa Mendonça). Movido pelo sonho de ser um cineasta e tentando provar que era possível fotografar a alma humana, decide fazer um experimento e tentar fotografar Ana com um aro de luz, mas a experiência é forte demais. Ana já tinha problemas mentais, e com o experimento, ela tem uma crise que faz com que os pais a internem num manicômio.

Um tempo depois Juan vai visitar Ana e os dois fogem para ter sua primeira noite de amor e recomeçar uma nova vida longe dali, mas acontecem coisas que os separam para sempre. Anos depois, agora morando em Nova Iorque, Juan (agora vivido pelo argentino Miguel Angel Solás) volta a Argentina para rever o pai e descobre que Ana ainda está viva. Tenta reencontrar Ana, mas acaba conhecendo Lilith (a brasileira Xuxa Lopes), uma mulher misteriosa que desperta em Juan sentimentos da adolescência que ele nem lembrava existirem mais.

No filme, Hector Babenco faz quase uma autobiografia. O próprio autor carrega consigo a culpa de não ter dado atenção à morte do pai, em 1984, por causa das gravações de O Beijo da Mulher Aranha. Corazón Iluminado trata do amor, da dificuldade das pessoas em lidar com esse sentimento tao complexo e quase sempre maluco. Nos faz pensar que "os homens sempre gostam das mulheres malucas, mas no fim acabam casando co as certinhas" (frase do filme). O filme noe leva a relfetir sobre nossa interioridade, sobre coisas que se passam em nós e muitas vezes nós mesmos não conseguimos explicar. Enfim, Corazón Iluminado só reforça a tese de que arte e vida real nem sempre estão separadas. Aliás, na maiora das vezes elas estão intimamente ligadas.

Microconto: Peça

Sabia que precisava urgentemente decorar seu texto e representar o papel que lhe fora designado, pois logo mais as cortinas iriam se fechar, a peça acabar, e ele corria o risco de passar despercebido.

#microcontos

Microconto: Estômago de Pobre

Estava tão acostumado a comer mortadela que no dia em que comeu presunto parma, passou mal do estômago.

#microcontos

Microconto: A criança que cresceu

Odiava ser visto como a criança que cresceu. Era um tal de "menino", pra lá, "menino" pra cá. Até que um dia resolveu mostrar a todos que havia virado adulto. Fumou seu primeiro cigarro de maconha, oferecido por um colega do colégio. Desse dia em diante tinha a certeza: nunca mais seria visto como uma criança.

Dez anos depois, estava internado numa clínica para tratamento de dependentes de drogas, num estado crítico de vício em crack. Já havia perdido tudo: familia, amigos, dinheiro, mulheres, dignidade.

E teve saudades de quando era visto como uma criança.

#microcontos

Microconto: A Lua

Gostava de olhar a lua. Por mais iluminada e evidente que esteja, a lua sempre tem um lado oculto, escuro, que ninguém pode ver. Assim como as pessoas.

#microconto

Microconto: Mediocridade

Julião irritava-se com a mediocridade abundante na TV. Por isso considerou o controle remoto uma das maiores invenções da humanidade.

#microcontos

Microcontos

Entrei na onda de escrever microcontos, textos curtos com temas específicos. Com poucas palavras, vou usar a ficção para expor um pouco do que se passa em mim em momentos específicos.

Não sou poeta muito menos escritor, mas quem sabe um dia venha a ser? Por isso começo escrevendo microcontos. Se quiser me acompanhar, fique a vontade!

Pra quem pretende ser poeta, escritor ou algo do gênero algum dia, vale a pena ver as dicas da Anna Tamaio, aqui.

Bái

Mini - Talaveira

Já que todo mundo entrou na onda do Children Day e colocou fotos da infância no Twitter, coloquei também a minha, com apenas 6 meses de vida, tirada em fevereiro de 1986. Se não conseguiu fazer as contas, eu nasci em agosto de 1985. Se não conseguiu fazer as contas de novo, eu tenho 25 anos... haha

Aí vai o Mini - Talaveira, versão original de fábrica...

Detalhe para a TV no fundo. Não tem como não me sentir um velho... hahaha
Segundo a mãe Neuza, eu estava cantando nessa foto. Ou tentando cantar.

Bái!

Teatro de graça, ou quase, em SP


Tem muita coisa boa pra acontecer por esses dias em SP. E de gtaça, ou a preços muito baixos. Vale a pena conferir:


Hell, com Bárbara Paz:
Com estreia marcada para dia 07/10, em cartaz até 19/12, a peça, com Bárbara Paz é uma adaptação do livro de Lolita Pille, feita por Hector Babenco e Marco Antonio Braz. Em 2003 e com apenas 21 anos, Lolita estreou na literatura com "Hell", um livro revelador sobre a rica juventude francesa e suas aventuras com sexo, drogas, grifes e álcool.
Teatro SESI
Av. Paulista, 1313 Bela Vista
Quinta a domingo, 20:00
R$ 10,00 (quinta e sexta grátis)


 
Música para Cortar os Pulsos:
Estreia dia 07/10, até 17/10. Com Mayara Constantino (de Tudo que É Sólido Pode Derreter). Em dez cenas curtas, as histórias amorosas de três jovens se desenrolam com a intensidade (e ao som) das músicas para cortar os pulsos. Isabela sofre porque foi abandonada, Felipe quer se apaixonar e Ricardo, seu amigo, está apaixonado por ele.
Sesc Pinheiros
Rua Paes Lemes, 195 Pinheiros
Quinta a domingo, com sessão extra no dia 12 de outubro
Quinta, sexta e sábado, 19:00
Domingo, 18:00
Sessão extra dia 12, 18:00
R$ 8,00 inteira


 
Por um Triz, com Grupo de Teatro CIL
Leitura de pequenos textos de Harold Pinter, Dorothy Parker, Manuel Bandeira e Vinícius de Moraes.
Teatro Vivo
Avenida Chucri Zaidan, 800 Morumbi
Sábados, 16:00
Gratuito


 
Kean - Letras em Cena
Leitura dramática de peças de teatro. Com Clarisse Abujamra, Nelson Baskerville, Fabio Herford, Luciano Chirolli e convidados.
MASP
Avenida Paulista, 1400 Bela Vista
Dia 18/10, 19:30
Gratuito

Obrigado, Marina!



Infelizmente, o Brasil mostrou nessa eleição que ainda não está preparado o suficiente para escolher pessoas comprometidas com a sustentabilidade, com o crescimento ordenado e responsável, com o debate de ideias, a discussão de temas importantes para o Brasil. A oportunidade que o Brasil tinha de dar um passo além, de romper com o plebiscito do "a favor X contra" foi perdida nas urnas. O Brasil ainda prefere pessoas que tenham cara simpática, discurso que agrade a gregos e troianos, subcelebridades, pseudo-humoristas, gente que usa e abusa dos clichês para parecer convincente. O Brasil mostrou estar muto longe da imagem de povo civilizado e moderno que as propagandas mostram. Talvez isso seja resquício do Brasil da Ditadura, formado por gente que ainda não sabe se posicionar para coisas que não sejam o eliminado do Reallity Show.


Como você deve ter acompanhado, aqui mesmo no blog eu abri meu voto à Marina Silva, do PV, por me identificar com o projeto dela. Participei, com muito orgulho, da #ondaverde que tomou conta do Brasil e foi assunto de revistas e até de estudo sociais em importantes universidades. Marina conseguiu envolver em sau campanha gente totalmente avessa e alheia ao discurso político. Conseguiu reunir à si gente totalmente oposta. Conseguiu fazer ateus falarem sobre religiosidade, e evangélicos reverem posição sobre aborto. Trouxe para sua campanha gente que nunca sequer se imaginaria apoiando uma mulher feínha, missionária da Assembleia de Deus, de voz irritante e vinda do Acre.  Isso porque a forma como a Marina pensa o Brasil, sua cabeça aberta para o novo, a forma como ela encara temas polêmicos sem usar nenhum clichê, sua visão da religião e como conseguiu conciliar tão bem a fé a temas polêmicos foram simplesmente encantadores. Marina conseguiu cumprir a única promessa de campanha feita por ela: resgatar o sonho. Talvez pessoas como a Marina sejam, mesmo, apenas um sonho num país de Sarneys. Isso e mais algumas coisas me levaram a votar 43 nessa eleição. Nao só nela, mas também na legenda dela para São Paulo: @Fabio_Feldmann e Ricardo Young @RYoungSenador, além de ter apoiado as campanhas de @AleYoussef para deputado federal e @ClaudinhoGaspar para deputado estadual, ambos do PV. Todos eles gente comprometida com o novo, com o mesmo perfil da Marina. E, respondendo ao senador Álvaro Dias, do PSDB, que disse na Band que a campanha da Marina existiu apenas para levantar bandeiras e não para ganhar, afirmo que a certeza do segundo turno era visível entre os militantes do partido. Todos tinham sim o desejo de ver Marina Silva como a primeira mulher presidente do Brasil. Todos acreditaram na Marina. E continuam acreditando, tamanha a empolgação que vi entre os membros do Movimento Marina. Eu também continuo acreditando na Marina. Pra mim, ela vai continuar sendo um modelo de gente que vence as adversidades, sejam elas uma pobreza e analfabetismo no seringal do Acre, seja uma contaminação por mercúrio. Marina ainda é pra mim quem representa o verdadeiro "país do futuro", um país desenvolvido, mas com cara de Brasil, com cara de "Silva".


Com o cenário que se formou no segundo turno, não vejo a menor perspectiva de que as ideias sustentáveis de desenvolvimento possam ser aplicadas no Brasil dos próximos 4 anos. Estamos fadados a ver novamente o modelo desenvolvimentista que vem arrastando o Brasil para um caminho retrógrado, baseado no trabalho braçal e na exploração do petróleo. Como se não bastasse isso tudo, a campanha do segundo turno vai ferver, com emoções à flor da pele. Tucanos X petistas vão se digladiar como "nunca anres na história desse país".

E eu prefiro ficar de fora dessa guerra. Tenho motivos (?) pra votar no PT e no PSDB. Conheço gente boa no PT e no PSDB. Tenho amigos bons que apoiam Dilma e que apoiam Serra, e prefiro não me indispor com nenhum deles. Na internet, principalmente, conquistei muitos amigos bons, gente que se tornou especial pra mim, e que agora pode se dividir. Não quero me indispor com eles (principalmente por política!) então prefiro me ausentar um pouco dos assuntos políticos durante essa nova eleição que se formou.

Por isso, prefiro não revelar meu voto, nem posicionar o Blog Novas Ideias a favor de qualquer das duas candidaturas. Nao vou anular, pois não acredito ser esse o melhor meio de exercer democracia. Prefiro fazer do meu voto o que ele realmente deve ser: secreto.

E bola pra frente, porque ainda tem muito chão pra se caminhar.

Quem disse que só tem um jeito?