O deus dos evangélicos não existe

Li um texto bem interessante no blog do Izzy Nobre, criticando e contestando algumas "teorias" dos cristãos. Concordo com cada crítica dele, e deixei lá o seguinte comentário:

"Izzy,
Mto bom o seu texto. Eu cresci em igreja evangélica (Assembleia de Deus) e me decepcionei ao ponto de entrar em depressão e desenvolver doença psicossomática (psoríase). Não sou ateu, mas concordo com você: o deus que os evangélicos e católicos pregam não existe. Mas não sou ateu. Creio em Deus, mas um deus totalmente diferente do que é berrado nos púlpitos. Os religiosos são mestres em usar a Bíblia de acordo com a sua conveniência, apenas pra justificar aquilo que eles querem acreditar. Não considero a Bíblia um livro sagrado, mas um livro histórico que nos trás acontecimentos antigos e principalmente, a mensagem de Jesus Cristo. Por ser um livro histórico, pode sim ter erros (e tem, muitos!).

Frequento uma comunidade religiosa em São Paulo que vai na contramão do que é dito no movimento evangélico brasileiro. Tenho aprendido muito sobre o que Jesus disse acerca de Deus e da vida, principalmente porque lá confrontamos os ensinamentos de Cristo com o de filósofos como Sócrates, Nietszche (sim, o tão demonizado pelos cristãos disse muita coisa parecida com a mensagem de Jesus Cristo). O Deus que Jesus anunciou não tem qualquer participação em nenhum acontecimento natural nem dá “ajudinha” a ninguém. Ele não “permite” nem “envia” terremotos ou chuvas castigantes. O Deus que Jesus anunciou não tem qualquer envolvimento em processos que gerem vítimas. Onde está esse Deus, então? Está nas pessoas que se mobilizam de coração para ajudar o desabrigado, a alimentar o que tem fome.

Quando Jesus disse sobre lançar as “perolas aos porcos”, não tem nada a ver com evangelização (alias, o que os crentes falam sobre evangelização não tem nada a ver com a mensagem de Cristo, tb). Ele disse exatamente ago que acontece mto hoje em dia: usar o nome de Deus pra esconder falcatruas e canalhices. Gente que rouba milhões e justifica dizendo que é para a “obra de Deus”.

Pra concluir (já ficou grande demais... haha) concordo com cada ponto que você escreveu e com cada crítica que você faz. E concordamos: o deus que os evangélicos pregam não existe. Ao longo dos anos, a Igreja Católica distorceu o que os apóstolos ensinaram; a Reforma Protestante tentou corrigir, mas trouxe consigo as tradições católicas e acabou não corrigindo nada. E o resultado foi: milhões de pessoas desacreditadas da mensagem crista no mundo. Infelizmente.

Grande abraço"

Mulheres com Novas Ideias: o saldo final de tudo


Olá, amigos.

Chegamos ao final de mais uma semana Mulheres Com Novas Ideias, em comemoração ao dia da Mulher. Em 2010 fizemos a primeira edição, que encerrou com um recorde de visitas e textos de excelente qualidade. Nesse ano, na segunda edição não foi diferente: textos profundos, reflexivos, que abordaram o universo feminino e contribuíram oara o enriquecimento de conteúdo do nosso blog.

A querida Selma Palenzuela @miapalenza39, que já esteve outras vezes aqui no blog, abordou a evolução do papel feminino ao longo dos anos; a Francisca Bezerra @franfords, adolescente de 14 anos que já mostra ser uma excelente comentarista e blogueira, falou sobre a segurança nos relacionamentos pela internet; a Herlene Santos @herlenesantos, outra adolescente de 17 anos com uma habilidade incrível com as palavras, falou sobre a missão de ser mulher nos dias atuais, desde a adolescência até a maturidade. E encerramos a semana com a blogueira Kênia Siqueira @keniasiqueira, que deu sua visão evangélica do papel da mulher na religião ao longo dos anos e nos dias atuais.

Sim, mais uma vez foram dias muito produtivos no que diz respeito ao conteúdo e as ideias que surgiram aqui. Textos riquíssimos que nos fizeram refletir e formar opinião. Fica nosso obrigado a todas as queridas amigas que aceitaram participar dessa semana e contribuíram para o crescimento do blog com suas ideias. Um obrigado especial à querida Liesel Hoffmann, que não chegou a publicar seu texto, mas colaborou na coordenação.

Grande abraço a todos!

Para reler todos os textos da semana Mulheres com Novas Ideias de 2010 e 2011, clique aqui.

Sexo Casual pelos olhos de uma mulher #MulheresComNovasIdeias


@lieselhofhmann Você está na balada, se divertindo com suas amigas. Percebe que o homem mais bonito da noite não tira os olhos de você. Você corresponde com um sorriso discreto e, quando menos percebe, ele está perto de você, puxando um assunto cretino qualquer. Conversa vai, bebida vem, vocês se beijam. Os beijos ficam mais quentes, e ele te chama pra um lugar reservado. Depois que o clima já esquentou entre vocês, e com algumas vodkas na cabeça, você não para pra raciocinar com clareza sobre o que ele te propôs e aceita. Aí, minha amiga, não tem mais volta. Você só vai cair na real mesmo quando estiver no quarto dele, ou no quarto do motel. Dependendo de quantas vodkas você tiver tomado, você só vai acordar realmente no dia seguinte, com aquela dor de cabeça infernal e se perguntando: onde é que eu estou?

Sim, você praticou o tão “infernalizado” sexo casual. Ou talvez tudo isso que eu disse foi apenas um sonho, ou uma fantasia reprimida sua, coisa que você provavelmente nunca vai praticar, ou por achar errado ou por medo do que vão dizer de você.

Muitas vêem isso com maus olhos. Acham que ir pra cama com um desconhecido na primeira noite é coisa de puta. Afinal, onde já se viu transar sem amor? Outras pensam um pouquinho mais e cuidam de sua própria segurança, afinal, você mal sabe o nome dele (isso se você lembrou de perguntar).

Penso que sua visão do sexo casual depende muito de como você encara o sexo em si. Sim, nós mulheres temos uma tendência muito grande de se apaixonar facilmente, principalmente se ele for agradável, educado. Isso inclui o sexo. Se ele foi carinhoso com você, se preocupou com a sua satisfação é quase certo que essa noite vai ficar marcada na sua vida. Mas cuidado pra não romantizar a vida, porque nem só de romance vive uma mulher. Nem sempre homem que leva uma mulher para a cama quer casar e ter filhos com ela. As vezes ele queria apenas uma noite legal com uma mulher bonita que ele conheceu na balada e pronto. Mas aí você cria um mundo imaginário onde ele chega do trabalho todos os dias e você o recebe de braços abertos, enquanto manda as crianças calarem a boca e ir receber o papai na porta.

Vamos aprender a separar as coisas. Talvez eu seja fria demais, mas penso que amor e sexo não precisam viver juntos. Acredito que duas pessoas possam ter uma relação sexual sem que o amor esteja presente. Talvez seja necessário rever seu conceito sobre o sexo, você esteja lendo muitas historinhas de Cinderela.

Se abra pra viver sem ideias impostas pelos outros e seja feliz. Mas é bom lembrar: se você não consegue realmente fazer tudo isso que eu falei, e melhor não tentar. Prefere-se uma mulher com tesão reprimido do que com o coração quebrado.

Beijos a todas!

Liesel Hoffmann mora em Berlin, Alemanha e trabalha na redação da revista Der Spiegel.

Eu só peço a Deus - Mercedes Sosa e Beth Carvalho

Eu tenho uma espécie de "lista" de coisas que aconteceram no mundo que eu daria tudo pra ter visto de perto. Ver Mercedes Sosa cantando ao vivo é uma delas.

E o que dizer de Mercedes Sosa cantando ao vivo, em português e acompanhada de Beth Carvalho, outra grande cantora que admiro? Simplesmente espetacular.

O vídeo abaixo tem essa imagem: Mercedes e Beth carvalho cantando Eu só peço a Deus. A qualidade do vídeo está ruim, mas vale a pena em se tratando da Mercedes.

Detalhe: o volume está muito alto. Abaixe o volume do vídeo ao mínimo.


A Cansativa Arte de Ser Mulher #MulheresComNovasIdeias


@herlenesantos Uma grande dúvida teima em não deixar em paz as mentes carentes de revolução: Quando o mundo vai perceber que o tempo de ‘’Amélia’’ já passou e que não tem mais como voltar, que não existe mais razão com esse rótulo? Essa resposta é esperada desde que as mulheres venceram a luta pela garantia de seus direitos fundamentais, mas até agora ninguém encheu o peito de coragem para falar abertamente sobre tal assunto. Mulher que tem orgulho verdadeiro da sua espécie, não se sujeita a nenhum tipo de manifestação de machismo. Pois é mulherada, pertencer ao mundo feminino não é tarefa nada fácil. Precisamos de muita força de vontade, auto-estima lá nas alturas e litros e mais litros de amor próprio, para enfrentar os preconceitos diários que a vida coloca no nosso caminho. Vamos com fé, que até o final, muita água vai rolar e o jogo pode virar.

Quando uma criança está para nascer, o pai já fica naquela expectativa estilo final de Copa do Mundo, que o mais novo integrante da família será um garotão. Agora me diz se não é assim que acontece? Na maioria das vezes é. E quando o bebê vem ao mundo e uma enfermeira diz para esse homem que ele acaba de ser tornar ‘’papai de uma menina’’, uma decepção meio tímida toma conta de sua alma. Infelizmente, nossa sociedade é rodeada dessas que podem parecer atitudes bobas e sem significado algum, mas que são capazes de deixar feridas em alguém. Qual é a pessoa que vai se sentir bem, sabendo que não foi deseja por sua família do jeito que ela é? Isso tem mais força em outras culturas. Mas não deixa de ser algo traumatizante.

Chega então à época de ir para escola. Agora sim é que ‘’o bicho vai pegar’’. A criança se sente como uma pobre e indefesa criatura dentro de uma selva cheia de perigos. E já que somos acostumados em dividir os seres humanos em grupos de acordo com seus defeitos, as meninas sofrem com toda essa situação. Pensa que é fácil fazer amigas? Muito pelo contrário. Você precisa ter os meus gostos, ser do meu jeito que elas, apenas mais uma na multidão. Não pode se destacar com suas qualidades únicas e especiais, que logo será tachada de estranha e esquisita. A tendência sobre isso é apenas a de piorar.

A menina vai crescendo e se tornando uma jovem. Seus sonhos não são mais os mesmos, seus objetivos mudaram e muito. Ela deixa suas bonecas de lado e passa a querer outras coisas. Você pode imaginar a fase mais complicada e confusa da existência de um indivíduo? Com a certeza de quem escolhe o quer para almoço, essa fase é a adolescência. Essa sim é uma certeza, porque as outras são pura enganação. Durante essa época, todos os sentimentos se reviram dentro da cabeça de quem ainda não conhece nada do mundo real. E se for uma mulher, já viu que as idéias ficam mais embaralhadas que o normal, se é que isso é possível. Várias pessoas podem até gritar com convicção suspeita, que adolescentes são isso, que isso são aquilo e é um blá blá blá sem fim, mas passar pelo mesmos dilemas ninguém quer. Assim fica difícil, se você não pensa nem ao menos em se colocar no lugar de quem está sofrendo para se descobrir e desvendar o que está ao seu redor.

Uma adolescente tem que pensar em cores de esmaltes, em qual roupa usar na próxima reuniãozinha com suas melhores amigas, saber a vida completa daquele gato da TV, tem ensaiar o que vai falar para rebater os insultos das suas inimigas ou em como será a sua primeira vez, mas muito cuidado em não cair nas armadilhas que existem por ai. Porque nenhuma jovem tem como sonho, ser mãe aos 15 anos de idade, por exemplo. Toda mulher bem sucedida de hoje, já teve que tomar essas decisões. Ninguém tem autonomia para criticar ou dizer que elas não têm nada na cabeça, isso é completamente necessário para a evolução do ser humano, faz parte do nosso desenvolvimento mental. Depois de um tempo, você vai olhar para trás e rir de tudo que fez ou falou, o arrependimento pode até bater na sua consciência, mas vai entender que cada palavra ou ação, teve sua devida importância. Só a saudade é o que vai lhe restar.

Décadas vão passando por entre seus cabelos e atrasar o relógio, não vai influenciar em nada. O mundo corre na velocidade de um atleta no fervor de uma olimpíada e não espera por você não. Prepara-se bem ou então vai ficar em último lugar, o que não desmerece o esforço de ninguém. Mas uma mulher adulta é segura de si própria, nem se compara aquela adolescente que ficava chorando pelos cantos por causa de qualquer garoto idiota, lógico que esse amor cego nos persegue até o fim dos nossos dias e quem não aprender a como lidar com ele, estará em maus lençóis.

A mulher do século 21 é mais poderosa que suas heroínas do passado, pois tem a seu favor, o mundo moderno, que aceita as diferenças entre os gêneros com facilidade e uma compreensão um tanto quanto materna. Inúmeros preconceitos ainda deverão ser quebrados para que o movimento feminista obtenha pleno êxito, mas até esse glorioso dia chegar, aqui fica apenas uma observação: ‘’Amélia nunca foi a mulher de verdade. ’’

Herlene Santos @herlenesantos é administradora do blog Descomplicando

Confiar Desconfiando #MulheresComNovasideias


@franfords Uma coisa que está alta é ter amigos pela web, mas nem sempre isso acaba bem. Muitas pessoas caem em golpes por confiar muito em gente que sabe-se lá como realmente são, e muitos cuidados devem ser tomados, porque como todos sabem todo cuidado é pouco na hora de arranjar seja amigos ou “namorados” pela internet.

Muitas mulheres, garotas e meninas procuram o parceiro ideal por esse meio, em salas de namoro virtual. E pra quem não sabe, não é só adolescente que anda caindo nesses golpes; muita mulher madura anda caindo no golpe do “homem perfeito” ou “par ideal” , seja lá como for chamado; um golpe onde os psicopatas vem com bom papo pra conquistar as moças, marcam encontro e depois fazem o que querem.

Então vamos ao exemplo mais recente: Janinha Pereira de Freitas foi encontrada morta em sua casa; Danillo, seu suposto “namorado” desapareceu junto com vários objetos de valor. Janinha tinha 37 anos era secretária e estava solteira de um relacionamento de 6 anos.

O nome do suspeito, que na verdade já confessou o crime é Danillo Ederson Fernandes, e já era acostumado a dar golpes em garotas pela e já tinha passagem pela polícia, e confessou ter matado Janinha depois de uma discussão. O Fantástico entrevistou vítimas do Danillo, e ele não só agia usando o Computador/Internet, ele também agia presencialmente.

Precisamos pensar algumas coisas: 1º) se fosse uma adolescente as pessoas diriam: “ah! É porque é adolescente”; agora o que dizem quando isso acontece com uma mulher de 37 anos? 2º) Como você hospeda em sua casa uma pessoa que você nunca viu em sua vida? Esse foi o primeiro e único encontro, o suficiente para tirar a vida dessa mulher.

Em minha cidade já houve um caso de uma adolescente que fugiu de casa, e provavelmente por causa de um homem que ela conheceu pela internet. Ela saiu apenas com a roupa do corpo, deixou um bilhete dizendo: “volto daqui a 3 anos”. Pegou um transporte alternativo de Carira-SE a Aracaju-SE, mas foi encontrada em Itaporanga D’Ajuda-SE por um senhor que ia passando em frente a uma casa e escutou as pancadas e os gritos desesperados. E encontrou uma moça sendo violentada e a socorreu.

Então algumas dicas minhas, que peguei de amigos, e algumas vistas em matérias: 1) Amigos em comum: Se na hora de ter amigos virtuais você não quer ir “tão longe” opte pelos amigos em comum, ou seja, aquele amigo de seu amigo(pode ser parente também, desde que haja uma referência de um amigo onde vocês se conhecem); 2) Amizade grupal: Como já diz, é uma amizade em grupo, ou seja, dois grupos de pessoas amigas serem amigos uns dos outros; 3) Nunca dê informações pessoas tais como renda, situação financeira, endereço residencial, documentos, porque essas pessoas geralmente estão interessadas no que você tem. E também evite mostrar fotos pessoais; 4) Tente saber sobre a vida “off-line” dessa pessoa, ou seja, se é uma pessoa de boa conduta ou uma pessoa de má fé; 5) Se caso marcarem encontro, que seja em lugares públicos, os mais movimentados possíveis como Aeroporto, Terminal Rodoviário, Shopping Center etc. e que outras pessoas fiquem sabendo desse acontecimento, e se possível leve pelo menos uma pessoa para acompanhá-lo (a); 6) Evite também essas salas de bate papo, namoro virtual ou coisa do gênero: a chance de encontrar gente mal intencionada nesses sites é muito maior; 8) Tente confundir alguns assuntos tratados por vocês para ver se essa pessoa entra em contradição, falar de algum assunto, depois de alguns dias retorne a falar novamente, ou seja, qualquer “teste” para saber se a pessoa realmente fala a verdade ou não, e procure saber também se de fato o nome dado por essa pessoa de fato existe, ou seja, se realmente é dela mesma.

Enfim, qualquer coisa que possa ser feita para ter mais segurança deve ser feita, porque todo cuidado é pouco e segurança nunca é de mais quando se trata de internet. Lembre-se sempre de que você nunca faz ideia de quem está do outro lado da tela, essa pessoa pode ser bem atenta, mas como todo mundo sabe mentira tem perna curta, então um dia a casa cai, seja o mais esperto possível, e cuidado com o que diz, pra não falar de sua vida pessoal de mais.

Discutam isso com seus amigos, colegas, parentes, familiares, vizinhos, professores, patrões, ou qualquer pessoa que você conheça, porque isso é uma coisa muito, mas muito importante mesmo.

Francisca Bezerra @franfords é administradora do blog De Olho no Monitor

A Evolução da Mulher pela Imagem #MulheresComNovasIdeias

@miapalenza39 Por décadas, a mulher vem lutando e passando por transformações profundas para alcançar seus objetivos, como, por exemplo, um lugar permanente e de destaque na sociedade. Desde os anos 20, tem seguido em constante evolução, não só no que tange à moda, mas também em relação ao seu comportamento.

Há tempos, deste o início dos movimentos feministas, a mulher luta por direitos iguais e garantias que a façam ocupar, junto com o homem, o mesmo espaço. Porém, hoje, ao invés do equilíbrio que deveria haver entre eles, como consequencia, em termos de direitos e deveres, o que se vê é uma disputa acirrada, e na maior parte das vezes desleal. A pergunta que fica no ar é se essa concorrência seria ou não saudável. Por que a mulher, já tão sobrecarregada de cuidados com a família e os filhos, ainda anseia por mais e mais conquistas?

Independentemente do sexo, o fato é que o ser humano necessita sentir-se útil, uma peça-chave na constituição do mundo ao seu redor. E para a mulher, apenas o casamento não satisfaz esta ansiedade. Em decorrência de toda essa evolução sofrida pelo sexo feminino, o casamento acabou por tornar-se objeto de desejo consumista, assemelhando-se aos produtos que ambicionamos nas virtines de lojas de grife: compra-se ou case-se para não ficar devendo nada à sociedade. Todo o romantismo que envolvia esta união simplesmente não existe mais. A moça escolhe o seu parceiro como o faz com um vestido em uma revista de alta costura. O jovem selecionado precisa ter qualidades como a beleza física, a estabilidade financeira e, se possível, o mínimo de defeitos. A família também conta, afinal, ninguém quer sogras chatas e sobrinhos impertinentes. A mulher age como um convênio médico, isto é, opta por parceiros que não carreguem consigo “doenças pré-existentes”.

Se estiver mentindo, parem de ler este artigo agora. O fato é que a mulher não mudou apenas seu exterior, mas, principalmente, sua essência. Feridas como as que sangravam em nossas mães e avós, as quais viam no casamento um sacerdócio sacrossanto, são coisas do passado. Atualmente, damo-nos o direito de iniciar uma união levando conosco o antídoto contra qualquer mal que ela nos possa vir a causar. Mas será que escolher com os olhos apenas, a despeito do coração, não acaba por ser um risco bem maior?

Mulheres recém-casadas, em nome de uma carreira de sucesso que lhes trará independência, afastam-se cada vez mais de seus parceiros, colocando a família em segundo ou, às vezes, em terceiro plano. Será que descobrimos o caminho da felicidade ou perdemos o rumo? Nossas mães, afinal, erraram ao permanecer em um casamento de 50 anos, ou nós é quem acertamos em nos divorciar na primeira crise? Enfim, tanto evoluímos, mas pouco compreendemos do assunto...
Contudo, a mulher tem suas fases, e assim como a moda volta de tempos em tempos, algumas faces do comportamento humano também voltam a se mostrar após um período nas sombras. Será que a mulher de hoje, em toda a sua modernidade, desejará que as filhas vivam, em futuro próximo, de maneira semelhante à dela, com casamentos frágeis, superficiais, baseados em status social e com prazo de validade?

Se analisarmos a mulher a partir da moda, fica bem mais fácil entender esse ser tão complexo, fascinante, elegante, belo, importante e intenso: seja a mulher do pós-guerra, que confeccionava seus próprios vestidos com tecidos mais baratos, seja a mulher dona de casa, muito bem representadas pela pin-up dos anos 60, ou até mesmo a mulher que chega à ONU em defesa dos direitos dos menos favorecidos. E é desta forma incosciente, que, ao passar das décadas, a mulher brilha, renasce, sobrevive e se destaca.

Apesar de tantas conquistas, não acredito que a mulher esteja preparada para viver sozinha. Também não acredito que um casamento desfeito seja o fim da linha. A mulher sempre estará disposta a enfrentar as mazelas da vida a fim de conquistar o amor perfeito, filhos, e, acima de tudo, um lar. As estatíscas dizem que a mulher evoluiu de tal forma que o casamento deixou de ser interessante. Mas, ao contrário das pesquisas, penso que isso não passa de um grande blefe feminino. A mulher muda o seu pensamento constantemente e “mente” para não admitir o fracasso. E é por isso que não acredito em pesquisas que dizem que a mulher divorciada ou independente alcançou a felicidade. A liberdade cobra um preço alto.

Como mulher, sinto-me extremamente cruel e traidora ao admitir essa fragilidade, porém, essa é a verdade nua e crua. Mesmo que consigamos todo o sucesso e dinheiro do mundo, encontrar o verdadeiro amor será sempre o principal objetivo da mulher. Por quê? Faz parte da nossa essência. Uma executiva brilha ao entrar em uma festa com uma bolsa D&G, no entanto aquela que tem em seus braços o homem mais bem vestido, mais bem articulado, mais bonito e mais elegante da festa, esta é, com certeza, a mulher que alcançou o verdadeiro sucesso tão almejado. As feministas negarão isso até a morte, mas esta é a mais pura verdade.

A felicidade da mulher não está em adquirir o carro mais moderno e possante do planeta; isso deixamos para os homens, que são muito mais materialistas do que nós. Nem mesmo o perfume mais caro da Terra nos trará qualquer contentamento se não houver alguém especial para sentir seu aroma. O fato é que todas sonhamos em nos tornar princesas em alguma época da vida. O anel pode até ter um diamante raro, mas se for comprado por nós mesmas perderá a graça em pouco tempo. O que desejamos é que o tal anel venha pelas mãos daquele que idealizamos para ser o nosso homem, o pai dos nossos filhos, o nosso companheiro, nosso eterno namorado.

Acredito, sinceramente, que a mulher confundiu tudo, pois dispensa o marido pela própria carreira, troca os filhos por sucesso, quando, na verdade, precisamos de tudo isso, uma coisa complementando a outra. E algumas de nós têm conseguido, com muita competência e brilhantismo, desempenhar o papel de esposa, dona do lar, mãe e mulher independente. É a Evolução da Espécie... algumas ainda estão em fase de evolução, penso.

Se é a liberdade fora do casamento que a mulher deseja? Não acredito! A mulher quer amar e ser amada em toda a intensidade do amor. Não nascemos para a promiscuidade, nem tampouco para a solidão. Não nascemos para viver fora do ambiente familiar. Mudamos sim, e muito, contudo, algumas coisas são eternas e jamais mudarão.

Parabéns, mulheres!!! Alcançamos tantas coisas na moda, na política, na arte, no cinema, na literatura e em todas as demais áreas de atuação humana. Destacamo-nos em tudo!!! Porém, não basta a carreira, não são suficientes os bens materiais e a“liberdade” conseguida através do dinheiro. Décadas de transformações, décadas de provações... mas sempre o mesmo objetivo: encontrar nosso Príncipe Encantado. Não precisa ser um príncipe Rainier de Mônaco, nem tão pouco um Brad Pitti... basta ser um homem que respeite a mulher, da forma mais ampla e gentil possível.

Revisão de Texto: João Henrique Lara Ganança - Estudante do do 5.º Ano do Curso de Letras (Português/Russo) da USP

Selma Palenzuela @miapalenza39 é administradora do blog Quando as Borboletas se Calam

Avril: The Best Damn Thing!


Como eu já disse aqui outras vezes, eu sou fã de Avril Lavigne.

Não daqueles que só ouvem algumas músicas e dizem gostar muito do cantor. Eu realmente gosto da Avril Lavigne. Gosto dela, do jeito dela lidar com a carreira, com a vida pessoal, com a interioridade dela. Mas não sou desses que acompanham os porres dela. O que ela faz na vida pessoal dela é problema dela; se bebeu, se fumou, beijou, casou e divorciou, se tá namorando, se foi vista com alguém, se fez topless, são coisas que não me interessam. Eu gosto do trabalho da Avril Lavigne. E ponto.

Já fui criticado por isso. Desde os olhos de canto até o clássico "você não tá meio velho pra gostar de músicas da Avril, não?". É, realmente devo ser um dos únicos fãs da Avril com mais de 21 anos. Mas isso não me impede de gostar dela. Na verdade tenho quase a mesma idade dela, e comecei a gostar das músicas dela quando ela ainda era novidade, com o primeiro CD, e quando I With You ainda era tocada em todas as rádios. Não gosto de fechar a música em rótulos: música de jovem e de adulto, antiga e moderna, de homem e de mulher, e outros vários que criam. Pra mim a música se divide em boa e ruim. A ruim eu descarto. A boa eu aprecio.

Desde que ela se lançou como cantora, a Avril passou por muitas mudanças. Do primeiro CD, Let Go, onde ela se apresentava a legítima menininha punk americana, até Girlfriend, onde ela se mostra a moça cheia de autoconfiança, ela passou por mudanças não só no estilo de cantar, mas na personalidade dela. Como ela mesma disse numa entrevista, ela cresceu e o estilo de adolescente punk ficou pra trás. As letras que antes mostravam uma menininha rebelde, introspectiva e com medo do próprio futuro desconhecido passaram a mostrar uma Avril adulta, com uma autoconfiança que assustaria qualquer homem "pegador".


Eu gosto de todas as fases da Avril. A fase "menina roqueira" combina muito com meu lado introspectivo. No segundo trabalho, Under My Skin, Avril se mostra muito confusa com o que a vida lhe reserva ("eu sou pequena e o mundo é grande, e tudo está se movendo rápido demais"). Ela é ainda a adolescente que não consegue lidar muito bem com o fato de estar crescendo, e deixa isso transparecer muito claro nas letras dela.

Já o terceiro CD Girlfriend foi a "fase de transição" dela. Essa foi a forma que a Avril encontrou pra dizer "hey, pessoal, eu cresci!". Da menina para a adulta autoconfiante. Girlfriend é cheio de músicas dançantes, daquelas que você ouve no carro, no iPod e canta, dança junto. É um CD alegre.

E eis que agora ela lana o novo CD, Goodbye Lullaby. Ainda não ouvi, por isso não vou comentar ainda, mas prometo trazer minhas conclusões assim que tiver ouvido todas as músicas.

Mulheres com Novas Ideias


Março é o mês da mulher. Dia 08 de março, ontem, foi o Dia Internacional da Mulher, e o Blog Novas ideias não vai deixar essa data passar em branco. Assim como no ano passado, esse ano teremos novamente nossa semana especial Mulheres com Novas Ideias.

Cinco blogueiras convidadas vão abordar temas do cotidiano sob o olhar feminino. Mulheres antenadas com o mundo e com os acontecimentos estarão aqui no Novas Ideias dando sua visão de mundo, seu modo de perceber como as coisas acontecem.

Durante os dias dedicados às mulheres teremos aqui no blog: Mia Palenza @miapalenza39, do blog Quando as Borboletas se Calam; Francisca Bezerra @franfords, do blog De Olho no Monitor, a jornalista alemã Liesel Hoffmann @lieselhoffmann, da revista Der Spiegel, a blogueira Herlene Santos @herlenesantos do blog Descomplicando e a publicitária Kênia Siqueira @keniasiqueira, do blog Se Parar pra Pensar

E no final desses três dias temos um presente pra você, leitora do Novas Ideias: vamos sortear um exemplar da revista TPM, edição de março. Na próxima segunda feira, 14 de março, colocaremos aqui no blog todas as regras do sorteio.

Eu e o Carnaval

Desfile da Unidos do Peruche, em São Paulo

É engraçado como algumas coisas acontecem no Brasil.

Temos o costume de dividir tudo entre os "a favor" e os "do contra". Ou você gosta de tudo ou não gosta de nada. Não existe espaço para o meio termo. Isso se aplica em tudo: na política, festas populares no Brasil, religião, etc.

No momento quero falar do Carnaval. Fui criado no ambiente evangélico que condena o Carnaval. Cresci ouvindo coisas como "o Carnaval é do diabo", ou como "Carnaval é uma festa da carne" e outras. Depois de abrir a cabeça e descobrir que existe um mundo fora da Igreja, repensei muitas das coisas em que eu acreditei durante a adolescência. Repensei meus gostos musicais, minha visão sobre o mundo espiritual e sobre Deus, até. Mas ainda não tinha parado pra analisar o Carnaval com olhos que não os do fundamentalismo religioso.

Por definição eu não gosto de Carnaval. Mas hoje, ao assistir o começo dos desfiles das escolas de Samba de São Paulo pela Globo, comecei a ver que muito do que eu critico no Carnaval ainda tem base nas baboseiras religiosas que eu ouvi durante criança. É, passei a ver o Carnaval com outros olhos.

E me surpreendi com o que eu vi.

O Carnaval é um mundo que desperta paixões. Pessoas dão a vida por isso. Cada uma das escolas de samba de SP trabalham com uma dedicação difícil de ver em outras áreas. Gastam tempo, dinheiro e criatividade pra desenvolver um desfile que agrade. Cada tema é pensado com tantos detalhes que eu penso quanto tempo pesquisaram antes de desenvolver o samba-enredo. A história do Theatro Municipal, que foi o tema da Unidos do Peruche, a cidade de São Bernardo do Campo, que foi o tema da Tom Maior e vários outros, tudo tratado com uma riqueza de detalhes que impressiona. Isso sem falar nas fantasias. Tudo feito com dedicação, muita dedicação. Crianças, velhos, ninguém poupa energia pra levar pra passarela o amor pela Escola que defende.

Além do mais, os desfiles desse ano apresentaram uma coisa que eu sempre defendi: a mistura dos vários estilos artísticos. Companhias de balé clássico, música clássica, orquestra sinfônica, tudo junto na passarela, misturado ao som do samba, pra provar que a música e a arte são uma só, independente do estilo ou público-alvo. Precisamos quebrar um pouco esse conceito de "arte de rico" e "arte de periferia".

Percebo que as críticas que fazem quase sempre são baseadas em preconceitos, ou em uma certa despeita por ver gente tão alegre desfilando. Sim, tem gente que se incomoda com a alegria dos outros! Na verdade o Carnaval acaba sendo o bode expiatório que carrega as culpas de gente que gosta de posar de moralista diante dos outros.



Aí alguns vão falar: "então você gosta das mulheres seminuas que desfilam só com tapa-sexo?". Bom, sou homem e gosto de mulher, então acho que essa pergunta fica automaticamente respondida. Além disso, percebo que as "mulheres seminuas" recebem muito menos destaque nas Escolas de Samba do que o que os moralistas de plantão das igrejas e da internet costumam dar. Para as escolas, elas são um componente a mais, não mais importante que o resto do desfile. Aí vem um grupo de chatos que nunca viram um desfile desprezar todo um trabalho feito pelas escolas pra apedrejar apenas um grupo pequeno de moças que desfilam seminuas - ou nuas, às vezes.

O Carnaval é um mercado duvidoso, onde rola muito dinheiro que nem sempre aparece do jeito mais ético? Sim, mas até aí a política também é, o futebol também, a TV também, e muitos outros.

Outros vão falar: enquanto muita gente está morrendo de fome no Piauí, outros estão alegres desfilando em São Paulo. Mas geralmente esses que falam isso são os que desligam quando as Casas André Luiz ligam pedido doação. E precisamos separar as coisas: parar de organizar eventos porque tem gente passando fome não vai resolver o problema. O que resolve o problema é saber votar em gente comprometida com a distribuição de renda.

Concluindo: ainda não posso dizer que gosto de Carnaval, tanto porque não gosto nem um pouco de samba, nem da muvuca que sempre cerca o samba (lógico, há situações em que o samba cai muito bem). Além disso, só conheço o Carnaval de São Paulo, e muito pouco pra ter opinião formada. Mas estou olhando o Carnaval de um jeito diferente, sem as lentes religiosas que eu usei todos esses anos. Diferente do que me ensinaram a ver a vida toda.

#Opinião: Acenos de reforma




Cesar Leão

E aí povo informado do  Novas Ideias, tudo na boa?

Mais uma do nosso Congresso! Foi criado, pelo presidente do Senado José Sarny, O Eterno, um grupo de 15 parlamentares para elaborar um anteprojeto de reforma política. Este grupo contará com a presença de Tofoli, aquele ministro do STF cujo ingresso foi bastante conturbado.

Serão 12 senadores e 3 senadoras, que foram integradas mais tarde. Os indicados são: Francisco Dornelles (PP-RJ), indicado por Sarney para presidir o colegiado; Itamar Franco (PPS-MG); Fernando Collor (PTB-AL); Aécio Neves (PSDB-MG); Demóstenes Torres (DEM-GO); Roberto Requião (PMDB-PR); Luiz Henrique (PMDB-SC); Wellington Dias (PT-PI); Jorge Viana (PT-AC); Pedro Taques (PDT-MT); Antônio Carlos Valadares (PSB-SE); Eduardo Braga (PMDB-AM); Ana Rita Esgario (PT-ES); Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM); e Lúcia Vânia (PSDB-GO).

Vejamos que temos nomes bem conhecidos do nosso cenário político nacional, como Fernando Collor e Aécio Neves, Itamar Franco, Demóstenes Torres, e alguns nomes novos nesse cenário, como Luiz Henrique, Pedro Taques, Ana Rita Esgario.

A julgar pela heterogeneidade das  siglas e das experiências de cada um, será uma longa discussão, novos projetos sucumbirão frente a velhos hábitos. Os novos terão de ter bastante personalidade para que isso não ocorra!