Freakpedia #11: 7 motivos para você querer ser Joaquim Lopes



Larissa Oliveira

Fala, galera, td certo por aí? Freakpedia tá na área, gente! rs Mais uma vez tenho que agradecer o chefe Talaveira pelo espaço que ele nos dá no Blog Novas Ideias. É uma honra estar aqui. 

Depois de puxar o saco vamos falar de um cara super maneiro, gente boa, chamado... Joaquim Lopes. É, assim pelo nome fica difícil lembrar, né? Ele já disse numa entrevista uma vez que se incomoda por não saberem o nome dele, mas é assim mesmo. De boa, você vai ver que o cara é tão bem sucedido na vida que você vai ter motivos pra sentir até aquela certa inveja. Bom, na verdade são sete motivos pra você querer ser alguém como ele, ou até para querer tomar o lugar dele, mesmo. Eu ia querer, sério! 

1. Ele foi casado com a Taís Ferçoza: sim, eu também queria ter sido. 

2. Ele é casado com a Paola Oliveira: ah, a Paola Oliveira! 

A linda, charmosa, talentosíssima Paola Oliveira, e seu marido. Assim, nesse grau de importância! Ah, é esse o Joaquim Lopes. 


3. Ele é um ator bem sucedido na TV e no teatro: antes de entrar pra TV, ainda nos tempos em que o SBT fazia novelas, o cara já tinha uma carreira promissora no teatro, inclusive no teatro russo, que exige uma dedicação enorme! 

4. Ele sabe cozinhar: sim, marmanjos de todo o Brasil, se tem uma coisa hoje em dia que as mulheres valorizam muito é homem que sabe cozinhar. Mas cozinhar sem viadagem, sendo homem, mesmo! E o cara não é do tipo que se acha o máximo por saber fazer ovo mexido, não. É formado em gastronomia e tudo, e disse que se não tivesse seguido a carreira de ator teria sido chef e aberto seu próprio restaurante. Bom, não é à toa que... 

5. ...ele é casado com a Paola Oliveira: eu já disse isso, né? 

6. Ele é um dos personagens principais de Império, a atual novela das 9 da Globo: na novela ele interpreta um grande empresário que tem sérios problemas consigo mesmo, desses mimados que acham que o mundo deve girar em torno do umbigo. Ah, e até em novela ele está sempre bem acompanhado. A ex-noiva com quem ele quase casou na novela é a lindinha da Andreia Aorta. 

7. Pra encerrar: ele é casado com a Paola Oliveira: sim, isso merece ser repetido várias e várias vezes!

#Livros A Garota na Teia de Aranha - David Lagercrantz




Publicado inicialmente no Blog do Talaveira


Terminei de ler A Garota na Teia de Aranha, o tão esperado lançamento de David Lagercrantz e que marca a continuação da série Millenium, de Stieg Larsson. 

A Millenium, revista criada por Mikael Blomkvist e que se tornou referência no jornalismo investigativo da Suécia, não está bem das pernas. Em crise financeira, viu parte de suas ações serem adquiridas pelo maior grupo de mídia do país, que inicialmente disse que queria apenas investir na revista, mas que meses depois se sentiu na liberdade de interferir no conteúdo da publicação. Para conter isso Mikael precisa urgentemente de um novo furo jornalístico, o que, a julgar pelo vácuo criativo no qual a redação da revista se encontra no momento, está longe de acontecer. Mas tudo muda depois de uma ligação de um jovem que recomenda a Mikael que procure pelo renomado professor Franz Balden, uma das maiores referências em tecnologia do mundo mas um homem completamente confuso em sua vida pessoal. Acredita-se que Balder tenha informações importantíssimas sobre novas descobertas científicas e tecnológicas sobre inteligência artificial capazes de mudar os rumos do mundo, descobertas essas que estariam em grande risco de cair em mãos erradas. Porém Mikael não consegue falar com o professor antes de uma tragédia imprevisível acontecer, que mudou não só o rumo das coisas, como trás à luz uma rede de traições, venda de informações importantes, com a participação de nomes do alto escalão da NSA, a agência de segurança americana. Boa parte dessas informações podres sobre a NSA só vieram à luz após a rede da agência ser misteriosamente hackeada, mesmo com todos seus altíssimos critérios de segurança. O hacker, ou melhor, a hacker, é alguém bastante conhecida de Mikael. Sim, é ela mesma: Lisbeth Salander. Mas, mais do que descobrir intrigas entre funcionários, Lisbeth torna-se alvo de uma rede de hackers, a Spiders, que tem objetivos bem específicos e vê seus planos frustados pela ação da jovem hacker que parece cruzar para sempre o caminho da grande líder dos Spiders, a jovem e incrivelmente bela Kira. Mikael e Lisbeth, apesar de em pontos diferentes, se veem dentro da mesma teia, e precisam urgentemente encontrar um modo de sair e desmontar a atuação poderosa dos Spiders antes que seja tarde. 


O livro foi lançado após uma onda de expectativa em todo o mundo. Morto em 2007, Stieg Larsson sequer viu publicados seus primeiros três livros, Os Homens que Não Amavam as Mulheres, A Menina que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar, todos eles best-sellers em todo o mundo e que tornaram conhecidos a dupla de protagonistas Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander, ele o jornalista investigativo que tem como missão trazer a público a sujeira do mundo político e empresarial sueco, e ela a típica personificação do antiheroi que tem sede de resolver problemas e corrigir injustiças, mas nem sempre das formas mais éticas ou aceitáveis.

A história é muito empolgante, bem ao estilo dos romances policiais suecos. Os personagens são os mesmos: o inspetor Jan Bublanski "bubolha", a investigadora Sonja Mondig, o questionável procurador Richard Ekström, a companheira e amante de Mikael, Erika Berger, além da redação da revista Millenium. Mas o enredo é contagiante. Novos informações surgem a todo momento e quando você pensa que descobriu algo, vem um detalhe e muda tudo. Mas, diferente de Stieg Larsson, David Lagercrantz dá ao leitor um poder quase onisciente. Em boa parte da história os personagens vão fundo par descobrir fatos que o leitor já conhece há um bom tempo.

Mas há um outro lado. Se o estilo de escrita de Stieg Larsson é totalmente diferente de David Lagercrantz, o que é perfeitamente natural e esperado (e isso fica nítido em vários momentos no livro), por outro lado o novo autor pareceu ter tanto ouro nas mãos que em vários momentos não soube como usá-lo, algo compreensível se pensarmos que David Lagercrantz é um autor sem nenhuma experiência em romances policiais e que recebe a missão de escrever, como seu romance inicial, um livro do nível da série Millenium. A história fica confusa em alguns pontos (os Spiders mereciam uma abordagem muito mais profunda do que a que receberam, já que eles dão nome ao livro; falo sobre isso depois), superficial em outros, ou inexplicável em algumas situações, além da total mudança na personalidade de alguns dos personagens. A principal, Lisbeth Salander, quase se despersonaliza em alguns momentos. O autor teve tanta preocupação em retratar Lisbeth como alguém "fora do comum" que em alguns momentos na história só faltou dizer que ela tinha superpoderes! Em determinados momentos pensei que Lisbeth iria voar! A Lisbeth revoltada e estranha de Stieg Larsson virou uma personagem caricata, com uma força fora do normal que "explica" algumas atuações completamente estranhas dela na história. Mikael está, na nova história, mais apático do que o normal. Tudo bem que o enredo explica isso, mas mesmo assim não consigo ver o "super-Blomkvist" (título que ele odeia) retratado da forma como Lagercrantz o retrata algumas vezes.

Mas há algumas sacadas geniais no livro. Não sei se essas sacadas fazem parte do rascunho que Stieg Larsson deixou escrito antes de morrer, mas são momentos na história que casam perfeitamente com os demais livros. A ideia de inteligência artificial e os perigos de isso cair em mãos erradas, os Spiders e sua líder misteriosa, que encerra um ciclo importante das histórias anteriores - a família conturbada de Lisbeth.

Só um detalhe, que não vi escrito em outros lugares, mas que percebi nitidamente conforma a história transcorria: a tradução do título para o português está errada. O título em inglês, The Girl in the Spider's Web não quer dizer A Garota na Teia de Aranha - ou A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha, em Portugal (sim, o título lá é esse!). Bom, numa tradução literal quer dizer isso, mesmo. Mas no livro, "Spider's web" tem uma outra conotação, muito mais significativa que o literal "teia de aranha". Numa sugestão arriscada minha, penso que uma tradução mais fiel a história seria A Garota que Caiu na Rede dos Spiders, ou algo do tipo.

Enfim, para os fãs da série Millenium a história é bastante diferente do original, mas tão surpreendente quanto os livros anteriores. Não tem como não ler e não esperar a continuação que o autor já disse que haverá - e que o final deixa claro que existirá. 

Flora P. (NSFW) | Especial #29




Ela descobriu seu interesse por ensaios sensuais depois de conhecer o trabalho de outros fotógrafos do gênero. Hoje, trabalha como fotógrafa e ao mesmo tempo sua única modelo. Assim nasceu a carreira de Flora P., modelo de 31 anos que corre o mundo fazendo selfs portraits, ou os autoretratos.

Mas engana-se quem pensa que ela faz apenas fotos sensuais. Engana-se mais ainda quem pensa que ela faz apenas "selfies", as famigeradas autofotografias que vem dominando as redes sociais. Flora P. faz verdadeiras obras de arte que expõem não apenas o lado erótico feminino, mas o lado delicado. Num primeiro momento suas fotos parecem apenas ensaios sensuais como qualquer outro. Mas basta os olhos do espectador encontrarem-se com os dela para ver que ali há muito mais do que nudez. Pelo contrário, por vezes a nudez parece sumir quando se observa o conjunto. Suas fotos são mais do que sensuais: são reveladoras, e por vezes perturbadoras. Convidam o espectador a entrar em seu mundo vasto e muitas vezes confuso. Os cenários, os mais diversos possíveis, fazem parte do conjunto da obra que nos instiga a decifrar o que se passa na cabeça não da modelo, mas do universo feminino, com suas dubiedades e inquietações. Ela, Flora, é apenas uma das peças que compõem o cenário, a totalidade de seu pensamento, exposto em fotografias. Ali, completa e tranquilamente nua, ela é parte da cena. Por vezes ela parece sumir da imagem, para os mais desavisados.  Em seus retratos, a nudez é muito mais do que algo erótico. Por isso ela não tem qualquer problema em tirar a roupa. A nudez de Flora P. é a beleza do traço feminino retratado de forma singela e quase inocente, não fosse a profundidade do olhar penetrante e desconcertante da modelo, que encara o espectador como se pedisse socorro, como se implorasse que alguém a resgatasse de si mesma. Flora P. não posa para fotos: se entrega ao poder da lente da câmera de capturar não a imagem não apenas de uma mulher nua, mas a da sensualidade paralisante. É isso que faz de Flora P. uma mulher ao mesmo tempo sexy e indefesa. Sexy por ser incrivelmente sensual, com sua beleza física que atrai o desejo de qualquer humano passível de se apaixonar pelo ser sexual, Indefesa porque ali, completamente vulnerável, ela é apenas o mais belo e representativo modelo do que significa ser mulher. Ou mais: do que significa ser essa espécie que chamamos "ser humano". Em tempos de exposição exacerbada da nudez pela nudez, o ensaio de Flora P. é um convite a tirar os pés do chão e viajar na arte de usar o próprio corpo para, de forma delicada e simples, demonstrar a fragilidade do ser. 

Aprecie (Atenção: há nudez nas imagens seguintes. Se você é menor de 18 anos ou se incomoda com esse tipo de imagens recomendamos não continuar a ver o post):