Freakpedia #10: Pra Não Passar Mais Vergonha





Sabe aquele constrangimento de dizer que curte a música de um cantor ou uma banda, mas não saber pronunciar do jeito cetrto? Seus problemas acabaram! 



Por Weslley Talaveira


Olá, meuzamiguinhos! 

Quem nunca passou pela situação de dizer para os amigos que curte uma banda X, ou um cantor Y, mas na hora bate aquela dúvida sobre como pronunciar o nome do jeito certo? Aí bate aquela bad: pronuncio errado mesmo e faço piada ou deixo quieto e faço de conta que o assunto nunca existiu? Tá, vamos te ajudar, pelo menos com alguns dos principais nomes da música no mundo, que trazem consigo não só seu talento e seu sucesso, mas seus nomes as vezes quase impronunciáveis para nós, sulamericanos descendentes dos portugas que somos. O que fode atrapalha as vezes é o fato de o nome ter alguma letra que sequer faz parte do nosso alfabeto, aí complica mais ainda, parça! 

Bom, vamos lá:


1) Rammstein:



Cara, me dá uma raiva profunda quando vejo poser pronunciando o nome do Rammstein como se fosse americano, algo como "remstein". Para, vei, que tá feio! Lembra que o nome é alemão, e em alemão muita coisa é quase impronunciável, mesmo (desafio: "mediocridade" em alemão é "Mittelmäßigkeit". Vai lá!). O jeito certo é "RAM STAIN", com o R interlacado, caraterístico do alemão. 



2) Slipknot:

Eita Giovana! A dúvida que não quer calar: o K ali no meio pronuncia ou não. NÃO, NÃO PRONUNCIA. O correto é SLIPNOT, mesmo! 



3) MØ



É, você é linda, mas fica difícil te defender com esse nome. Segundo Karen Marie Ørsted, mais popularmente conhecida como ela mesma, a tradução do nome é algo como "jovem e garota pura, como uma dama". Desculpa, só piorou as coisas. Mas enfim, a pronúncia é MU. Não era mais fácil escrever assim? rs



4) Björk



O nome é tão confuso quanto as músicas dela. Sério, precisa de uma vibe muito louca pra curtir as músicas as vezes indecifráveis da Björk. E uma outra vibe mais louca ainda pra acertar a pronúncia dela. Vamos lá zerar a vida e pronunciar do jeito certo? BIÃRC. Mais ou menos isso!



5) ΛVICII




Se por um lado o DJ sueco vem fazendo geral pular feito louco nas baladas em todo o mundo, por outro lado fica difícil pedir um som dele, pelo simples fato de ninguém saber pronunciar isso. Escrever "Avici" ajuda, mas não muito. Os símbolos para cima e para baixo não dizem nada. E as letras I e C, são letras ou números romanos? Enfim, a pronúncia certa é AVITCHÍ.

Vamos Correr Juntos? | Crônicas #28



Na empresa em que eu trabalho o dia das crianças é sempre comemorado na sexta feira que antecede o feriado de doze de outubro. O dia sempre é bem agitado, pois a empresa libera os funcionários para trazerem seus filhos de até doze anos. Isso significa corredores cheios de crianças correndo por todos os lados, falando alto, comendo doces e coisas do tipo. No fim acaba sendo divertido até para os adultos. Mesmo os que não tem filhos - como eu - acabam gostando do dia e da alegria que a criançada trás para o ambiente de trabalho. 

Mas uma coisa me chamou a atenção no meio de toda essa agitação: estava descendo para tomar café quando vi uma menina correndo pelo corredor e, num certo ponto, encontrou um menino encostado na parede, comendo pipoca. A que corria cutucou o outro e disse: "vamos correr juntos?". Nem precisou de resposta. O que estava encostado largou o saco de pipoca no chão e os dois saíram destrambelhados pelo corredor disputando quem corria mais. 

Quando vi isso me perguntei: em qual momento da vida perdemos essa capacidade de desfrutar da companhia do outro? Em qual etapa passamos a nos preocupar com a sexualidade, com a cor da pele, com a classe social, com a religião do outro? As duas crianças não perguntaram nada uma para a outra. Sequer o nome. Apenas queriam correr juntos. Não interessa se um é filho de pais gays ou de mãe solteira, se foi criado com avós, se frequenta escola pública ou se mora em favela, se tem alguma doença, se é bonito ou não, se usa boas roupas, se frequenta os melhores shoppings. Criança não se importa com essas coisas. Essas preocupações são dos adultos. Para a criança o outro é apenas um igual com quem dividir uma brincadeira. Só isso. 

Sim, as crianças tem muito a nos ensinar. As vezes penso que elas mais ensinam do que aprendem. Bem que o dia das crianças poderia servir aos adultos para reflexões como essas: quais qualidades das crianças nós devemos tentar resgatar? 

A capacidade de correr juntos poderia ser uma das primeiras. 

Vamos correr juntos?



Na empresa em que eu trabalho o dia das crianças é sempre comemorado na sexta feira que antecede o feriado de doze de outubro. O dia sempre é bem agitado, pois a empresa libera os funcionários para trazerem seus filhos de até doze anos. Isso significa corredores cheios de crianças correndo por todos os lados, falando alto, comendo doces e coisas do tipo. No fim acaba sendo divertido até para os adultos. Mesmo os que não tem filhos - como eu - acabam gostando do dia e da alegria que a criançada trás para o ambiente de trabalho. 

Mas uma coisa me chamou a atenção no meio de toda essa agitação: estava descendo para tomar café quando vi uma menina correndo pelo corredor e, num certo ponto, encontrou um menino encostado na parede, comendo pipoca. A que corria cutucou o outro e disse: "vamos correr juntos?". Nem precisou de resposta. O que estava encostado largou o saco de pipoca no chão e os dois saíram destrambelhados pelo corredor disputando quem corria mais. 

Quando vi isso me perguntei: em qual momento da vida perdemos essa capacidade de desfrutar da companhia do outro? Em qual etapa passamos a nos preocupar com a sexualidade, com a cor da pele, com a classe social, com a religião do outro? As duas crianças não perguntaram nada uma para a outra. Sequer o nome. Apenas queriam correr juntos. Não interessa se um é filho de pais gays ou de mãe solteira, se foi criado com avós, se frequenta escola pública ou se mora em favela, se tem alguma doença, se é bonito ou não, se usa boas roupas, se frequenta os melhores shoppings. Criança não se importa com essas coisas. Essas preocupações são dos adultos. Para a criança o outro é apenas um igual com quem dividir uma brincadeira. Só isso. 

Sim, as crianças tem muito a nos ensinar. As vezes penso que elas mais ensinam do que aprendem. Bem que o dia das crianças poderia servir aos adultos para reflexões como essas: quais qualidades das crianças nós devemos tentar resgatar? 

A capacidade de correr juntos poderia ser uma das primeiras. 

Uma peça com defeito | Crônicas #24




Luna Andrade


A pessoa que empurra e grita com uma criança, desdenha da dor dela quando ela se machuca, pode ser a mesma pessoa que eu ouço dizer que sua visão de coordenação pedagógica é a de um coordenador que tenha o olhar voltado para a criança? Estou confusa! Para que tanta demagogia? Deixa o faz de conta para a criança! Afinal, se não a destruirmos, ela é a mais bem qualificada para isso. E disso senhoras e senhores, qualquer ser vivente o sabe. 


O discurso não tem nada a ver com a prática. Mas por que deveria ter? Já estamos tão acostumados a ser massa, que massificamos sem o menor escrúpulo o nosso cliente. O perigo mora em saber que o nosso cliente é hoje um pequeno cidadão de dois ou três anos de idade e que será o cidadão de amanhã. Qual será o resultado? Pode piorar? Eu pergunto. 

Semana passada ouvi o relato de uma colega que estava na fila de um supermercado e observou uma jovem mãe que falava para a filhinha e apontava uma idosa em sua frente: ¨Está vendo essa velha, filha. Ela era a professora que me batia na creche!¨. E havia tanto ódio nas palavras daquela mãe, que ela mudou de fila para não fazer uma besteira. Reflito a minha prática por sobre esses pequenos relatos que escuto e as coisas que observo no dia-a-dia. Oh não! Não presencio agressões físicas às crianças, mas o descaso dos equipamentos de educação para com eles dói tanto quanto apanhar de alguém que deveria proteger. 

E você caro leitor, deve estar se perguntando o que eu, como agente concreto desse sistema engessado e transgressor do progresso e cidadania, faço para mudar isso? - Nada! 

Pasmem, eu não faço nada para mudar isso e tenho a impressão de carregar um luminoso pendurado no pescoço, piscando: CULPADA! 

Sou parte da engrenagem desse equipamento. Me sinto uma peça com defeito. Não funciono sozinho ou mesmo com umas duas ou três pecinhas junto a mim. Professor não deveria nem ter singular, porque a prática docente é tão plural ou pelo menos deveria ser. 

Mas eu explico, apesar de achar que covardia seria a palavra perfeita para tal explicação, vou tentar fazê-lo ver sob meu ponto de vista. 

A docência no nosso país é geralmente a profissão que sobra para a população menos abastada, isto é, não tem grana para fazer Medicina, então faz Pedagogia porque ser professor é tão banalizado nesse país que é a opção mais acessível financeiramente na maioria das Unis da vida. 

E desse quadro surgem ex-futuros médicos, engenheiros, dentistas etc., enfim, pessoas infelizes na profissão e que não conseguem se envolver com o cerne educacional de fato. Apenas defendem o direito de estar trabalhando para sustentar suas famílias e correr rumo a aposentadoria. 

Gestão omissa e fraca. Isto é, desde que a criança não se machuque, está tudo bem. O gestor, geralmente está tão envolvido com as burocracias do equipamento escolar que não percebe o tamanho do problema que é gerir uma escola. 

Supervisão quase inexistente. Está ali para cumprir um protocolo. Não importa se as salas estão cheias demais ou se o prédio não tem manutenção adequada. ¨A professora está dando conta? Então está tudo certo.¨ 

Minha Avó dizia que não adiantava eu querer colher abacates quando plantava apenas tomates. Os tomateiros jamais me dariam abacates. A Educação Infantil ainda não aprendeu essa lição. Quer ser vista como escola, mas age como assistencialismo (depósito). O Professor de Educação Infantil quer ser reconhecido como Professor, mas age como a boa e velha ¨Tia¨. 

Ainda assim tem tanta gente com a sensação de dever cumprido quando a Educação no país está tão massacrada.


***

Luna Andrade é paulistana e professora da rede pública.

#Opinião: Em defesa da Anitta




Wes Talaveira

Sim, a Anitta foi o assunto da semana, depois que o Cid do Não Salvo resolveu trollar com a moça por causa de um concurso que ela lançou no Facebook. Deu certo pra ele, que ganhou a visibilidade que queria, já que o assunto virou notícia em vários sites  - trollar gente famosa sempre é uma boa tentativa de ganhar fama instantânea principalmente se o famoso cai na trollagem, e sim, ele já é famoso, mas com um público específico; ampliar esse público é o sonho de todo blogueiro. E deu certo pra ela, que está lançando álbum novo com todo um barulho em volta disso, e o que ela mais queria nesse momento era mídia espontânea, sem precisar forçar barra nem crucificar os coitados do pessoal do RP. 

E esse álbum novo também está dando o que falar, principalmente pelo estilo pop art da capa, feita pelo mesmo designer da Madonna. Se de um lado os fãs ficaram alvoroçados com o novo trabalho da "musa", por outro a legião de críticos da internet provou mais uma vez a força que tem para destilar preconceito e ódio pela rede.

Vi comentários do tipo "quem gosta de Anitta é burro", "Anitta só faz sucesso porque brasileiro não tem cultura", "as letras da Anitta não acrescentam nada" e coisas do tipo, esses mesmos comentários de sempre que você ou já usou ou já leu em algum lugar, seja com a Anitta, seja com algum outro. Tá, a Anitta não é nem de longe meu estilo preferido, mas confesso que tenho uma certa simpatia por ela. Explico porque.

Por um lado a Anitta é a personificação da falta de carisma. Ela não sabe sorrir, passa uma expressão forçada a cada vez que tenta ser simpática e tem frases prontas pra tudo que perguntam. Ela chega a ser meio robotizada às vezes. É o perfeito modelo de artista fabricado pela indústria da cultura de massas. Todos os movimentos dela são friamente calculados (!!!). A cada vez que ela conversa com alguém, se tem a impressão de que as perguntas e respostas foram previamente ensaiadas, com um roteiro muito bem feito por algum bom profissional de marketing pessoal, que a tenta transformar numa "diva".





Mas por outro lado não tem como ignorar o esforço enorme que ela faz pra tentar fazer uma música pop, no melhor estilo pop americano, em língua portuguesa. E sim, ela consegue. O novo clipe, que você pode assistir acima, caso ainda não tenha visto, tem grandes qualidades. Pelo menos é bem criativo. A referência à Anaconda, de Nicki Minaj, é perceptível a cada momento que ela vira a bunda para frente. Mas ela mostra, a acad música que lança, que sabe fazer música pop. Ela compensa a falta de carisma com uma intensidade quando canta que cativa até quem não a curte. Digo sem medo de errar que ela faz um pop no mesmo nível de grandes mulheres que cantam em língua inglesa como Beyoncé, Shakira, Miley Cirus, Britney Spears e Katy Perry. Qual a diferença entre elas? Basicamente, nenhuma. Todas são bonitas, usam a sensualidade pra se promover - o que não é nada de mais quando falamos de música pop - todas tem letras cheias de duplo sentido que não dizem muita coisa, mas com batidas dançantes e efeitos que marcam. Todas elas fazem a "música chiclete", daquelas que você canta sem perceber, e que sempre conhece pelo menos algum trechinho, por mínimo que seja. A diferença é que Anitta é brasileira e canta em português, e brasileiro só gosta do que é feito fora e em inglês.

Além disso tudo eu sei que ela é bem mais agradável do que a personagem sem sal que construíram para que ela exiba na TV. Quando ela sai do personagem "Anitta-sou-diva-e-não-posso-errar" e assume a Larissa de Macedo Machado, ela é muito simpática. Na verdade passei a simpatizar com o trabalho dela depois da entrevista que ela deu ao falecido programa Agora É Tarde, do Rafinha Bastos. Nessa entrevista ela mostrou uma espontaneidade que assustou até a produção do programa. Estava a vontade, ria, reclamou da mídia que transforma em manchete tudo que ela diz, brincou com fãs e ainda mostrou várias vezes pra quem quisesse ver que estava afim do Rafinha, principalmente no final da entrevista. Sim, ela parecia que tinha bebido alguma coisa antes de entrar no ar... rs

Tá, falei tanto, agora vou ter que postar a tal entrevista. Tá aí!





Sem contar que ela é um espetáculo de linda, né! Fala sério, diga que a música dela é ruim, que ela é sem graça ou o que quiser, mas não diga que ela é feia que aí eu vou discordar! Tá, é uma beleza construída, fez plástica, antes da fama ela era nariguda e eta e tals. E daí?

Enfim, acho muito válida a iniciativa de fazer música pop impactante em língua portuguesa, principalmente se pensamos que o público alvo da Anitta é composto por pessoas habituadas a indústria musical americana. Se Anitta cantasse em inglês e lançasse Bang nos EUA ela com certeza estaria entre as dez mais tocadas de sei lá onde. Como é aqui no Brasil a crítica corre solta. Solta como correu quando Michel Teló ganhou o mundo com sua música bestinha "Ai se eu te pego"

Vai lá, Anitta, faz seu trabalho! Quem gosta, que aprecie, quem não gosta, não ouça. Simples assim!


***


Wes Talaveira é publicitário, social media e mora em SP 

Velha, Eu? | Crônicas #23




Luna Andrade


Li um texto comovente sobre as reflexões de uma senhora que se deu conta da própria velhice depois de ser questionada por uma jovem sobre como era ser velha. No dia seguinte, uma pessoa, que também não era tão jovem, me perguntou no ônibus: “A senhora vai descer no próximo?”. 

Acho que sofri o mesmo choque sofrido pela autora do texto. As amigas da minha filha adolescente me chamam de “tia”. Tenho que ser realista, já não sou mais a mesma de outro dia. 


No entanto, quando me olho no espelho e vejo umas marquinhas de expressão na testa, no contorno dos olhos, penso em todos os sorrisos e até mesmo lágrimas que contribuíram para o aparecimento dessas ditas “imperfeições”, pois há controversas quanto a serem imperfeições. As marcas do meu rosto são uma fração do que sou. Tenho algumas sobrinhas adiposas no entorno do tronco, umas poucas rachaduras na pele formadas pela rapidez com que ela se expandiu durante minhas duas gravidezes, mas isso é tão natural. Também faz parte do que sou. 

Lembro que minha primeira gestação foi tão esperada que eu só conseguia pensar naquele pequeno ser se desenvolvendo dentro de mim. Não havia espaço para outras preocupações, tomei os cuidados que tinha que tomar com meu corpo, mas o meu ser todo se envolveu completamente com a minha cria. Nada mais importava. Nem mesmo uma ou outra estriazinha. 

 A segunda gestação veio de forma inesperada, mas quando soube, imediatamente já estava tão envolvida quanto da primeira vez. De modo que penso que se tivesse dez filhos me envolveria novamente com todo aquele turbilhão de emoções que é poder gerar um ser dentro de si, com cada uma delas. E gerar, é só o começo. Tantas preocupações e envolvimentos, sabores e dissabores vêm depois disso. 

O cabelo pintado é pura e simplesmente porque gosto de brincar com a cor deles, não para cobrir possíveis imperfeições. Não pinto o rosto, não gosto da sensação de ter uma camada de qualquer coisa cobrindo minha pele. Não ando na moda, prefiro conforto e roupas baratas. Não me entendam mal, não sou uma mulher relaxada, sou naturalmente Eu. Gosto de ser prática. Isso me deixa feliz e não vejo outra maneira de ser aceita pelos demais se não nos aceitamos como somos. Você pode estar se perguntando como posso me preocupar em ser aceita, sendo assim tão desprendida das convenções estéticas do ser humano? 

É uma delícia ser importante para os seus e se com isso vierem agregados alguns amigos, jovens, velhos, bichos, crianças... é maravilhoso! 

Não quero com isso ferir a opinião de quem opta por esconder as marcas do tempo. Acredito que tudo é válido quando a pessoa não está se ferindo emocionalmente. Se há algo que incomoda a ponto de mexer com sua autoestima, então deve ser resolvido da melhor forma possível, mesmo que isso envolva uma cirurgia plástica ou algumas camadas de maquiagem. 

Assim, me pergunto. – Velha, Eu? – Talvez, acho que estou quase lá! Mas isso não importa de fato. O importante mesmo é que consigo perceber os presentes que a vida me deu e cada imperfeição do meu corpo conta uma parte dessa história, portanto seria um crime contra minha memória tentar apagá-las.