Elsa & Fred - Um Amor de Paixão



Acabei de assistir na TV Cultura o filme Elsa & Fred, do diretor espanhol Marco Carnevalle, filmado na Espanha e Itália.

O filme conta a história de Elsa e Alfredo, dois velhos viúvos (ou talvez...) que são vizinhos em um prédio e, depois de um incidente, eles acabam se conhecendo e começam a se identificar, mas não por terem algo em comum: o que os une é exatamente o fato de serem totalmente diferentes: Elsa é uma velha de 77 anos, alegre e irreverente, que num primeiro momento pode ser vista até como mentirosa e irresponsável, por gastar o dinheiro do filho mais velho para sustentar o trabalho do mais novo. Já Fred é o tipo do homem que levou uma vida certinha: aos 78 anos tem horários para tudo, toma todos os remédios receitados pelo médico mesmo sem ter necessidade de tomá-los, dormindo e acordando no horário. Depois de um tempo de relacionamento, os dois acabam se apaixonando e vivem momentos inesquecíveis, alguns deles sobre a influência do filme A Doce Vida, de Fellini; tudo isso mesmo sob a reprovação dos filhos de ambos, que acham que eles estão velhos demais para querer algo novo na vida.



O filme faz o estilo "bonitinho", cheio do romantismo próprio do cinema espanhol. Eu não o conhecia, mas me chamou a atenção o fato de os protagonistas serem atores idosos - eu gosto muito de ver idosos atuando em filmes, novelas e etc, ou melhor, eu gosto muito de ter contato com pessoas velhas, dessas bem idosas, cheias de histórias de vida pra contar, talvez porque eu não seja tão próximo dos meus avós. Mas, mais do que isso, o filme mostra o amor na terceira idade e nos faz entender que nunca é tarde demais para se aproveitar a vida. Escolher viver ou morrer é algo pessoal, e a idade é o que menos conta nesse sentido. Elza e Fred é a história de um casal que resolveu viver e realizar sonhos, mesmo com a idade avançada. Ainda mais porque Elza tinha pouco tempo de vida.

Vale a pena ver!

#Opinião: Toma que o viciado é teu!

Campos Elíseos, em SP, conhedida como Cracolândia



Weslley Talaveira

Surgiu na cabeça da secretária de assistência social de SP Alda Marco Antônio (PSD), que por acaso também é a vice-prefeita da cidade, um projeto curioso para resolver o problema da Cracolândia na capital: mandar os viciados para sua cidade natal para receberem tratamento por lá. Para isso ela parte do princípio de que "toda comunidade é responsável por seu produto social", ou seja, a cidade de origem tem responsabilidade de dar apoio ao seu cidadão, independente de ele morar ou não na cidade natal. Ela diz ainda que na cidade natal, perto da família, essas pessoas teriam mais chances de tratamento do que distante de todos, abandonados numa cidade tão grande como SP.

Num primeiro momento até concordei com a ideia. Concordo que cada cidade é responsável pelos seus cidadãos, e deve prover para eles todo o apoio necessário em qualquer situação, e acho também que é bom que o viciado esteja perto da família para receber carinho, tão necessário em um tratamento contra as drogas.

Mas há alguns "poréns" nessa história toda: se a pessoa saiu da cidade natal, abandonou a família e se tornou viciada em SP, é bem provável que essa pessoa venha de uma família desestruturada, e que talvez até mesmo a família é quem o tenha colocado pra fora de casa. Que apoio essa pessoa receberia num ambiente desses? Segundo: a ideia de devolver pessoas para suas cidades de origem, por mais interessante que pareça, tem um "quê" preconceituoso perigosíssimo para uma cidade que já registra vários casos de atitudes preconceituosas. Ou seja, ao invés de acolher quem vem de fora estamos mandando embora novamente? Mesmo que a intenção não seja essa, isso pode resultar numa situação bastante desconfortável para a administração pública. Algo como "esse viciado não é paulistano, então não é obrigação nossa tratá-lo aqui". Outra: algumas dessas pessoas vem de cidades pequenas, pobres, que não tem como providenciar tratamento para seus viciados. Se SP, a cidade mais rica do Brasil e uma das maiores da América Latina, não consegue tratar seus viciados, porque cidades menores iriam conseguir?

Sou a favor de devolver sim essas pessoas para suas famílias em sua cidade de origem, mas depois de tratadas aqui na capital. Essas pessoas precisam de um apoio clínico, psiquiátrico, e só depois disso devem procurar a família em outras cidades, até mesmo para garantir que essa pessoa não vá voltar à Cracolândia. Mandar um viciado para outras cidades só varre a sujeira para debaixo do tapete, além de contribuir para espalhar o problema das drogas para outras cidades.

Nem que para isso a internação compulsória seja feita (sim, sou a favor de uma pessoa ser internada contra a própria vontade), mas essas pessoas devem ser tratadas aqui em SP. Fica muito melhor para SP ser protagonista de um projeto de recuperação de viciados do que simplesmente mandar essa gente embora e dizer que resolveu o problema. Isso me lembra uma certa "limpeza social" feita há uns anos atrás por um determinado líder mundial que não fez bem para ninguém. 

Mandar gente viciada para suas cidades de origem não resolve o problema, só o transfere para as mãos de outros. Outros que provavelmente não vão resolver, também.

Pra quem gosta de fado...

Katia Guerreiro, fadista


Talvez eu esteja entre os pouquíssimos brasileiros que gosta da cultura portuguesa, principalmente da música. E falar em música portuguesa sem falar no fado é impossível, já que esse é o maior e mais admirado estilo musical português. A força do fado entre os portugas é tão grande que o estilo está para ser indicado como um dos Patrimônios Imateriais da Humanidade. 

No vídeo abaixo a fadista Kátia Guerreiro fala sobre a importância do fado, da visão que os estrangeiros tem do estilo musical e da importância da indicação ao modo como as pessoas - inclusive os próprio portugueses - veem o fado, já que alguns ainda o veem apenas como uma simples música triste.

Veja o vídeo:


Ceu

Um homem, seu cavalo e seu cão caminhavam por uma estrada. Quando passaram perto de uma árvore gigantesca um raio caiu e todos morreram fulminados. Mas o homem não percebeu que já havia deixado esse mundo, e continuou caminhando com seus dois animais.

A caminhada era muito longa, morro acima, o sol era forte. Eles estavam suados e com muita sede. NUma curva do caminho encontraram um portão magnífico, todo de mármore, que conduzia a uma praça calçada de blocos de ouro, no centro da qual havia uma fote onde jorrava água cristalina. O caminhante dirigiu-se ao homem que guardava a entrada.

- Bom dia.
- Bom dia, respondeu o guarda.
- Que lugar é este, tão lindo?
- Aqui é o ceu.
- Que bom nós chegamos com muita sede.
- O senhor pode entrar e beber água à vontade, disse o guarda indicando a fonte.
- Meu cavalo e meu cachorro também tem sede.
- Lamento muito, disse o guarda, aqui não se permite a entrada de animais.

O homem ficou muito desapontado, porque a sede era grande, mas ele não beberia sozinho; agradeceu ao guarda e continuou adiante. Depois de muito caminharem morro acima, já exaustos, chegaram a um sítio, cuja entrada era marcada por uma porteira velha que se abria para um caminho de terra, ladeada de árvores. À sombra de uma das árvores um homem estava deitado, cabeça coberta com um chapeu, possivelmente dormindo.

- Bom dia, disse o caminhante.
O homem acenou com a cabeça.
- Estamos com muita sede, eu, meu cavalo e meu cachorro.
-Há uma fonte naquelas pedras, disse indicando o lugar. Podem beber à vontade.

O homem, o cavalo e o cachorro foram até a fonte e mataram a sede. O caminhante voltou para agradecer.

- Voltem quando quiserem, disse o homem.
- Por sinal, como se chama esse lugar?
- Ceu.
- Ceu? Mas aquele guarda do portão de mármore disse que lá era o ceu.
- Aquilo não é o ceu, aquilo é o inferno.

O caminhante ficou perplexo.
- Vocês devia proibir que eles usem o nome de vocês. Essa informação falsa deve causar grandes confusões!
- De forma alguma; na verdade eles nos fazem um grande favor. Porque lá ficam todos que são capazes de abandonar seus amigos.

A Última Ceia



Há uma lenda que diz que, ao pintar A Última Ceia, Leonardo Da Vinci se deparou com uma grande dificuldade: precisava pintar o Bem - na imagem de Jesus - e o Mal - na figura de Judas, o amigo que resolve traí-lo na hora do jantar. Interrompeu o trabalho no meio, até que conseguisse encontrar os modelos ideais.

Certo dia, enquanto assistia um coral, viu em um dos rapazes a imagem perfeita de Cristo. Convidou-o para seu ateliê, e e reproduziu seus traços em estudos e esboços.

Passaram-se três anos. A Última Ceia estava quase pronta - mas Da Vinci ainda não havia encontrado o modelo ideal de Judas. O cardeal, responsável pela igreja, começou a pressioná-lo exigindo que terminasse logo o mural.

Depois de muitos dias procurando, o pintor encontrou um jovem prematuramente envelhecido, esfarrapado, bêbado, atirado na sarjeta. Con dificuldade pediu a seus assistentes que o levassem até a igreja, pois já não tinha mais tempo de fazer esboços.

O mendigo foi carregado até lá, sem entender direito o que estava acontecendo: os assistentes o mantinham de pé, enquanto Da Vinci copiava as linhas da impiedade, do pecado, do egoísmo, tão bem delineadas naquela face.

Quando terminou, o mendigo - já um pouco refeito de sua bebedeira - abriu os olhos e notou a pintura à sua frente. E disse, numa mistura de surpresa e espanto:

- Eu já vi esse quadro antes.
- Quando? Perguntou surpreso Da Vinci?
- Há três anos atrás, antes de eu perder tudo o que tinha. Numa época em que eu cantava num coro, tinha uma vida cheia de sonhos e o artista me convidou para posar como modelo para a face de Jesus.


O Bem e o Mal tem a mesma face. Depende apenas da época em que cruza nosso caminho.

(Paulo Coelho - O Demônio e a Srta. Prym)

#Entrevista: "A religião é, se não um equivoco, um embuste". Entrevista com Inri Cristo

Inri Cristo. Foto: acervo pessoal

Weslley Talaveira

Ele não é o primeiro a se dizer ser a reencarnação de Jesus Cristo. Mas com toda certeza é o mais conhecido, pelo menos aqui no Brasil. Catarinense de 63 anos, Inri Cristo - ou Álvaro Inri Cristo Thais - foi adotado por uma família de germano-brasileiros católicos (de quem herdou o sobrenome Thais, uma variação do alemão Theiss) logo após o nascimento, em março de 1948. O nome "Inri Cristo" consta no RG, uma vitória judicial que conquistou em 2000, depois de um processo por falsidade ideológica. Inri não deixa qualquer brecha para dúvidas: afirma categoricamente ser Jesus de Nazaré, o jovem judeu simples que afirmava ser o Messias prometido por Deus aos judeus e que foi morto exatamente por essa declaração.

Fala sempre em Jesus na primeira pessoa e e diz que "Jesus" é seu antigo nome, já que usa agora o nome INRI - inscrição em latim que constou na cruz onde Jesus de Nazaré foi morto por ordem do governador Pôncio Pilatos, que significa Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum, ou Jesus Nazareno Rei dos Judeus, uma espécie de deboche à mensagem que Jesus pregara enquanto vivo. Jesus, apesar da vida simples que levou e da morte cruel e violenta que teve, é hoje uma das maiores figuras da história da humanidade: dividiu a história ocidental e deu origem à segunda maior religião do mundo, o Cristianismo. É esse Jesus que Inri afirma ser.

Tem aparecido na mídia constantemente em programas de humor, que fazem piadas sobre sua "reencarnação". Aqui no Blog Novas Ideias, longe de provar se ele é ou não é quem diz ser e qualquer coisa do tipo, ele mostra um outro lado do líder religioso que talvez muitos não conheçam: opina com propriedade e conhecimento de causa em temas atuais como aborto, homossexualidade, conflitos árabes, com a cabeça aberta - quem diria! - que falta a muitos padres e pastores. 

Veja agora a entrevista com Inri Cristo:


Blog Novas Ideias: Para começar, uma pergunta básica: porque “Inri”, e não “Jesus”?
INRI CRISTO: “Porque INRI é o nome que paguei com meu sangue na cruz – I. N. R. I. , o nome que Pilatos escreveu acima de minha cabeça quando eu agonizava na cruz, quando cuspiam em meu rosto, quando me humilhavam, quando se cumpriam as Escrituras. É o meu novo nome, conforme previsto em Apocalipse c.3 v.12 (“Ao que vencer... escreverei sobre ele o nome de meu DEUS... e também o meu novo nome”). Em 24/10/2000, após sobrepujar um processo de falsidade ideológica que se arrastou justiça federal por quinze anos, as autoridades terrestres reconheceram minha identidade e concederam-me todos os documentos no qual consta meu novo nome, INRI CRISTO”.


Seu Ato Libertário aconteceu em Belém, no Pará, em 1982. Belém foi também o berço da maior igreja evangélica brasileira e uma das maiores do mundo, a Assembleia de Deus, fundada em 1911 por missionários suecos. Além disso, a cidade onde Jesus teria nascido, na Judéia antiga, também se chamava Belém. Há alguma relação entre esses acontecimentos?
Belém do Pará foi a cidade escolhida pelo meu PAI, SENHOR e DEUS para ser o palco da divina revolução que vim perpetrar aqui na Terra, revolução esta iniciada na catedral daquela cidade quando rompi o vínculo com minha antiga igreja, a romana, e fundei a nova ordem mística, SOUST, no histórico 28/02/1982. Enfim, foi em Belém que, pelas mãos da Divina Providência, renasci perante a humanidade. Antes de fundar a SOUST, quando voltei ao Brasil oriundo da Europa, percorri todas as capitais brasileiras incluindo Belém, onde estive pela primeira vez em 1981. Belém foi a única capital à qual retornei por ordem de meu PAI, pois Ele me mostrou que aquela era a cidade escolhida para fundar a SOUST. E o nome da SOUST nasceu lá dentro da catedral... nunca me esqueço quando estava sendo conduzido pelos policiais para fora, o povo sendo evacuado, quando estava descendo do altar em direção à saída, bem no meio da catedral o SENHOR disse: “Vê, meu Filho, esta não é a tua casa nem minha casa. Minha casa é tua casa. Esta é a casa da idolatria, é a casa que vende o teu nome e o meu nome... Por isso te ordeno: institui na Terra o meu Reino, anuncia ao mundo que esta ordem veio de mim. Eu sou o DEUS de Abraão, de Isaac e de Jacob. Eu sou teu SENHOR e DEUS, único SENHOR do céu e da Terra”. E nesse momento o SENHOR revelou o nome da nova ordem, SOUST, que é a Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade, a formalização do Reino de DEUS sobre a Terra. Quanto à igreja que chamais Assembléia de DEUS, o que ela fez foi comprar a única televisão livre na época, a TV Guajará - canal 4, que me mostrou ao povo três dias consecutivos antes da revolução e depois disso nunca mais teve liberdade para me apresentar. Quando a Assembléia que vós chamais de Deus for deveras de DEUS, ela terá as portas sempre abertas para o Filho do Homem se pronunciar. Ao contrário, continuará sendo mais uma das arapucas fundadas pelos falsos profetas, lobos com pele de ovelha (Mateus c.7 v.15) que vieram em meu nome antigo (Jesus) para ludibriar os incautos, cumprindo o que está previsto em Mateus c.24 v.5 e 24”.


Depois da morte de Jesus, a mensagem espalhada por seus discípulos foi a base para a criação do Cristianismo. Qual sua visão do Cristianismo atual?
Nietsche teve uma visão, estava inspirado quando escreveu: “Se Cristo voltasse ao mundo em nossos dias, a primeira proclamação que faria aos homens seria esta: cristãos de todas as igrejas, sabei que eu não sou cristão; eu sou Cristo”. Ou seja, ele quis dizer que tudo aquilo que inventaram depois de mim usando meu nome antigo Jesus nada tem a ver comigo. Essa é a minha visão não só em relação ao Cristianismo, mas também em relação a todas as religiões. A própria palavra ‘religião’ é um equívoco, quando não um embuste, uma vez que esse termo, oriundo do latim religaire, significa religar. E sendo DEUS onipresente, como pode alguém querer religar o ser humano a DEUS se todos vós sois indissociáveis dEle? Em verdade vos digo que o SENHOR vivifica cada célula de vosso corpo e cada partícula de vosso sangue... A bem da verdade, ninguém criou o Cristianismo. Cristianismo é um termo que usam para referir-se aos meus seguidores; o Cristianismo primitivo se denominava Seita do Nazareno. Aliás, abomino todos esses “ismos”, porque DEUS é um só.


Recentemente o Papa Bento XVI disse que a religião judaica não pode ser culpada pela morte de Jesus. O senhor concorda com essa afirmação do Papa?
Muito antes de ele dizer isso eu já havia me pronunciado a respeito e está registrado nas mais de 300 perguntas respondidas no site www.inricristo.org.br . Ele apenas papagaiou um pronunciamento que já existia. Mas como já disse e repito, não se pode imputar a culpa pela minha crucificação aos judeus, uma vez que eles não tinham poder para decretar a execução. Naqueles tempos, Pilatos era o interventor de Roma e o único que tinha o poder terrestre para decretar a execução, tanto é que ele disse: “Não me falas? Não sabes que tenho poder para te soltar e também para te crucificar?”, ao que lhe respondi: “Tu não terias poder algum sobre mim, se não te fosse dado do alto” (João c.19 v.10 e 11). Se existe alguma culpada no plano terrestre, essa é e será sempre Roma.


A Igreja Católica tem hoje diversos assuntos que são considerados “tabus”, por ela se recusar a sequer dialogar, mas que estão presentes na sociedade. Um deles é o aborto. Qual sua opinião sobre o aborto?
Primeiro quero salientar que não sou a favor do aborto; sou racionalmente a favor da vida, todavia vida com dignidade. Na atual situação da sociedade, o aborto torna-se uma questão de saúde pública. Já que a fornicação é um hábito instituído e a explosão demográfica salta aos olhos, então é necessário, imperativo que se recorra ao controle da natalidade, primeiramente pelo incentivo de métodos contraceptivos (de preferência os menos agressivos à saúde) e, em última instância, deve-se recorrer ao aborto como paliativo nas situações socialmente extremas, como é o caso do estupro, anormalidade do feto e perigo de vida para a gestante (dentre os males, que prevaleça o menor). Eu vos digo em verdade, da parte de meu PAI, SENHOR e DEUS, que o espírito só é acoplado ao corpo físico quando o nascituro aspira o primeiro hausto de ar vivificante. O feto só adquire o status de criança quando é passível de ser criado independente do corpo da gestante. Antes recorrer ao aborto do que despejar no mundo milhares de crianças que dificilmente se escaparão da miséria, da fome e do descaso, tendo que pedir esmolas nas ruas, isso quando não se tornam menores delinqüentes, os futuros “bandidos” discriminados pela sociedade, mas que a própria sociedade hipócrita e falsamente moralista ajudou a formar. Já que todos estão à mercê das tentações, dos pecados da carne, da parte de meu PAI eu vos revelo que o aborto é um pecado menor (que a mulher já purga ao se submeter ao constrangimento, à tortura na ocasião da curetagem efetuada pelo ginecologista) comparado ao gravíssimo pecado de pôr no mundo mais um ser indefeso, impotente, sem as devidas condições de educá-lo e fazê-lo crescer com dignidade. É necessário que a humanidade saiba disso para acabar de vez com essa abominável chantagem, essas ameaças, essa maldição imposta sobre as indefesas mulheres pelos pseudo-religiosos que vilipendiam, desprezam, atropelam por motivos sórdidos o que eu falei há dois mil anos: “Se algum membro de teu corpo for motivo para escândalo, arranca-o fora e atira-o para longe de ti” (Mateus c.5 v.29). Não existe nada mais escandaloso do que uma mulher carregar no ventre o feto produzido pelo estuprador e, depois de colocar mais um ser indesejado no mundo, ter que ficar odiando-o e culpando-o pelo resto da vida. Deixemos a hipocrisia de lado e sejamos realistas. A humanidade tem que se acordar, despertar deste torpor, deste sono letárgico; creiam ou não, eu estou aqui, voltei à Terra com a missão de esclarecer a lei de DEUS para que os meus filhos sejam verdadeiramente livres em suas consciências.


A homossexualidade é outro tema que tem sido muito discutido ultimamente. Qual sua opinião sobre a homossexualidade? Apoia as lutas pelos direitos civis de homossexuais?
Eu apoio a luta pelo direito à liberdade consciencial independente da opção sexual ou religiosa de quem quer que seja. Para mim a coisa mais importante é a liberdade consciencial e o foro íntimo de cada indivíduo. Quanto à minha opinião sobre a homossexualidade, considero que cada um deve saber o que fazer do seu corpo, cada um é responsável pelos seus atos, conforme já vos enunciei na Parábola do Veículo Particular (veja a parábola aqui). Eu não posso respaldar, incentivar ou fazer proselitismo do homossexualismo, mas também não posso culpar ninguém. O meu reino é um reino sutil, é um reino magnético de energias, e as energias sutis, espirituais, estão acima da carne. Meu PAI disse que o ápice da evolução humana passa necessariamente pelos estertores da carne. Nesse sentido, os homossexuais passam por certas provas para alimentar sua opção sexual, algo que lhes é inerente. Eu cuido das almas, dos espíritos; minha missão é ensinar as pessoas a se conduzir espiritualmente, e não carnalmente. Carne é uma coisa e espírito é outra. Isso é uma questão que concerne ao foro íntimo de cada um. Cada ser humano tem uma vocação, uma tendência. Se alguém tem vocação pra ser operário, por exemplo, eu não posso obrigá-lo a tornar-se médico, ou professor. E no que concerne ao trabalho, aos ofícios, sempre digo que se o trabalho não te der dignidade, tu darás dignidade ao trabalho. Por isso não se pode culpar, condenar, julgar se uma pessoa tem um carma que a conduz a uma opção de vida avesso aos padrões considerados normais pela sociedade, porque a opção de vida está atrelada ao carma. Mormente nos tempos atuais em que existe interferência na biologia através da alimentação, a saber, hormônios femininos que se utilizam na criação de frango que depois servirá de alimento à população”.


Muito se têm discutido sobre as políticas de combate as drogas e o fracasso delas. Fala-se também na legalização de certas drogas leves, como a maconha. Acha que a legalização seria uma boa alternativa?
A considerar a atuação do gângster Al Capone durante a Lei Seca nos EUA em meados dos anos 30, a figura do traficante só é gerada quando existe a proibição. Por esse motivo, no atual estado da sociedade em relação às drogas, a meu ver a legalização seria a única alternativa viável desde que acompanhada da respectiva tributação altíssima, cujo recurso deveria servir não para os políticos comprar ilhas paradisíacas, e sim empregado na construção de centros para reabilitação das vítimas. Não só isso, mas também, e principalmente, para fazer uma campanha publicitária massiva, contundente, alertando os jovens quanto aos malefícios das drogas. Mesmo aparentando utópica, essa seria a única possível solução se os donos do poder não tivessem seus interesses contrariados.


As tensões entre árabes e israelenses são notícia a muitos anos, e ultimamente voltaram à mídia por causa da proposta da criação do Estado Palestino. Qual sua opinião a respeito?
O estado Palestino já existia antes do retorno dos israelitas àquelas paragens. Aquela terra é a Palestina. Só falta a comunidade internacional reconhecer o direito legítimo dos palestinos, a fim de que, sob a inspiração divina, se proceda à divisão territorial dentro de um parâmetro de justiça, sem revogar direitos adquiridos de quem quer que seja.


Nos últimos anos, as lutas por democracia e contra o terrorismo resultaram em mortes de líderes como Saddan Hussein, Osama Bin Laden e mais recentemente Muammar Khadafi. Qual sua opinião sobre essas lutas? Acha que a morte de um ditador é válida em uma luta como essas?
A vida é sempre preciosa. A morte de quem quer que seja jamais será solução para se chegar ao alvo, que é a paz. Não é a morte de um ditador que irá resolver questões de lutas por democracia. Os ditadores morrem porque mataram. Quando eles se enquadram na lei do Talião, que é eterna (“Olho por olho, dente por dente... vida por vida” – Êxodo c. 21 v.24), eles matam muitos e sofrem a conseqüência dos seus atos. Ainda responderia a esta pergunta da seguinte forma: mostrai-me o homem violento que teve bom fim e eu o exporei como exemplo. Via de regra, os homens violentos terminam na violência, porque a violência gera violência. São coisas que meu PAI me mostrou há milênios e fazem parte da lei divina, e a lei vale para sempre.

Falando um pouco em política, como é seu envolvimento com a política? Apoiaria publicamente algum candidato específico?
Eu não me envolvo com política. Considero a opção política uma questão de foro íntimo. Mas se formos definir bem, está tudo errado. O sistema está errado. Os valores estão invertidos. A democracia – a verdadeira democracia – entre os males, é o menor. Dentre os sistemas políticos existentes, se a democracia fosse verdadeira, o voto seria facultativo. A partir do momento em que o indivíduo é obrigado a votar mesmo que em nome de deveres cívicos, já não é mais democracia. Se és obrigado a votar mesmo não tendo um candidato que te inspire confiança, podes considerar que isso é democracia? Estás sendo coagido, empurrado em direção ao curral do cabresto eleitoral, uma vez que serás obrigado a escolher um líder que não te inspira confiança, mesmo contra tua vontade. O que sobra, então? Sobra apenas confiar em DEUS, resta apenas votar confiante que ninguém chega ao poder sem a anuência do ALTÍSSIMO, como já disse a Pilatos há dois mil anos e reitero uma vez mais: “Nenhum poder terias sobre mim se não te fosse dado do alto” (João c.19 v.11). Quanto a apoiar algum candidato político, eu apoiaria algum que viesse aprender a lei divina e se comprometesse a atuar nos parâmetros da lei divina e da ética, mesmo que isso possa parecer utópico. Quiçá num futuro não muito distante os líderes políticos enxerguem que o bem do povo é o bem deles próprios.


Como avalia o governo Dilma?
Vejo que a presidenta Dilma é uma pessoa esforçada, bem intencionada, uma guerreira lutadora querendo colocar a casa em ordem, ainda que sob pressões de todos os lados. Vejo-a debatendo-se para se livrar dos sanguessugas do poder. É assim que vejo o governo Dilma, uma guerreira tentando gerir um sistema doentio à beira da exaustão.


Você recentemente divulgou um vídeo de apoio ao humorista Rafinha Bastos, que vem sendo atacado por conta de piadas feitas no CQC. Por que tomou a iniciativa de fazer o vídeo?
Embora consciente de que minha voz não teria grande ressonância, considerei salutar pronunciar-me a respeito do humorista que prestou um elogio exacerbado a uma dama. Apenas compreendi o que ele quis dizer, ou seja, ele manifestou verbalmente o que a maioria dos homens fazem ou desejam fazer com suas companheiras mesmo quando elas estão no período da gestação.


Gostaria de deixar uma mensagem aos leitores do Blog Novas Ideias?
Meditai, meus filhos, e antes de tudo lembrai-vos sempre que meu PAI, que é vosso PAI, meu DEUS, que é vosso DEUS, é onipresente, onisciente e onipotente, único ser incriado, único eterno, único ser digno de adoração e veneração, único SENHOR do Universo. Por ser onipresente, Ele vivifica cada célula de vosso corpo e cada partícula de vosso sangue. Não necessitais ser religados a DEUS uma vez que sois indissociáveis dEle; logo, se religião não é um equívoco, é um embuste. Minha mensagem é que deveis aprender a orar em casa, no quarto com a porta fechada, sem a interferência de nenhum abutre ou lobo com pele de ovelha, conforme já ensinei há dois mil anos e está escrito em Mateus c.6 v.6 (“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, ora a teu PAI Celeste em segredo. Ele vê o que se passa em segredo e te abençoa”). Só ao SENHOR devemos adorar (“Eu sou o SENHOR, este é o meu nome; não darei a outro a minha glória, nem consentirei que se tribute aos ídolos o louvor que só a mim pertence” – Isaías c.42 v.8). Quem tiver o SENHOR não precisará preocupar-se com mais nada; conseguirá atravessar todas as tempestades que estão por vir no destino da humanidade. Que a paz seja com todos.

Tempo que Foge

Descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicentemente, mas percebendo que faltavam poucas, passou a roer o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não vou mais a workshops onde se ensina como converter milhões usando uma fórmula de poucos pontos. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos parlamentares e regimentos internos. Não gosto de assembléias ordinárias em que as organizações procuram se proteger e se perpetuar através de infindáveis detalhes organizacionais.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, para “tirar fatos a limpo”. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.

Já não tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis, ou as diferentes traduções da Bíblia. Não quero ficar explicando porque gosto da Nova Versão Internacional das Escrituras, só porque há um grupo que a considera herética. Gosto, e ponto final! Lembrei-me de Mário de Andrade, que afirmou: “As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.

Já não tenho tempo para ficar explicando se estou ou não perdendo a fé, porque admiro a poesia de Chico Buarque e de Vinicius de Moraes; a voz de Maria Bethânia; os livros de Machado de Assis, de Thomas Mann, de Ernest Hemingway e de José Lins do Rego.

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a “última hora”, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus. Caminhar perto dessas pessoas nunca será perda de tempo.

Ricardo Gondim (apesar de muitos atribuírem o texto a Rubem Alves, Carlos Drummond de Andrade e outros, o texto é de Ricardo Gondim e faz parte do livro "Eu Creio, Mas Tenho Dúvidas").

#Entrevista "Ser sensual está na personalidade". Entrevista com Graciella Carvalho




Com colaboração de Larissa Oliveira


Se há uma unanimidade entre homens dos mais distantes lugares desse país, é que todos adoram ver um belo par de nádegas femininas. Sim, amigos, bumbum é paixão nacional. Não tem como discutir. Todo homem gosta, independente de ser solteiro ou casado, religioso ou ateu, rico ou pobre. Homem que é homem gosta de admirar uma bela bunda brasileira. E ganhar o título de bumbum mais bonito do Brasil no país conhecido por ter as mulheres mais bonitas do mundo e ter os bumbuns mais cobiçados do mundo não deve ser algo fácil. Além da concorrência, a responsabilidade é enorme.  Mas Graciella Carvalho prova que está pronta para o título Miss Bumbum 2011, o que a consagraria como a dona do Bumbum mais bonito do Brasil, mesmo que alguém tente provar o contrário. Paulista de Santo André, enfermeira de formação e cristã convicta, ela vem mostrando todos os dias que é mais do que um rostinho - e um bumbum - bonitos na TV. Além da beleza estonteante, a morena é pura simpatia e ganha fãs por onde passa. Graciella representa o estado do Maranhão no concurso. Ah, maranhenses, seus sortudos!!!

Entre uma agenda cheia que inclui participações em programas, ensaios fotográficos (inclusive um para a Revista Maxim de novembro), muita academia pra manter o corpo perfeito e outras atividades, ela reservou um tempinho pra bater um papinho aqui com a gente no Blog Novas Ideias.

Segue a entrevista:


Por que decidiu participar do Miss Bumbum? Porque sou modelo e adoro participar de concursos de beleza e acho que eu tenho um belo bumbum.


Como se sente em saber que seu bumbum está entre os mais bonitos do Brasil? Me sinto muito feliz! Pois fui escolhida pela agência que está fazendo o concurso entre um dos bumbum mais bonitos e ficarei mais feliz ainda se ganhar.


O que você faz para manter o “bumbum perfeito”? Muita malhação, dieta, massagem, sempre fui muito vaidosa, e sou bem disciplinada.


No concurso você foi alvo de críticas de outras candidatas, que te acusaram de ter colocado silicone, o que é proibido pelo concurso. Pra provar que seu bumbum é natural vc fez uma radiografia. O que te levou a fazer isso? As críticas acabaram? Eu resolvi fazer a radiografia para provar à todas que não possuo protese de glúteo. Fiz, provei e calei a boca delas. Mas as criticas continuam sim porque agora elas falam que eu só fiz isso para levar vantagem.


Graci, fala pra gente: o que te chama a atenção em um homem? Carater, Educação, inteligencia, gentileza, vaidade


E acha que existe o "homem perfeito"? Como ele seria? Ninguém é perfeito, não existe perfeição, todos nos temos seus defeitos.


Você é uma mulher incrivelmente linda, e deve receber muitos elogios e cantadas todos os dias. Como você reage a essas cantadas? Recebo vários tipos de cantadas e já estou acostumada, algumas finjo que nem ouvi e em outras tento ser simpática só por questão de educação, mas não costumo dar mole, não. Logo dou um fora!


Falando sério: você se considera uma mulher sensual? O que é ser sensual, na sua opinião? Sim me considero! Ser sensual é algo da personalidade da pessoa, não é algo que se adquire em um curso. Não tem a ver com aparência física, mas aparência ajuda. Mas de nada adianta se você for vulgar, o que é muito diferente de sensual. Sei lá tem muitos homens que eu nem acho bonitos, mas tem um Q a mais. E é muito pessoal também, eu posso achar certa pessoa sensual, e minha colega pode achar sem sal.


Vc já trabalhou em TV. Quais os seus planos para o futuro? Gostaria de continuar na TV? Sim já trabalhei! Estou fazendo fono e curso de rádio e tv pretendo ser uma futura apresentadora de tv.


Gostaria de deixar uma mensagem aos leitores do Blog Novas Ideias? Gostaria de agradecer todos que gostam de mim de verdade e que estão torcendo por mim, agradecer a todos que já votaram e não param de votar em mim no concurso, e agradecer a oportunidade de estar aqui dando esta entrevista para vocês. Um beijos para todos =)


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E aí, ela merece o título ou não?