#Entrevista Conheça Mayara Juliana, a "MC Mayara"



Ela mal começou a carreira e já se envolveu em polêmicas. Mayara Juliana, a MC Mayara, é curitibana, tem apenas 18 anos e uma carreira em crescimento no funk, com uma proposta diferente: apresentar ao Brasil o Eletrofunk, mistura de funk com pegadas eletrônicas. Até aí nada de muito diferente. O problema é o fato de ela ter a famosa "carinha de bebê", que lhe faz parecer ter muito menos de 18 anos, e isso despertou a curiosidade do Conselho Tutelar de Curitiba, pelo teor de suas músicas cheias de duplo sentido. Ela teve de se apresentar ao Conselho e apresentar cópia de seu RG, pra provar que é, sim, maior de idade, portanto, tem liberdade para escrever e cantar o tipo de música que quer. Feito isso, ela segue na carreira que vai de vento em popa, e vai se apresentar pela primeira vez em SP no próximo sábado 04 de agosto no Clube Emma, em Pinheiros. 

Antes da apresentação acontecer ela topou dar essa entrevista bem bacana ao Blog Novas Ideias:

Antes de tudo, o que é o eletrofunk? Qual a diferença do entre o eletrofunk e o funk comum?  A diferença do Eletrofunk para o Funk Carioca é que o eletrofunk não é apelativo, as musicas são mas no duplo sentido, e também foi criado aqui em curitiba pelo Dj Cleber Mix, é Conhecido tambem como funk curitibano.

Seu Clipe "ai como eu tô bandida" já tem mais de 2 milhões de acessos no Youtube. Vc esteve até no Youpix, maior evento de internet do país. Vc se considera um fenômeno da internet?  Não me acho um fenomeno da internet, acho que um bom trabalho vem os frutos do sucesso, só isso mesmo, pra ser fenomeno eu tinha que estar no Faustão... hehe E ainda falta um longa estrada na minha carreira de Mc.

A grande maioria dos funkeiros de sucesso no Brasil vem do Rio de Janeiro. Vc sentiu alguma dificuldade no começo por não ser carioca? Não vejo dificuldade, ate porque faço o som que nasceu na minha cidade, hoje tem mais funkeiro carioca querendo entra no Eletrofunk Brasil do que funkeiros do sul querendo ir pra o Rio.

Aquele incidente com o Conselho Tutelar de Curitiba, que quis a comprovação da sua maioridade, te fez sentir medo de seguir a carreira de funkeira? Achou que isso deixaria as coisas mais difíceis? Não tive medo até porque sei exatamente o que quero, iria fazer o que faço, mesmo que tivesse que mudar de país.

O fato de parecer ser mais nova do que é te atrapalha ou te ajuda na carreira? Olha, acho que ajuda, porque dá tempo de ver os erros e consertar, e a proposta do eletrofunk Brasil era essa de ser bem jovem a minha aparência, tanto que tem gente que ainda acha que tenho 14 anos. E na verdade vou fazer 19.

Você vai se apresentar em SP pela primeira vez. Qual a expectativa de se apresentar por aqui? Sim, vou fazer show no Studio M em Pinheiros, to muito animada, acho que vai ser muito legal.

Quais os próximos planos na carreira?  To terminado o CD que ja era pra ter saido, mais mudamos algumas coisas, seria 12 e vai sair com 16 musicas, mais vai sair agora em Agosto.

Gostaria de deixar uma mensagem aos leitores do blog? Quero agradecer a todos, criticas é sempre bem vinda, se não fosse elas eu não seria a "bandida" rs Beijos a todos, e continuem vendo meus videos e postando eles... acesse meu site www.mcmayara.com.br










Eu, pai




Não, não serei pai por agora. Nem agora nem num futuro próximo. Por vários motivos, mas entre eles o principal: ainda não tenho quem seja a mãe... haha Não que eu esteja à caça de futuras parturientes para meus futuros rebentos, mas hoje de manhã senti vontade de ser pai.

Hoje cedo na igreja vi uma cena que me chamou a atenção: durante o louvor de uma música bastante animada (Viva Chama, do Jorge Camargo), um rapaz quase da minha altura, cabelos pretos, não muito magro, que aparentava ter uns 35 anos, mais ou menos, cantava e dançava ao lado de uma criança, uma menininha loira, cabelos lisos, magrinha, que não devia ter mais de 7 anos, provavelmente sua filha. Os dois cantavam juntos, batiam palmas e balançavam o corpo de um lado para o outro em sincronia e riam juntos. Ao acabar a música os dois se abraçaram e a menina gargalhava de felicidade. Logo em seguida uma moça se juntou a eles e foi aí que percebi que eram uma família, pois a moça, também loira como a filha, deu um selinho no rapaz e abraçou a menina.

Talvez seja porque na minha casa apenas eu frequente a Betesda, e talvez seja porque fico sempre sozinho nos cultos, já que ainda não tenho tantos amigos assim na igreja, mas achei aquela cena muito interessante. Tenho lido muita coisa sobre pais e filhos e visto muitos exemplos errados de como ensinar uma criança, isso sem falar naqueles pais que sequer dão algum exemplo, pois somem de casa e obrigam a criança a crescer sem a figura masculina em casa - eu sei o que é isso. Isso sem falar na infinidade de crianças mundo afora que sofrem abusos daqueles que deveriam dar amor. Ou talvez nem abusos no sentido sexual, mas crianças que apanham, são ofendidas em sua integridade e moral e crescem com a ideia de que família é o pior lugar do mundo. Aquele casal e aquela criança resumiram um pouco do que penso ser o modelo perfeito de família: marido e mulher juntos, e principalmente: pais que se sentem bem em estar com os filhos. E, entre os pais, destaco principalmente a figura do pai, o homem que sempre tem uma desculpa qualquer para deixar os filhos com a mãe e sair, seja para jogar bola com os amigos, seja para trabalhar, seja para qualquer outra coisa. Em geral os homens pensam que estar ao lado de um filho é apenas necessário no momento de dar alguma lição de moral, ou de corrigir algo errado. Raros são aqueles que gostam de estar com os filhos, de se divertir com o que eles se divertem. O resultado disso são crianças que crescem com a figura paterna como uma pessoa rígida, ríspida de quem não se deve esperar carinho. E quando os pais são cristãos a coisa piora ainda mais. Sabe-se lá qual o grau de sanidade da pessoa que, há alguns anos atrás, achou de espalhar entre os evangélicos que a diversão deve ser evitada, já que estamos nesse mundo com uma missão e a vida é muito curta para executá-la. Cansei de ouvir isso nos púlpitos da igreja evangélica em que cresci. Entre os evangélicos, bom pai é aquele que briga, é enérgico e repreende o filho o tempo todo (distorcem até um versículo bíblico que fala em "corrigir o filho com varas"). Ou ainda, bom pai é aquele que leva o filho sempre à igreja e o ensina a buscar Deus nas orações sacrificadas e cansativas. Isso gera crianças que vão à igreja obrigadas pelos pais, e que mal esperam a hora de poderem tomar decisões por si só para, em primeiro lugar, deixarem de ir à igreja. Hoje vi uma família diferente. Sim, estavam na igreja, mas a menina parecia feliz de estar lá. Estava feliz porque estava com o pai. Cantava com ele, ria com ele. E o pai parecia feliz em estar cantando e dançando com a filha. Não se importou se as pessoas em volta olhavam um rapaz dançando com uma criança. É a filha dele, e como pai ele não tinha o menor constrangimento em se divertir com sua filha.

Já disse e repito: não vou ser pai por agora, mas hoje cedo tive vontade de ser. Me imaginei um dia dançando com minha filha e cantando com ela, enquanto ela me acompanha e ri. Imaginei minha filha olhando e rindo da minha incapacidade inata de dançar e bater palmas ao mesmo tempo. Me imaginei dançando e erguendo minha filha pelos braços, enquanto ríamos juntos. Me imaginei sendo para meus filhos o pai que não  tive. 

Quem sabe se um dia eu realmente for pai e esse texto ainda existir até lá e eu possa mostrar a ela isso. Seria interessante que ela (ou ele) soubessem que num passado distante, no dia 01 de julho de 2012, eu já tive vontade de ser pai. E caso esse filho um dia venha a existir, ele saiba que foi desejado e amado antes de nascer.

Disse que não estou à procura de mães para meus filhos, mas isso não significa que eu queira ficar sozinho. É bom deixar claro... rs