Esperando pela Vida



O transplante de medula óssea é um assunto importantíssimo, pois milhares de pessoas no Brasil que sofrem de leucemia estão à espera de um doador, mas infelizmente o assunto nem sempre ganha o devido destaque. Pra saber mais sobre o transplante de medula óssea, leia esse texto.

A história abaixo é de uma amiga, a Vanessa, que ainda não conheço pessoalmente mas se tornou uma pessoa querida. Ela está passando por um momento complicado devido à complicações de uma leucemia, e  é uma das pessoas que estão à espera de um transplante. A história dela é bem interessante, vale a pena ler para se conscientizar um pouco:

***


Olá! Me chamo Vanessa e vou fazer 22 anos dia 25 de setembro. Atualmente trabalho em Paris como intérprete. Vou começar a minha história desde antes da descoberta da leucemia.

Antes de vir pra cá, morei em Campo Grande - MS. Tudo começou quando conheci um rapaz que ia fazer intercâmbio no Brasil e ficaria na minha casa. No começo fiquei brava, achava que ia tirar a privacidade da nossa familia, mas com o tempo viramos muito amigos e logo começamos a namorar, eu tinha entre 14 e 15 anos e pra começar algum relacionamento com ele senti a necessidade de aprender o francês. Não foi difícil, pois fiz cursos e ainda contei com a ajuda dele. Em pouco tempo fiquei fluente no idioma.

Com isso aos 15 anos já comecei a trabalhar informalmente como interprete, quando precisava substituir algum funcionário da empresa de intercâmbio. Conforme aprendia o francês, comecei a ter vontade de viajar e conhecer novas culturas. E consegui o que queria: ao trabalhar como intérprete, viajei muito e conheci alguns países. Isso talvez seja o sonho de qualquer pessoa, mais não sei se para mim foi bom ou não.

Por conta do trabalho, das distâncias e de outros problemas pessoais, terminei meu relacionamento que já durava mais de 4 anos. Trabalhando, viajando pelo mundo e conhecendo gente legal e diferente, achei que nada de ruim poderia acontecer comigo. Tudo estava perfeito demais para algo dar errado. Engano meu! Ainda no Brasil eu sentia muitos enjoos, falta de apetite, e apareciam às vezes manchas vermelhas em minha pele, mas sempre achei normal, pois achava que sentia isso por causa dos meus regimes sempre malucos, e não dei atenção. Enfim vim para Paris, onde moro agora.

Com pouco tempo que eu estava aqui comecei a me sentir muito mal, estava péssima mesmo. Um amigo me levou ao hospital e lá fizeram exames, onde foi constatada a Leucemia. Quando o médico me disse isso meu mundo simplesmente parou, fiquei em choque. Como isso pode acontecer comigo?

Saí sem nem ao menos escutar o plano de tratamento do médico e decidi que não faria tratamento algum, pois ainda não acreditava que eu estivesse doente, mesmo com todos aqueles sintomas. Fiquei meses e meses sem tratamento algum. Passava muito mal, mas como eu era sozinha aqui em Paris não tinha com quem desabafar e pedir ajuda. São em momentos como esse da vida que Deus nos manda anjos, e conheci o Weslley Talaveira pela internet que, mesmo diantante, me deu muita força e conselhos, além de outros amigos, como o Henri Bighetti, o Diogo, o Rodrigo Cesar, a Fer e várias outras pessoas que, mesmo à distâcia, me ajudaram muito, e graças a elas que eu tomei coragem para começar o tratamento contra a Leucemia.

Agora, enquanto escrevo esse texto, são exatamente 3:40 da manhã. Estou no hospital internada há dias, mas com muita esperança de que eu consiga um doador para poder seguir minha vida. Quando descobrimos uma doença desse tipo vemos tudo diferente, percebemos os erros que cometemos e damos mais valor a pequenas coisas. Uma das coisas que quero consertar logo que estiver bem é a distância da família. Agora minha mãe e meu irmão estão aqui comigo, mas estar longe da família de das pessoas que amo é muito difícil. Momentos alegres em família que perdi, festas e outras coisas mais.

Bom, vocês devem estar pensando, "porque ela contou tudo isso"? Contei para tentar mostrar que nós todos estamos sujeitos a tudo. Falo isso pela importância da doação de medula óssea. Se mais pessoas se conscientizassem disso, não teríamos tantas pessoas internadas à beira da morte. Eu aguardo ansiosa o dia em que terei um doador para fazer o transplante. Sei que Deus vai me ajudar e ainda vou voltar ao Brasil e agradecer todos esses anjos.

E obrigado meu anjinho Weslley, por dar esse espacinho aqui no seu blog... Te amo, tá?

Vanessa
@santivanessa

Juliette Lamboley no Brasil | #Vamos Mostrar Cultura #2





Por Wes Talaveira

A atriz francesa Juliette Lamboley está no Brasil.

Apesar de ser quase totalmente desconhecida por aqui, Juliette Lamboley é uma das principais atrizes da França. Seu papel principal foi a adolescente Eglàntine, no filme 15 Ans et Demi (15 Anos e Meio), a menina problemática que fica sob os cuidados do pai, um importante cientista que quase nunca via a filha e assume de última hora a missão de cuidar da filha.

Julliete está no Brasil para conhecer o país e se preparar para o novo filme que vai protagonizar, inspirado no livro Rouge Brésil, que conta a história da participação francesa na colonização do Brasil. Pelo Facebook ela confirmou que está no Brasil, no Rio de Janeiro.

É uma pena nenhum veículo da mídia ter dado nem uma nota sobre a visita da Juliette aqui, talvez pelo fato de ela não ser muito conhecida. Eu tive o privilégio de dar as boas vindas a ela pelo Facebook, e ainda conversei um pouco em português com ela. Provavelmente eu fui um dos primeiros brasileiros a ficar sabendo que o filme vai ser gravado aqui!!! rs Louvado seja o Google Translator... 

Parabéns, Luana @luana_herrera



Eu já disse uma vez que tenho o hábito de ficar feliz com o aniversário das pessoas que eu gosto. E hoje, dia 17 de setembro, não podia ser diferente, pois é o aniversário da linda da Luana Herrera, essa coisa feia que eu nem conheço pessoalmente, mas gosto tanto! kkkk Eu geralmente sou bom com as palavras, sei criar essas homenagens que todo mundo gosta de receber, mas escrever sobre a Luana é difícil. Por que?

Tenho uma explicação: a Luana é única, e com ela não funciona o que funcionaria com a maioria. Você é o tipo de pessoa que faz questão de ser diferente dos outros, com quem a gente pode conversar sobre qualquer coisa, inclusive política e religião... kkk Não tem medo de ser vc mesma, diz o que pensa e nem se importa se vai parecer vulnerável com isso. Vc é única, e é por causa desse seu jeito que vc fica marcada na lembrança dos que te conhecem. Vc é uma dessas pessoas impossíveis de se esquecer, sua coisa! auhauauh

E olha que nem te conheço pessoalmente. Imagina quem convive com vc todo dia!

Luana, você sabe o carinho que eu sinto por vc e só tenho a te desejar o melhor em todas as áreas da sua vida. Vc merece todo o carinho que receber hoje e sempre. Receba meu carinho daqui, do meio do mato... auhauhauh 

Grande beijo!

PS: nem perguntei se eu podia usar sua foto, mas já peguei e coloquei, então agora já era! auhauha

#Opinião: Aonde foi parar o Bê-A-Bá?



César Leão

Olá leitores do Novas Ideias, tudo em ordem?

No meu ultimo texto comentei que meu sobrinho está na primeiro ciclo de alfabetização, e mais especificamente no primeiro ano, e que ele ainda não reconhece e não conhece todas as letras do alfabeto.

Resolvemos atacar as duas frentes: revisão dos materiais de aula e aplicação de exercícios extras em casa. É fato e indiscutível que deveriamos ter feito isso mais cedo, fomos relapsos, mas antes agora do que ao final do primeiro ciclo após resultados irrisórios em testes e avaliações.

Uma coisa que me deixou estupefato é que o velho e antigo Bê-A-Bá já não é aplicado. Não vi ser aplicada aquela sequencia de aprendizado que vi por muitos anos, as letras foram aprendidas de forma aleatória e as combinações consoante-vogal foram pouco vistas indo diretamente para a formação de palavras inteiras. Então eu questiono, como construir uma palavra se a criança não conhece as silabas?

Para meu sobrinho ABELHA se escreve assim: ABLHA. Por que falta o E? Porque ele lê letra a letra A-BE-lha.

E é neste ritmo que as coisas estão indo, com crianças que não aprendem de forma sequencial e que não podem sofrer o impacto negativo de ser reprovado. E não adiantou nada minha irmã pedir que a professora o reprove porque o MEC disse que não pode mais.

Vamos rezar pelo Jan Luka



Pedido feito pelo Rev. Aldo Quintão na missa de 11/09 da Catedral Anglicana de São Paulo.

Jan Luka Paiva Santos tem três anos e e aluno de nossa Creche Anglicana do Morumbi, ele foi operado esta semana de um tumor no cerebro e está sem enxergar e os médicos não sabem se a cegueira é momentanea ou não. Por isso, venho pedir a cada um de vocês que rezem por esta criança para que ela volte a ver a luz do dia e que volte também a correr e brincar no playground de nossa creche. Aproveite também para louvar e agradecer a Deus por ter problemas tão pequenos, em ralação a grandiosidade de Deus.

Agradeço por você que é um colaborador para que possamos continuar a manter nossas creches.
Fiquem com Deus.

Vale a pena morar em SP?

Eu gosto de SP. Gosto da diversidade cultural da cidade, da forma como todos são bem recebidos por aqui. São Paulo é a capital de fato do Brasil, ou pelo menos a capital financeira, que carrega o país nas costas, onde as coisas realmente acontecem. Por mais que tenham coisas boas acontecendo pelo Brasil, para sair do ostracismo é fundamental estar em São Paulo, mesmo que muitos, por pura hipocrisia, neguem isso. Se São Paulo não existisse tenho certeza que todo esse desenvolvimento econômico do Brasil não teria acontecido. Se a Amazônia é o pulmão do Brasil, São Paulo é o coração. São Paulo tem de tudo, e quando digo 'tudo' é TUDO MESMO. Em São Paulo se vê italiano dançando forró, pernambucano em restaurante de comida japonesa, gaúcho comendo hot dog na rua e libanês se acabando num acarajé. E isso é maravilhoso! São Paulo é a cidade com mais nordestinos fora do nordeste, gente que veio tentar a vida aqui e ajudou a fazer de SP o que ela é hoje. É também a cidade com a maior colônia japonesa fora do Japão. Tem gente de todo tipo e procedência por aqui. Pra perceber isso é só andar pelo centro ou na Avenida Paulista. SP tem gente bonita e legal, tem eventos bons e baratos ou até de graça- tem muita coisa boa de graça por aqui. SP é a capital do bom gosto, das boas peças de teatro, do cinema 'cult', das festas populares, da galeria do rock, além de ser a terra do grande Adoniran.

Mas ando decepcionado com essa cidade. Ultimamente venho colocando os 'prós' e 'contras' de morar em SP. E tenho muito mais 'contras' do que 'prós'. São Paulo é hoje uma cidade abandonada por um prefeito medíocre que usou a capital como trampolim político pra ganhar cacife e montar seu próprio partido e mamar nas tetas do Governo federal. A impressão que se tem andando por SP é que a cidade está sem administração. Ruas sujas, calçadas quebradas, vias escuras, transporte público que mais parece um lixo, e outras coisas mais - que falta o Andrea Matarazzo faz na secretaria de subprefeituras... E a segurança? Por onde se anda o medo de ser assaltado atrapalha qualquer diversão. Você não pode ouvir música no seu celular na rua (com fone...) que corre o risco de um filho da puta passar correndo e levar seu celular. Você nunca sabe quando será sua vez de ser assaltado e ter uma arma apontada na cabeça, enquanto o desgraçado toma seu dinheiro e sua mochila e te manda calar a boca. Andar em SP é se expor ao perigo. De que adianta ter várias opções de bom teatro em SP se eu não sei se chego vivo em casa depois da peça?

Como se não bastasse o perigo dos bandidos, ainda há o perigo de gentinha violenta que arruma briga em ônibus por causa de um assento, que quebra porta de ônibus, dá porrada em motorista e empurra velhos em escada rolante de metrô. De uns tempos pra cá o paulistano tem mostrado uma selvageria que não se via antigamente. As periferias de São Paulo estão lotadas de pessoas que mais parecem animais indomados, que lotam os ônibus e trens todo dia e fazem do transporte público algo impensável. Mas, apesar de a periferia de SP ser um lugar de loucos e selvagens, ela não é exclusiva nos 'contras' de SP. É só olhar o que os mauricinhos skinheads e punks andam fazendo nas boates caras de SP. Ou nas universidades caras de SP, que estão lotadas de filhinhos de papai que matam pra conseguir um cigarro de maconha. Ou ainda os motoristas de carrões importados matando gente inocente na rua.

E ser torcedor de algum time de futebol em SP? Torcer em SP é pedir pra morrer. Os estádios estão lotados de gladiadores sedentos de uma carne humana para despedaçar. Basta que essa carne humana esteja vestida com uma camisa de um time que não seja o dele. E nesse quesito não há santinho: todas as torcidas estão cheias de marmanjos trogloditas que pensam que ser torcedor é disputar no braço quem torce pelo melhor time. Penso como deve ser a vida da namorada de uns sujeitos desses (apesar que eu descobri que mulher gosta mesmo é de troglodita... Outro dia falo sobre isso).

Alguns vão dizer: não olhe por esse lado, pois SP tem muita coisa boa. Sim, eu sei e é exatamente isso que estou dizendo aqui. SP é um lugar fantástico e disso não tenho dúvida, mas se colocarmos na balança SP tem mais coisas ruins que boas pra apresentar. A começar pela classe política dessa cidade que está apodrecida. E ainda pode piorar: temos o risco de ver a Marta Suplicy voltar à prefeitura... SP ainda não chegou ao nível do RJ, onde você pode ser premiado a qualquer hora com uma bala perdida ou com um trombadinha gritando "perdeu, perdeu" no seu ouvido. Mas tá quase lá.

Por isso penso seriamente em sair daqui. Não tenho exatamente nada nem ninguém que me segure nessa cidade, ou seja, não tenho nada a perder. Uma possível mudança seria como as vezes em que o Chaves vai embora da vila: é só eu juntar meus trapinhos e ir. Tenho idade o suficiente pra caçar meu rumo e fazer minha vida em outro lugar. A única coisa que me segura aqui é minha igreja, que não tem filiais em outras cidades do interior além de São José dos Campos.

Vamos ver que rumo vou dar à minha vida.

Aprendi

...Que amores eternos podem acabar mais rápido que se imagina;

...Que grandes amigos podem se tornar grandes inimigos;

...Que pessoas que você admira podem lhe dar o pior golpe;

...Que ouvir conselhos é o melhor remédio e o pior veneno;

...Que a gente nunca conhece uma pessoa de verdade, afinal gastamos uma vida inteira para conhecer a nós mesmos;

...Que na maior parte da sua vida a única pessoa com quem você vai poder contar é com você mesmo;

...Que o “nunca mais“nunca se cumpre; Que o “para sempre“ sempre acaba;

...Que vou sempre me surpreender, seja com os outros ou comigo;

...Que vou cair e levantar milhões de vezes;

...Que usar uma pessoa pra esquecer outra é a pior coisa;

...Que vou morrer sem ter aprendido tudo.


(Postei isso no Blog Novas Ideias há um tempo e, sinceramente, não lembro se fui eu quem escreveu isso ou se copiei de algum lugar... hahaha)

Betesda em Família


"Intensidade é um diferencial": entrevista com Camila Paier @camilapaier

Ela segue o mesmo caminho de escritoras que vem fazendo sucesso como Martha Medeiros e Tati Bernardi, mas com uma diferença importante: se as outras são mulheres maduras que fazem de um tudo para entender a cabeça das adolescentes, Camila Paier é tão jovem como a maioria de suas leitoras. Gaúcha de Porto Alegre, Camila estuda jornalismo e trabalha em uma agência de comunicação. E ainda assim encontra tempo para se dirigir a corações adolescentes sedentos de uma palavra amiga. Aliás, “amiga” talvez seja a palavra que melhor defina Camila Paier entre suas leitoras: meninas de todas as idades a procuram em busca de um conselho, de um comentário, ou simplesmente em busca dos textos postados semanalmente em seu blog pessoal, o Calmila – uma junção de “calma, Camila”. É quase impossível não se identificar com um blog que desde o título já deixa claro que tem como objetivo compartilhar crises e trocar experiências.


Blog Novas Ideias: Muitas de suas leitoras te tratam como mais do que uma blogueira. Algumas têm em você uma amiga. Como é sentir isso?
Camila Paier: É gratificante. Escrever e saber que, pessoas te lêem, literalmente, e se identificam é um dos motivos que me faz continuar.


Percebi que garotos visitam seu blog. O que você acha que os leva a visitar um blog feminino?
Acredito que, a maioria do meu público "masculino" é trazido até o Calmila por suas amigas, namoradas, confidentes. Muitos meninos querem ler o que a garota compartilhou no Facebook ou Twitter, e diz ser perfeito para ela, ou que se enquadrou completamente. Alguns outros, são garotos que também, de alguma forma, se identificam. Acho as duas vertentes bárbaras.


Acha que as adolescentes de agora são mais românticas do que foram nossas mães?
Acho que o romantismo mudou sua face, talvez. Nossas mães (a minha, ao menos) escrevia em diários onde recortava, colava e fazia o que dava na telha afim de ficar bonitinho e sentimental. Esperavam ligações sentadas no sofá, não beijavam cinco caras numa festa. Tudo isso, de certa forma, influenciou o romantismo, sim - na minha opinião. Quem é romântico no dia de hoje, é com convicção, com intensidade (o que acho mágico, delicioso). No meio de tanto sentimento banalizado, quem ainda consegue amar e exprimir isso se torna quase especialista.


Algumas pessoas dizem que as adolescentes de hoje são muito “dramáticas”, pois lidam com experiências simples como se fosse “o fim do mundo”: um namoro que não deu certo, um ‘não’ que ouviu de alguém. Você sente isso nas suas leitoras?
Sinto, e sou também. Sei que dramatizo e dou uma importância indevida a fatos pequenos, situações que deveriam ser tratadas racionalmente e com cautela. A verdade é que quando algo importa para gente, é difícil anular a parte que nos faz sentir na pele o aperto e a loucura. O drama hoje é quase uma bengala para que a sociedade pare um pouquinho e olhe atentamente essas moças que sentem demais, amam demais e choram demais. Intensidade também é outro grande diferencial nesse mundo de superficialidades.


Um dos livros da escritora Tati Bernardi se chama “A Menina que Pensava Demais”. Você acha que as meninas de hoje pensam demais?
Falo por mim, que com certeza, penso demais. E graças a Deus, consigo exprimir toda essa minha obssessão pensativa em forma de palavras. Alivia.


Como você define o “homem perfeito”? Acha que os homens de hoje estão mais atentos ao que as mulheres pensam?
Difícil falar, estou comprometida no momento. Acho tudo tão maravilhoso no meu namorado que poderia dizer que é ele, mas seria um equívoco, talvez. Temos nossas diferenças. Por fim, não existe homem perfeito, na minha opinião. O que existe é cara bacana, momento ideal, duas vontades parecidas e sinceridade no olhar. Não sei se atualmente há esse olhar direto masculino sobre as necessidades da mulher. Acredito que nós, meninas, é que andamos mais sinceras e diretas, sem medo de dizer o que queremos, precisamos ou desejamos.


Quando surgiu a idéia de criar o Calmila?
Não surgiu, apenas criei. No início, era mais um diário com desabafos sinceros e minha identidade preservada. A coisa foi tomando uma tal dimensão que, um certo dia, resolvi investir no que pessoas que nem ao menos sabiam meu nome ou viam meu rosto admiravam. E tem dado certo.


Você teve alguns problemas com plágios em seu blog. Conseguiu resolver?
Ainda é complicado falar de plágio no Brasi. É triste. As leis brasileiras não prometem, não preservam e nem fazem jus aos ótimos escritores, blogueiros, criativos e afins maravilhosos que o país possui. É complicado você sentir tudo que está escrito ali, colocar pro papel (ou no meu caso, no rascunho do Word ou Blogger) e do nada, vir um indivíduo que acha tudo aquilo lindo mas em momento algum o venera a tal ponto de creditar suas idéias e sensações.


Pensa em lançar algum livro?
Sim, já estou com projeto em editora e tudo. Não só um, as ideias que possuo para publicar mais além são diversas. Complicado é parar, ter tempo e de fato redigir. Depois disso, só falta plantar uma árvore e ter um filho para meu legado pro mundo ser completo.


Pra encerrar, gostaria de deixar alguma mensagem aos leitores do Blog Novas Ideias?
Amem, amem com vontade e sem medo. É do que o mundo mais tem precisado. Vários beijos!