Jordana Telles | Profissão Prostituta #4



Jordana Teles, garota de programa de Brasília



Por Wes Talaveira


Para a família, o dinheiro vem de um namorado rico que nunca conheceram. "Melhor pensarem assim", diz. Para ela, como resultado de um trabalho gratificante e que a dá certa liberdade, já que faz seus próprios horários. Jordana Telles mora em Brasília e é lá que trabalha como garota de programa há cinco anos, apesar de um intervalo de tempo sem trabalhar. Aos 27 anos, idade em que muitas garotas de programa consideram parar de trabalhar, ela continua na ativa. 

Jordana está aí pra contestar quem acha que vida de garota de programa é "vida fácil". Depois de passar maus bocados na infância e adolescência em uma família desestruturada, saiu de casa e trabalhou em vários empregos até chegar a prostituição, para a qual se dedica unicamente no momento. Hoje é uma mulher forte e decidida de si, e com essa personalidade ajuda a quebrar o estigma negativo que a profissão tem. Gosta do que faz. "Eu faço muita gente feliz. No dia que não estou legal tenho opção de desligar meus telefones. Eu só faço o que quero. Aos meus olhos não vejo nada de errado no que faço, pelo contrário."


Outro dia fui num posto de saúde e me perguntaram qual era a minha profissão. Respondi: "sou profissional do sexo". O atendente me olhou e respondeu: "acho melhor colocarmos outra ocupação para você". 



Com uma beleza fascinante e uma simpatia incrível, ela aceitou conversar com o blog sobre sua vida e seu trabalho. Aí vai:


Há quanto tempo você trabalha como GP?Trabalho como acompanhante há 5 anos, mas é uma longa história, pois parei um tempo e só retornei aos 27 anos, idade geralmente onde as GPs começam a pensar em se aposentar. Descobri a prostituição meio que sem querer, não procurei o emprego com a ideia de me prostituir, mas fui enganada. E quando vi estava eu trabalhando numa clinica de massagens eróticas, e todos os dias ia embora para casa com dinheiro na bolsa. Mas isso só aconteceu por conta da dificuldade financeira.







2) Na sua opinião, o que leva um homem a procurar uma GP? Primeiramente o que os leva a nos procurar é a rotina que desgasta o casamento, e por eles acreditarem que não será traição, já que estão pagando por sexo, que será apenas aquele momento e não existira nenhum envolvimento afetivo. Isso os livra da crise de consciência. Preferem sair com uma acompanhante, do que se envolver com uma amante. E sem contar que o homem tem essa necessidade de sempre experimentar o novo. 

3) Você acha que a regulamentação da prostituição facilitaria seu trabalho? Ajudaria um pouco, abriria algumas portas, mas não resolveria. Um exemplo: Outro dia fui num posto de saúde e me perguntaram qual era a minha profissão. Respondi: sou profissional do sexo. O atendente me olhou e respondeu, acho melhor colocarmos outra ocupação para você. O maior problema está aí, em sermos aceitas pela sociedade.


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Wes Talaveira
Publicitário, escritor e blogueiro há mais de 8 anos, já escreveu no Insoonia quando o blog ainda estava hospedado no servidor da MTV, além de outros portais de opinião. 

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