Maria Rita em: O Primeiro Cliente | Profissão Acompanhante #1




Por Maria Rita


Não sou garota de programa em tempo integral. Sou publicitária de formação e trabalho numa grande agência de propaganda, e o trabalho de acompanhante serve mais como hobbie, depois de selecionar bem o cliente que vou atender. Prefiro me resguardar do risco de ser reconhecida por algum cliente que tenha atendido no trabalho. 

E meu começo foi tão ao acaso quanto minha vida no sexo pago. Já há algum tempo minha amiga Alice (nome fictício), que é garota de programa, me convidava para ir numa balada liberal com ela. Nem era tão liberal assim, quase uma balada comum, mas frequentada por muitas garotas de programa de alto nível de SP. Nesse dia resolvi ir, mas minha preocupação era: e se ela conseguisse um cliente e passasse a noite, eu ia voltar sozinha? Foi aí que surgiu a ideia da Alice: por que você não se passa por uma garota de programa? Você gosta de sexo, o pessoal que frequenta a balada é muito interessante. Dê um preço alto, se alguém topar pagar melhor pra você! É a mesma coisa que sair com um cara no primeiro encontro, mas dessa vez você vai receber por isso! 

No começo não tinha aceitado não por preconceito, pois tenho muitas amigas em SP e em outros estados que são GPs, mas sempre achei que não conseguiria fazer isso. Só que nesse dia resolvi tentar. Estava muito afim de sair pra um lugar diferente e a ideia dela era bem interessante. 

Comprei uma roupa específica pra essa balada (vestidinho preto justíssimo, muito decotado e curto, sapato preto de salto bem alto), além de caprichar na maquiagem. Estava pronta para o "ataque"! rs Naquele dia eu estava decidida: ia ser uma garota de programa! Vai que eu gostasse e resolvesse continuar!  

Chegamos na balada. Realmente o público de lá era bem interessante. Nunca vi tanto homem bonito no mesmo lugar! Ficamos de bobeira por ali, e logo começaram as abordagens. Alguns tentavam tirar algo de graça, e eu só correspondia com sorrisos maliciosos. Um dos rapazes chegou até a Alice, lhe deu um beijo no rosto e, conversa vai conversa vem, perguntou o preço dela. Combinaram e saíram dali naquele momento mesmo. Quando a Alice foi, ela me entregou a chave do carro e disse: "pode usar o carro, não tenho hora pra voltar" hahah E ainda cochichou: aproveite a noite! 

Um pouco depois de ela ir um rapaz se aproximou. Estava de terno, mas sem gravata. Pelo jeito tinha vindo direto do trabalho. Muito perfumado e com jeito de ser meio tímido. 


- Como você se chama? 

-Rita! 

Conversamos coisas triviais até que ele passou o braço pelo meu ombro e perguntou se eu tinha "preço". 

-R$ 600,00 

-Por quanto tempo? 

Sim, ele estava afim de pagar para ficar comigo. 

-Uma hora! 

-E a noite toda é quanto? 

Dei meu preço e ele topou sem falar mais nada. Disse que conhecia o melhor motel da região. Meio nervosa mas aceitei ir. Antes de sairmos da balada nos beijamos, beijamos muito, com direito a pegação na frente de todo mundo! 

Saímos e entrei no carro dele. Dentro do carro mesmo ele me pagou em dinheiro e disse que estava muito ansioso em ficar comigo, já vinha me acompanhando desde que cheguei à balada. Sim, eu estava me arriscando muito. Coisa de principiante. Entrar no carro de um desconhecido sem saber para onde ele realmente estava me levando. Esse é um erro que nunca mais na minha vida cometi. Mas sei lá, com ele me senti segura. 

No carro mesmo nos beijamos mais uma vez e fomos até o tal motel, que não ficava a nem 2 minutos dali. A fachada era linda, e acreditei no que ele disse: com certeza era o melhor motel do lugar.

Ele escolheu a melhor suíte. Quando entramos, ele me abraçou de um jeito tão carinhoso que pensei que ele tivesse esquecido que estava com uma GP (ou pelo menos alguém que se passou por uma GP... rs). Nos beijamos e ele começou a apalpar minha bunda. Correspondi beijando o pescoço dele e abrindo o zíper da calça. Ele tirou os sapatos e, antes que eu começasse qualquer coisa ele disse que ia tomar banho. Esse era um detalhe que eu tinha esquecido! 

Pra resumir, ficamos 4 horas no quarto do motel, e tive o melhor sexo da minha vida. Além de excelente na cama, ele era carinhoso demais e se importava com o que eu estava sentindo. foi incrível! Entendi na hora o que muitas garotas de programa passam para evitar se apaixonar por clientes! rs

Depois quando percebi que ele já pretendia ir embora levantei da cama e vesti um roupão que estava no quarto. Ele se levantou e vestiu a cueca. Veio até mim, me abraçou por trás e disse que eu tinha sido a melhor transa da vida dele, até mesmo entre as GPs que ele já tinha saído! Eu também queria dizer que aquela tinha sido minha melhor foda, mas eu estava ali como uma GP, e não podia! rs 

Nos vestimos e ele se ofereceu para me deixar até onde meu carro (o da Alice, aliás) havia ficado. No caminho pediu meu telefone. Quando chegamos lá nos despedimos com um beijo na boca muito intenso, e fui até o carro, que ainda estava lá do mesmo jeito! rs 

Contei para a Alice, mas não com os detalhes que contei aqui. O certo é: gostei de ser garota de programa e naquele dia decidi que faria isso mais vezes. Além de ser bem remunerada, tenho a possibilidade de conhecer homens maravilhosos, que sabem realmente tratar bem uma mulher. Sim, há os babacas, sempre existiram e sempre existirão, mas isso é de praxe em qualquer lugar, faz parte. Mas o melhor de ser garota de programa é a liberdade que tenho de escolher com quem transar e ainda receber por isso, sem a necessidade de se apegar a ninguém!


***


Profissão Acompanhante vai trazer mensalmente histórias, entrevistas, relatos curiosos ou denúncias do universo das garotas de programa. Mais do que um espaço para falar de sexo, é um espaço para mostrar as garotas de programa como elas são: mulheres como qualquer outra que merecem o mesmo respeito. 

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