Desafio do Talaveira #1: A primeira semana




Por Wes Talaveira

Fala, pessoal! Tudo certo? 

Pra quem ainda não sabe o que está acontecendo aqui, eu sou o Wes Talaveira, adm do Quem Foi Que Disse e, como quase a metade da população brasileira, estou acima do peso. Como vim anunciando no Insta esses dias, lancei o Desafio do Talaveira @desafiodotalaveira, uma forma de me cobrar mais para manter o peso ideal, além de usar minha experiência para mostrar à outras pessoas comuns como eu as dificuldades e particularidades do processo de reeducação alimentar. Digo “pessoas comuns” no sentido de ser um dos milhares de comedores de coxinha e batata frita que não entende o cardápio dos milhares de blogueiros fitness que pipocam todos os dias! rs Terei alguns parceiros por aqui, que apresentarei no decorrer das semanas, além de convidados que vão mostrar aqui um pouco da sua rotina de dieta e treinos. 

Essa foi a primeira semana em que assumo de fato o desafio. Como ainda estou sem acompanhamento nutricional – o acompanhamento vai começar no final de janeiro - comecei por conta própria com as recomendações básicas. Cortei farinha de trigo, açúcar, gorduras, embutidos, coisas que estavam presentes no meu café da manhã. A verdade é que a gente até sabe o que cortar, mas sempre espera o pior pra tomar alguma atitude. 

Não é a primeira vez que assumo o desafio de perder peso. Em 2015 assumi o mesmo desafio e até tive ótimos resultados – cheguei a perder mais de 20 kilos, mas uma série de problemas pessoais me fizeram regredir em praticamente tudo o que tinha conquistado. Pra resumir: ganhei de volta todo o peso que perdi! 

Sim, isso desestimula muito. E a pergunta que todo gordo faz num momento como esse é: pra que continuar? Bom, eu teria duas alternativas. Uma delas seria ficar o resto da vida comprando roupas cada vez maiores, murchando a barriga quando começam a conversar sobre dieta, reclamando sobre como meu peso me atrapalha, sobre como ser gordo afasta as mulheres – sim, afasta, fazer longos discursos sobre como a sociedade quase criminaliza o obeso, sobre a ditadura da magreza, jogar a culpa no Temer e no capitalismo e blá blá blá. Outra alternativa seria tirar a bunda amorfa da cadeira e fazer algo pra recuperar o tempo perdido, já que ainda sou jovem e sei o que deve ser feito. 

Eu escolhi a segunda alternativa. 

Claro, o discurso é bonito. A prática é muito mais difícil do que parece. Vai exigir força de vontade. Por exemplo: sou o tipo viciado em chocolate, daqueles que comem uma caixa de bombom em uma conversa, que mata uma caixa de Bis no intervalo do jogo, daqueles que comem qualquer coisa que tenha chocolate. Desejo chocolate quase o tempo todo. Ficar sem chocolate, ou pelo menos reduzir a quantidade, vai ser mais difícil do que qualquer outra coisa. Pra isso a terapia me ajuda a entender a necessidade de doces, que está aliada com a necessidade de prazer. Sim, há algo que cause sensação de bem-estar maior do que comer doces? Mas é uma sensação de bem-estar acompanhada pela culpa que, logo em seguida, pesa na consciência e te faz sentir muito pior do que antes, o que te leva a desejar mais doces, e mais, e mais. Percebeu o ciclo vícioso?

Por isso chamei minha proposta de "desafio". Porque para algumas pessoas, perder peso não é tão fácil quanto parece. Mas quero mostrar aqui que é possível. Até mesmo para os comuns, os que não se encaixam nos padrões dos perfis fitness mas que precisam perder números na balança. Tamo junto!

Semanalmente vou postar no Facebook e no Instagram a evolução do desafio. Acompanhe, comente, critique - só pega leve que a coisa é difícil mesmo... haha

Até mais!


***


Wes Talaveira

Publicitário, consultor de mídias sociais e inbound marketing, escritor e blogueiro há quase 10 anos. Já escreveu no Insoonia quando o blog ainda estava hospedado no servidor da MTV, além de outros portais de opinião.  Vez por outra se arrisca no teatro e na música, seja como trompetista ou como cantor.

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