Larine Ferreira | BloGirl #6

Larine Ferreira. Fonte: Instagram



Leo Abujamra:

E ai, gente boa!

Vocês são tão incríveis que deram uma repercussão incrível para meu primeiro post aqui no blog, mês passado. Isso garantiu meu espaço aqui pra fevereiro! haha

E esse mês trago uma mocinha simplesmente incrível. De Florianópolis - a maior fábrica de mulheres lindas do Brasil - vem a BloGirl desse mês, a modelo LArine Ferreira. Com 18 anos, ela esbanja beleza e simpatia com seu trabalho cada vez mais requisitado e na internet, onde divulga seu trabalho. E mesmo em meio a toda essa agitação ela aceitou participar aqui no blog esse mês. 

Todas as fotos foram tiradas do Instagram dela. Aproveita e passa por lá, também! 













































Pare de falar no Bolsonaro | Opinião #73

Essa deve ser a reação do Bolsonaro ao ler todas as críticas feitas a ele na internet


Wes Talaveira


Tudo o que Jair Bolsonaro quer é que você fale nele. 

Sim, ele faz de tudo pra virar mídia. Desde que o CQC prestou a ele o favor de fazê-lo conhecido nacionalmente, todas as ações dele tem como intenção virar mídia. E ele sabe muito bem que a polêmica é uma ótima forma de fazer a pessoas comentarem sobre ele. Então ele age de forma polêmica. Critica gays publicamente, chama deputado de veado, homenageia torturador e por aí vai. 

Mas e os protestos contra ele na internet? Não tem nenhum reflexo negativo sobre a imagem dele?

Muito pouco, quase nenhum. 

Quem não vota em Bolsonaro não precisa de protesto de internet para continuar não votando. Simplesmente não concorda com a personalidade dele e procura outro nome para votar. Agora, quem nem sabia que ele existia mas que poderia ser um virtual eleitor, acaba conhecendo o nome dele por meio dos protestos. Exemplo: um gay publica no Facebook uma imagem de Bolsonaro comparada a de Hitler - que eu já vi mais de vinte vezes em uma semana. Uma pessoa que é contra a homossexualidade vê um gay protestando contra o Bolsonaro e vai procurar mais informações sobre ele, pois já que um gay falou contra o sujeito é porque ele deve ser contra gays, e eu também sou, então preciso conhece-lo. E assim, sem querer, o movimento LGBT e tantos outros que gastam tempo e energia malhando o Bolsonaro na internet acabam fazendo propaganda gratuita para ele. 

E ele sabe disso. E adora isso. 

Ele adoraria, por exemplo, saber que dedicamos um post nesse blog exclusivamente para falar dele. 

Porque ele sabe de uma máxima que muitos ignoram: você até pode falar mal hoje e colocar a opinião pública contra a pessoa, mas no futuro as pessoas vão esquecer os aspectos negativos dessa pessoa, mas ainda não continuar lembrando do nome dela. Aí pra limpar a imagem dessa pessoa basta um bom trabalho de Marketing. 

Foi o que o Collor fez. E com isso já está no segundo mandato no Senado. 

Por isso Bolsonaro provoca o tempo todo. Ele sabe que os provocados vão reagir com barulho. E quanto mais barulho, mais gente o conhece. 

Então, a melhor forma de protestar contra o Bolsonaro é exatamente não fazendo nada. 

Pare de publicar nas redes sociais coisas sobre ele. 

Pare de reagir às falas absurdas dele. 

Ignore a existência dele. 

Trate-o como você trata qualquer deputado do baixo clero da Câmara. Dê a ele a atenção que você dá ao deputado Genecias Coronha. "Mas quem é Genecias Coronha?". Então...

Não acho que Bolsonaro vá se candidatar realmente à presidência em 2018. Ele sabe que seus apoiadores, embora barulhentos, são poucos, e não tem a menor força para levá-lo ao Planalto. E ele é o tipo de político que não aceitaria concorrer a um cargo sem ter a certeza de vencer. Por que a intenção dele não é usar a política como meio de transformação. Ele precisa apenas de um mandato para estar na mídia. E a Câmara é o lugar perfeito pra isso: o Brasil presta pouca atenção em 95% do que acontece por lá, então qualquer mané que falar uma coisa um pouco mais absurda ganha espaço na mídia e na internet. Bingo! 

Repetindo, pra concluir: pare de falar no Bolsonaro. Deixe-o falar sozinho. Gaste sua internet pra outras coisas que não o envolvam. Até porque, se limitarem mesmo a internet você vai precisar repensar o tempo que passa nela, e vai precisar deixar de fazer muita coisa que hoje faz à vontade. 

Comece deixando de falar no Bolsonaro. 


***


Wes Talaveira é publicitário, social media e mora em SP 

Maria Rita | Profissão Prostituta #3



PS: a foto não pertence à entrevistada. Faz parte de um ensaio da fotógrafa Flora P,, que usamos para ilustrar o post. Maria Rita, por questões de confidencialidade, preferiu nao enviar nenhuma foto.




Weslley Talaveira



Sexta-feira, 24 de junho. O expediente dela se encerra as 18:00 numa grande agência de propaganda de São Paulo, onde trabalha no departamento de criação. Do trabalho, gasta cerca de 1 hora para chegar no apartamento onde mora, na Vila Mariana. Chega, toma um banho, come algo e se arruma para novamente sair. Maquiagem simples, um vestido preto discreto e salto alto. Na bolsa seus documentos e algumas camisinhas. Pega o celular e confirma o endereço pelo WhatsApp. Desce pelo elevador do prédio e, na porta, chama um carro pelo Uber, para levá-la até o motel onde iria atender seu cliente do dia. 

Essa é Maria Rita, uma garota de programa "nas horas vagas", como ela mesma define. 

Diferente de outras garotas de programa que vivem exclusivamente do sexo, Maria Rita tem vida comum como qualquer outra mulher paulistana. Trabalha, faz cursos, vai para baladas. O único detalhe é que em sua rotina estão os clientes que atende ocasionalmente, escolhidos a dedo depois de uma seleção pela internet. "Não posso atender qualquer um pois tenho uma vida social intensa, e o risco de ser descoberta é maior", diz ela. Já aconteceu de algum conhecido te procurar para programa, sem saber que era você? "Já sim, desconversei e rejeitei o programa". 

Há quanto tempo você trabalha como GP? Meu primeiro programa foi há uns 2 anos. Foi completamente por acaso. Estava numa balada com uma amiga minha que é garota de programa e lá ela encontrou um cliente com quem havia combinado. Ele estava acompanhado de um amigo que quando me viu perguntou se eu também era GP e qual meu preço. O homem era lindo demais, e eu iria pra cama com ele até de graça. Minha amiga me falou "aproveita e coloca seu preço". Arrisquei um valor X e o homem aceitou na hora. Nesse dia percebi que eu poderia tentar outras vezes, mas o segundo só veio 3 meses depois. Daí em diante comecei a me divulgar em locais bastante específicos e mais alguns clientes vieram. 

Na sua opinião o que leva um homem a procurar uma GP? Quase todos os que atendi reclamam da mesma coisa: tédio na relação. Quase todos casados, sempre reclamam que a vida sexual com a esposa está muito monótona, isso quando o sexo não acabou de vez. As mulheres andam muito cheias de "frescura" na cama, mas por outro lado se encantam com livros do tipo Cinquenta Tons de Cinza. Gostam de ler, mas não gostam de praticar! haha Por outro lado, os homens andam muito egocêntricos na cama, querem apenas sua satisfação própria, e esquecem que a mulher não é uma máquina, ela também precisa de estímulos e provocações. As pessoas precisam falar mais sobre sexo, por isso achei a série do blog tão bacana.

Você acha que a regulamentação da prostituição facilitaria seu trabalho? No meu caso nem tanto porque não me considero uma garota de programa  como as outras, o sexo hoje não é minha única fonte de renda. Na verdade os programas pra mim são mais uma forma de eu me divertir e ainda ganhar dinheiro com isso. Mas facilitaria em partes. Por um lado as garotas de programa poderiam ter alguma assistência a mais que hoje não tem, dependem totalmente de si mesmas e da sorte. Mas por outro lado não é uma lei que vai diminuir o preconceito e a hipocrisia das pessoas que ainda enxergam a prostituição como algo sujo, ruim. Pelo contrário, talvez o preconceito aumente. O que precisamos é de debates como o desse blog que mostram que uma garota de programa é uma profissional que cobra para oferecer um serviço, assim como qualquer outro profissional. A diferença é que na nossa profissão o tesão é imprescindível! haha