#Crônica: Sem dizer adeus jamais



Weslley Talaveira

Será que Chespirito, nome artístico de Roberto Gómez Bolanõs, tem realmente a noção da dimensão que suas obras tomaram? Será que ele realmente soube o quão grandes era seus personagens? Fica difícil dizer. 

Em cenários simples, efeitos especiais avançados para a época mas precários para nossos dias, com diálogos curtos e vazios, Chespirito conseguiu criar personagens que trazem em si uma profundidade pouco vista na dramaturgia latina. Dentro da aparente simplicidade de suas personagens Bolânos trouxe lições de vida e pensamentos importantíssimos, como a famosa frase "prefiro morrer do que perder a vida" que carrega uma lição valiosíssima sobre aproveitar a vida

A América Latina está de luto. Bolanõs conseguiu vários feitos com suas personagens: levar a Televisa, canal onde os programas eram exibidos, em evidencia e fazer dela uma das maiores emissoras de TV do mundo. Além disso conseguiu mostrar que os latinos não são nem precisam ser meros consumidores de produtos norte-americanos. Mostrou que os latinos também sabem fazer dramaturgia, também sabem fazer humor. O criador de tantos personagens, como El Chavo e Chapúlin é, sem dúvida um gênio, e assim deve ser lembrado.

Descanse em paz, Chespirito. Nos despedimos, mas sem dizer adeus jamais, pois sempre encontraremos o Chaves, mesmo que seja "nos recebendo com uma pancada". 

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