A Evolução da Mulher pela Imagem #Mulheres2013



Escrito por Selma Palenzuela

Por décadas, a mulher vem lutando e passando por transformações profundas para alcançar seus objetivos, como, por exemplo, um lugar permanente e de destaque na sociedade. Desde os anos 20, tem seguido em constante evolução, não só no que tange à moda, mas também em relação ao seu comportamento.

Há tempos, deste o início dos movimentos feministas, a mulher luta por direitos iguais e garantias que a façam ocupar, junto com o homem, o mesmo espaço. Porém, hoje, ao invés do equilíbrio que deveria haver entre eles, como consequencia, em termos de direitos e deveres, o que se vê é uma disputa acirrada, e na maior parte das vezes desleal. A pergunta que fica no ar é se essa concorrência seria ou não saudável. Por que a mulher, já tão sobrecarregada de cuidados com a família e os filhos, ainda anseia por mais e mais conquistas?

Independentemente do sexo, o fato é que o ser humano necessita sentir-se útil, uma peça-chave na constituição do mundo ao seu redor. E para a mulher, apenas o casamento não satisfaz esta ansiedade. Em decorrência de toda essa evolução sofrida pelo sexo feminino, o casamento acabou por tornar-se objeto de desejo consumista, assemelhando-se aos produtos que ambicionamos nas virtines de lojas de grife: compra-se ou case-se para não ficar devendo nada à sociedade. Todo o romantismo que envolvia esta união simplesmente não existe mais. A moça escolhe o seu parceiro como o faz com um vestido em uma revista de alta costura. O jovem selecionado precisa ter qualidades como a beleza física, a estabilidade financeira e, se possível, o mínimo de defeitos. A família também conta, afinal, ninguém quer sogras chatas e sobrinhos impertinentes. A mulher age como um convênio médico, isto é, opta por parceiros que não carreguem consigo “doenças pré-existentes”.

Se estiver mentindo, parem de ler este artigo agora. O fato é que a mulher não mudou apenas seu exterior, mas, principalmente, sua essência. Feridas como as que sangravam em nossas mães e avós, as quais viam no casamento um sacerdócio sacrossanto, são coisas do passado. Atualmente, damo-nos o direito de iniciar uma união levando conosco o antídoto contra qualquer mal que ela nos possa vir a causar. Mas será que escolher com os olhos apenas, a despeito do coração, não acaba por ser um risco bem maior?

Mulheres recém-casadas, em nome de uma carreira de sucesso que lhes trará independência, afastam-se cada vez mais de seus parceiros, colocando a família em segundo ou, às vezes, em terceiro plano. Será que descobrimos o caminho da felicidade ou perdemos o rumo? Nossas mães, afinal, erraram ao permanecer em um casamento de 50 anos, ou nós é quem acertamos em nos divorciar na primeira crise? Enfim, tanto evoluímos, mas pouco compreendemos do assunto...
Contudo, a mulher tem suas fases, e assim como a moda volta de tempos em tempos, algumas faces do comportamento humano também voltam a se mostrar após um período nas sombras. Será que a mulher de hoje, em toda a sua modernidade, desejará que as filhas vivam, em futuro próximo, de maneira semelhante à dela, com casamentos frágeis, superficiais, baseados em status social e com prazo de validade?

Se analisarmos a mulher a partir da moda, fica bem mais fácil entender esse ser tão complexo, fascinante, elegante, belo, importante e intenso: seja a mulher do pós-guerra, que confeccionava seus próprios vestidos com tecidos mais baratos, seja a mulher dona de casa, muito bem representadas pela pin-up dos anos 60, ou até mesmo a mulher que chega à ONU em defesa dos direitos dos menos favorecidos. E é desta forma inconsciente, que, ao passar das décadas, a mulher brilha, renasce, sobrevive e se destaca.

Apesar de tantas conquistas, não acredito que a mulher esteja preparada para viver sozinha. Também não acredito que um casamento desfeito seja o fim da linha. A mulher sempre estará disposta a enfrentar as mazelas da vida a fim de conquistar o amor perfeito, filhos, e, acima de tudo, um lar. As estatísticas dizem que a mulher evoluiu de tal forma que o casamento deixou de ser interessante. Mas, ao contrário das pesquisas, penso que isso não passa de um grande blefe feminino. A mulher muda o seu pensamento constantemente e “mente” para não admitir o fracasso. E é por isso que não acredito em pesquisas que dizem que a mulher divorciada ou independente alcançou a felicidade. A liberdade cobra um preço alto.

Como mulher, sinto-me extremamente cruel e traidora ao admitir essa fragilidade, porém, essa é a verdade nua e crua. Mesmo que consigamos todo o sucesso e dinheiro do mundo, encontrar o verdadeiro amor será sempre o principal objetivo da mulher. Por quê? Faz parte da nossa essência. Uma executiva brilha ao entrar em uma festa com uma bolsa D&G, no entanto aquela que tem em seus braços o homem mais bem vestido, mais bem articulado, mais bonito e mais elegante da festa, esta é, com certeza, a mulher que alcançou o verdadeiro sucesso tão almejado. As feministas negarão isso até a morte, mas esta é a mais pura verdade.

A felicidade da mulher não está em adquirir o carro mais moderno e possante do planeta; isso deixamos para os homens, que são muito mais materialistas do que nós. Nem mesmo o perfume mais caro da Terra nos trará qualquer contentamento se não houver alguém especial para sentir seu aroma. O fato é que todas sonhamos em nos tornar princesas em alguma época da vida. O anel pode até ter um diamante raro, mas se for comprado por nós mesmas perderá a graça em pouco tempo. O que desejamos é que o tal anel venha pelas mãos daquele que idealizamos para ser o nosso homem, o pai dos nossos filhos, o nosso companheiro, nosso eterno namorado.

Acredito, sinceramente, que a mulher confundiu tudo, pois dispensa o marido pela própria carreira, troca os filhos por sucesso, quando, na verdade, precisamos de tudo isso, uma coisa complementando a outra. E algumas de nós têm conseguido, com muita competência e brilhantismo, desempenhar o papel de esposa, dona do lar, mãe e mulher independente. É a Evolução da Espécie... algumas ainda estão em fase de evolução, penso.

Se é a liberdade fora do casamento que a mulher deseja? Não acredito! A mulher quer amar e ser amada em toda a intensidade do amor. Não nascemos para a promiscuidade, nem tampouco para a solidão. Não nascemos para viver fora do ambiente familiar. Mudamos sim, e muito, contudo, algumas coisas são eternas e jamais mudarão.

Parabéns, mulheres!!! Alcançamos tantas coisas na moda, na política, na arte, no cinema, na literatura e em todas as demais áreas de atuação humana. Destacamo-nos em tudo!!! Porém, não basta a carreira, não são suficientes os bens materiais e a“liberdade” conseguida através do dinheiro. Décadas de transformações, décadas de provações... mas sempre o mesmo objetivo: encontrar nosso Príncipe Encantado. Não precisa ser um príncipe Rainier de Mônaco, nem tão pouco um Brad Pitti... basta ser um homem que respeite a mulher, da forma mais ampla e gentil possível.


Selma Palenzuela é administradora do blog Quando as Borboletas se Calam

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