Porque deixei de ser evangélico

Nasci no meio de evangélicos. Sou de uma família onde ser membro da Assembleia de Deus é quase condição para ser bem aceito. Fui apresentado na igreja quando tinha pouco mais de uma semana. Aliás, até meu nome revela meu nascimento "gospel": é um clara referência ao fundador do metodismo, John Wesley. Cresci na igreja, frequentei escola dominical, participei da classe "Amiguinhos de Jesus" e lá cantava músicas como "cuidado olhinho no que vê, o Salvador do Ceu está olhando pra você". Quando criança fui ensinado que deveria evitar amizades com pessoas que não fossem evangélicas, pois elas carregam as "trevas" consigo. Fui proibido terminantemente de praticar qualquer tipo de esporte, pois são coisas "do demônio". Mas eu gostava da vida que levava. Não conhecia nenhum outro jeito de se viver.

Quando adolescente continuei frequentando a igreja, agora já com os resultados da escola dominical mais presentes no meu dia a dia: o medo. Cresci ouvindo falar de um deus punidor e vingativo, que lança no fogo do inferno todos aqueles que o desobedecem, seja com coisas grandes, seja com detalhes. "Não existe pecadinho ou pecadão", diziam meus pastores. Para que eu tivesse uma vida "tranquila" e não precisasse me preocupar com o inferno havia uma série de regras e mandamentos que eu deveria seguir, sem deixar passar uma vírgula sequer, sob pena de ser considerado "filho do diabo". Ah, o diabo. Quanta força ele tinha na minha vida. Aprendi que onde quer que eu fosse havia uma legião de demônios esperando apenas um deslize meu para tomar conta da minha vida e fazer de mim a pessoa mais desgraçada do mundo. Mesmo que esse deslize fosse apenas olhar a bunda de uma garota. Isso para um adolescente de 14, 15 anos, com a sexualidade à flor da pele, era um martírio. Fui proibido de namorar, de ter qualquer contato mais próximo com uma garota, qualquer tipo de cumprimento além de "paz do senhor, irmã". Se possível, deveria evitar pegar na mão dela. Isso era uma forma de "evitar a tentação". Todo mundo sabe que para um pré-adolescente cheio de hormônios um simples toque na mão macia e bem cuidada de uma menina bem vestida pode significar quase o mesmo que uma noite de sexo. Lembro muito bem de quando eu estudava a oitava série e uma moça da igreja que estudava na mesma sala que eu se aproximava de mim com claras segundas intenções. Eu, um garoto no meio da puberdade, desejava a menina. Claro, eu estava me tornando homem e uma menina da minha idade, bonita e cheia de desejo tentava se aproximar de mim. Mas eu a repeli. O medo do demônio era mais forte. Mais até do que a puberdade. Tinha muito, muito medo de um dia saber que Deus estava entristecido comigo. Mas, mais do que isso, eu tinha muito medo do diabo. Esse medo me perseguiu a adolescência inteira.

Até que um dia o medo do diabo teve seu ápice: meu pai, por motivos que prefiro não dizer aqui, resolveu ir à igreja. Me sentei ao lado dele no culto daquele dia. Durante o culto notei uma movimentação estranha dele. Começou a olhar para todos os lados. Estava inquieto. Esfregava as mãos e começou a suar frio. Eu perguntei se ele estava bem, e ele não respondeu. De repente ele solta um grito no meio do templo e cai no chão, se contorcendo como se estivesse tendo uma convulsão. Aquilo foi interpretado pelos pastores da igreja como uma possessão demoníaca, e em segundos vários homens se amontoaram em volta dele, tentando "expulsar" o demônio que estava se apossando de meu pai. Hoje eu sei que ele teve uma crise convulsiva causada pela epilepsia alcoólica. Mas como a igreja dizia que "epilepsia era o nome que a ciência dava para tentar disfarçar a ação do diabo" (aliás, a igreja acreditava que a ciência era algo do diabo) eu acreditei que meu pai realmente havia sido tomado por um espírito diabólico. Aquela cena me perseguiu dias. Meses. Anos. O medo de passar pelo que meu pai passou me tornou um neurótico. Eu tinha medo do diabo. Tinha medo de pronunciar o nome dele. Tinha medo de fazer qualquer coisa que desse uma "brecha" para que o diabo agisse na minha vida e eu acabasse igual meu pai, contorcido no meio do templo. Desde aquele dia nunca mais sentei no mesmo lugar na igreja. O medo se intensificou.

Mas mesmo adolescente e cheio de medo várias perguntas me surgiam, mas eu não as permitia sequer se concretizarem, pois fui ensinado que "quem questiona abre brechas para o diabo", pois "deus não é deus de confusão". Só que eu cresci. Comecei a fazer minha faculdade, conheci pessoas diferentes de mim, e que tinham os mesmos questionamentos meus. Vi pela primeira vez uma pessoa próxima de mim falecer, uma pessoa que preenchia todos os requisitos de "bom cristão". E me perguntava: por que deus permite que pessoas boas morram assim de repente? E pela primeira vez me permiti duvidar. E quando permiti que a primeira dúvida ganhasse vida, uma enxurrada de outras dúvidas vieram: se deus controla todas as coisas por que há tanta injustiça no mundo? Se deus é amor por que tanta gente morre de fome? Que deus amoroso é esse que permite pessoas morrerem em guerras civis intermináveis na África? Qual a evidência de que deus teria criado o mundo? Se o que a bíblia diz sobre o início do mundo é verdade onde se encaixam os dinossauros na história? Como pode um mundo inteiro ter sido criado em 6 dias? O que deus tem a ver com a vida pessoal de gente comum para implicar tanto com sua sexualidade - ou homossexualidade? Essas são algumas das perguntas que povoavam minha cabeça dia após dia.

O medo do diabo foi aos poucos se extinguindo, à medida em que eu passei a conhecer mais sobre a epilepsia, e que eu descobri que ela é uma doença. Conheci um amigo que sofria de epilepsia e que era tão gente boa que eu sabia que era impossível que ele tivesse algum demônio. Agora isso me parece até absurdo, mas na época eram conclusões que faziam a diferença na minha vida.

Os cultos que eu frequentava passaram a ser uma farsa para mim. Estava lá, mas sabia que não era o que eu queria. Não conseguia acreditar nos "testemunhos" de pessoas que diziam terem sido curadas por deus após fazerem cirurgias (ora, se fez a cirurgia é óbvio que ela vai sarar). Não conseguia mais acreditar em nada do que eu via. Ir aos cultos era um tormento para mim, pois eu sabia que seria mais duas horas de conversas fiadas de gente hipócrita que talvez tivesse as mesmas dúvidas que eu, mas que preferia reprimi-las e viver uma religiosidade meia-boca. Tocava na banda, cantava no conjunto de jovens, no coral, lia a Bíblia, mas tudo isso apenas para manter a aparência. Eu sabia que muita coisa do que está na Bíblia era mal interpretado ali. Eu via claramente que os "conjuntos de louvor" eram formas que pessoas inescrupulosas encontravam para tentar iniciar brigas intermináveis por lideranças insignificantes. Gente que brigava pelo majestoso cargo de tesoureiro da mocidade. Cansei de ver brigas entre pessoas que queriam o privilégio de tocar a bateria da igreja. Mulheres se digladiavam pelo direito de ter a chave da cantina. Homens brigavam para sentar no altar da igreja. Eu assistia àquilo tudo e pensava: que diabo é esse que me perseguia durante a adolescência para ver se eu ia olhar a bunda de alguma menina mas não vê esse povo todo brigando?

Então resolvi sair. Mesmo sob os protestos da minha mãe que me ameaçava com coias do tipo "deus pode pesar a mão por você sair do seu lugar" e com supostas profecias que diziam que eu iria "pagar o preço" eu saí. Não suportava mais assistir um culto sequer. Liguei para meu pastor e comuniquei que a partir daquela semana eu não iria mais à igreja.

Sofri por isso. Sofri rejeição dentro de casa. Amigos viraram as costas. Gente que me considerava "um jovem de deus" passaram a me ignorar. Pessoas atravessavam a rua para não me cumprimentar. Quando era inevitável o contato, não diziam nada além de "oi". Pessoas que me viram crescer me tratavam como "desviado", "perdido". Alguns tentavam me "re-converter". Descobri um lado da igreja que eu não conhecia. Um lado nefasto. Quem entra não tem o direito de sair. Se sai é tratado como lixo. Eu fui tratado como lixo (algumas vezes nas reuniões de família, inclusive). Bom mesmo é só quem está dentro da igreja. Me decepcionei com a igreja.

Nesse meio conheci a Igreja Betesda, que parecia ser diferente. Lembro do primeiro culto que eu assisti lá, onde foi falado que "o problema dos evangélicos é tratar as pessoas debaixo do medo, impedindo que elas tenham dúvidas". Aquele pastor resumiu minha adolescência em uma frase. No meio de mais de 2 mil pessoas ele parecia falar diretamente comigo. Foi Deus que o usou? Acho que não, pois com certeza eu não era o único decepcionado ali.

Passei a conhecer melhor a Igreja Betesda, e descobri que deveria ficar lá. A cada culto percebia como ela está a anos-luz do movimento evangélico brasileiro. A ponto de o pastor Ricardo Gondim, pastor da Betesda, ser hostilizado pelos evangélicos. Ele é tratado como herege, como pessoa perigosa por dizer o que pensa. E eu pensei: bom, o sistema evangélico é um sistema falido, nefasto, que não merece o menor crédito. E se esses evangélicos criticam um pastor é porque ele é diferente. Se é diferente deles ele deve ter algo de bom para falar. E realmente tem. A Igreja Betesda sabe dialogar com outras formas de pensamento, inclusive com o ateísmo. Vê o que há de bom em outras religiões e trás para si. A ponto de promover o lançamento do novo livro de Rubem Alves. Aquele Rubem Alves que é tratado como "diabólico" pelos evangélicos. A Betesda não cobra dízimo, nem controla quanto cada membro entrega em dinheiro por mês. O que se pede lá são contribuições voluntárias para a manutenção da igreja, mas sem promessas de cura nem nada disso. Ninguém ganha nada ao ofertar na Betesda, além do prazer de contribuir para a própria igreja. Bem diferente do sistema evangélico que cobra dízimos - e trízimos - prometendo grandes realizações em troca. O próprio pastor Ricardo Gondim diz não se considerar evangélico, tendo em vista que a igreja evangélica no Brasil virou um mercado onde se vende facilidades na vida terrestre em troca de gordas contribuições financeiras e uma vida de submissão às ordens de pastores inescrupulosos e corruptos.

A caminhada ainda não é fácil. Vez por outra ouço comentários de pessoas que ainda não aceitam meu rompimento sem volta com a Assembleia de Deus. Desde que saí nunca mais coloquei os pés num culto evangélico. E não pretendo colocar mais. Ao invés de ouvir uma música gospel prefiro ouvir Lenine. Ao invés de assistir um culto do Silas Malafaia prefiro ver um show de rock. Prefiro ler qualquer romance do que ler um livro do RR Soares. Não tenho paciência para a falação interminável dos tele-evangelistas. Não sei quem é o cantor gospel da vez, nem qual a música que andam cantando nas igrejas. Desisti de acompanhar a vida de pessoas consideradas "exemplo de fé". Não me interessam mais as convenções ministeriais de Madureira, no RJ, nem o que é falado no Belenzinho, em SP. Não interessa mais saber quem é quem no mundo gospel. Se algo tem o título de evangélico eu passo adiante. Rompi de vez.

A melhor coisa que já fiz na vida até hoje foi ter abandonado o movimento evangélico.

24 comentários:

  1. Genial o seu texto. Muito sincero e puro, concordo com você quanto ao medo que as igrejas tentam impor na vida de uma pessoa, também não gosto do preconceito que os evangélicos têm com pessoas que não seguem o mesmo tipo de doutrina que elas. As Religiões são caminhos divergentes se unindo num ponto em comum. Riquezas são diferenças, e um pastor dizer que outra religião é obra do diabo da religião dele é o fim.

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  2. Nossa, Muito bom! Aconteceu o mesmo comigo. Eu era, o que chamamos vulgarmente hoje de "crente doente"; Aquele que achava que tinha muito poder e que era melhor do que os outros por frequentar uma igreja grande e ouvir as palavra de um "pastor" que prometia(só prometia) de tudo a todos. Peguei a bíblia, li, reli, pesquisei e hoje tenho uma conclusão sobre tudo isso que passei, e eu resumo-a nesta frase: "Leia a bíblia, entenda-a e depois procure uma igreja; UMA IGREJA! E não um templo religioso; Procure direitinho pois o que mais tem por aí hoje é gente enganando em nome de Deus"
    E pra finalizar, uma frase bíblica: "A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo." Tiago 1:27

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  3. Olá! Gostei de ler seu texto, e eu como evangélico fiquei horrorizado com o que você acreditava, infelizmente os seus líderes não te direcionaram bem, pelo o que você descreveu parecia que você estava treinando para ser Padre! Jesus disse que não há religião certa, e sim amar ao próximo, e o próprio Jesus abomina o fanatismo, infelizmente na época que você era da tradicional Assembleia as coisas eram tratadas muito rigidamente, você vivia debaixo de um julgo enorme, entendo seu lado, mas só queria que você não tivesse generalizado o "movimento evangélico" como fez, você conheceu somente essa igreja, e viu algumas por TV (que na verdade estão distorcendo a palavra de Deus), eu congrego em uma igreja evangélica e não sofro assim como você sofria, e por incrível que possa ser meu pastor tem problemas cerebrais também. E quanto as coisas ruins acontecerem: elas acontecem porque Deus não nos fez seus animaizinhos de estimação, ele nos da livre escolha sobre nossos atos, e nossos atos têm consequência certo? Pois é, o Amor de Deus é muito complexo e indescritível! Um bom final de semana!

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    1. Líderes? Treinando para ser padre? Vc é muito sem noção mesmo cara, vcs evangélicos vivem sobre essa lavagem cerebral muito bem emoldurada pelo redator do texto...pena que vc com sua cabeça pequena ainda vai demorar muito para entender...Ah, não me identifiquei de propósito mesmo, pois não me interessa o que vc pensa...já que sua cabeça é mesmo vazia!

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    2. Allan estou de acordo com seu comentário!
      Nasci e fui criado na igreja evangélica... sendo meu pai fundador de 3 templos batistas
      e minha mãe missionária da assembléia, sempre exigindo a minha presença na igreja.
      Nasci cresci e aprendi, nunca ter medo do diabo e muito menos de fazer algo comedo do Deus pai com os pensamentos que vou ser castigado. Obs Deus não castiga, nós sofremos consequências de nossos atos. Quando ouvimos falar que Deus é Amor e fogo consumidor querem dizer que Deus é justiça.
      Amor e temor são os sentimentos que faz a gente crer e obedecer os ensinamentos da bíblia de fato.
      Sei que n é da conta de ninguém + eu casei puro porque aprendi que é algo bom e bonito aos olhos de Deus e deixo claro que foi por opção minha, pois namorei muitas garotas antes de me casar e nunca ouvi dizer que seria um pecado que não seria possível ser perdoado por Deus já que aprendemos que não existe pecadinho e pecadão.
      Para o autor.: meus parabéns pelo blog e pelo post, cheguei aqui pesquisando no google porque ser evangélico e deixo claro que falto e muito intendimento por parte da sua família a respeito do que aprendiam com o pastor e vc foi consequencia disso.
      Abç

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  4. Eu também sou de família evangélica, já frequentei igreja quando era mais nova, conheci os dois mundos da igreja evangélica e da igreja católica, e hoje tenho a princípio as mesmas opiniões que você. A verdade é que o "Evangelho" que pregam nada mais é do que a imposição do medo opressor, e acredito que mais até do que o medo que um diabo pode causar. Definitivamente, foi um alívio me livrar disso tudo também, e mais, encontrar dia após dia as respostas pra os questionamentos que sempre tive sobre religião! Parabéns pelo texto ;)

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  5. Deus tenha misericórdia de vocês.

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    1. Ele irá punir quem aew?? Cresci vendo que Deus é Amor e só interfere de modo positivo, sou Evangélico e tenho esses pensamentos, fazer o que? Quer dizer que de certa forma não há uma se quer atitude nossa que num seja preparada por Deus ou pelo Diabo, somos neutros e apenas manipulados. Sempre ouço que os planos do Pai são incompreensíveis e por isso não devereis nem se quer refletir pois não adianta e deverei aceitar de qualquer forma....

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  6. passei por tudo isso tambem
    o bom de tudo isso é que a gente perde o medo e niguem nos engana mais
    fica tranquilo meu amigo conf o comentario acima "Deus terá misericórdia de nós" ;)

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    1. Ficar tranquilo que Deus terá misericórdia de nós? Quer dizer que eu posso fazer e desfazer aqui na terra que Deus no fim vai me perdoar? Se isso fosse verdade porque então ele criou o inferno? Acredito que vocês precisem ler mais a Bíblia e por último eu lhes faço uma pergunta: E se vocês estiverem errados, qual vai ser a consequência? Lembrem que o inferno existe e caso a consequência te leve para lá, boa sorte.

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    2. Não se preocupe. Se eu for pro Inferno eu não vou me assustar com o demônio, porque eu já conheci os pastores pentecostais e neo-pentecostais.

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  7. Quem nunca foi "crente doente" nao tem história pra contar.
    Se juntasse as histórias de todos daria um livro infinito.
    Na igreja que eu frequentava tinha um rapaz que tinha epilepsia (não sei como escreve) a familia nao dava remedio pro cara, dizendo que ele tinha que se libertar do demonio (sic), ele ficava rolando no chao da igreja como um cachorro indigente, revoltante.

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  8. fiquei triste e revoltada em pensar como é possivel pessoas que se dizem de Deus por pura conveniência acabam com a infancia de uma criança e que na maioria das vezes se arrasta por toda uma vida. pessoas que vivem aprisionadas por medo e longe de conhecerem a Deus de verdade. digo mais depois de uma experiência dessas não é de se assustar se a pessoa se tornar um ateu.alguem comentou que você parecia estar treinando pra ser padre. isso prova que ele estar falando do que não conhece. basta conversar com um padre pra sentir a leveza e mansidão ao falar. pra começar eles não costumam atacar são em sua maioria equilibrados.

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  9. Olá.
    Eu já estive nos dois mundos tanto no mundo gospel quanto no mundo católico. E nunca tive essa visão de que o verdadeiro evangelho de Deus fosse algo opressor.Esse Deus vingativo, punidor, acusador que muitos gostam de pregar é um Deus totalmente diferente do Deus Bíblico.Jesus sempre falou sobre o amor, sobre acolher as pesssoas, sobre lutar pelos mais fracos.A fé é algo muito individual. Ter relacionamento profundo com Deus é muito diferente de viver sobre o julgo de uma religiosidade.Desde pequenina que quiseram me apresentar esse Deus carrasco e Graças a Deus eu nunca aceitei.Leiam um livro chamado Reduza-me ao amor da autora Joyce Meyer achei esse livro bastante interessante, porque fala justamente sobre o amor incondicional de Deus pelas pessoas independente de religiosidade.Fala sobre o relacionamento que uma pessoa pode ter com Deus esteja essa pessoa aonde estiver. A verdadeira igreja de Deus é espiritual ,porque Deus é Espírito e Ele esta buscando as pessoas que o adorem em Espírito e em Verdade.Essa demonização , lista de pecados e hipocrisia que esta sendo alastra pela sociedade não tem nada a ver com o verdadeiro evangelho primitivo bíblico.Ame a Deus sobre todas as coisas e o seu próximo como a você mesmo.E faça aos outros aquilo que você gostaria que os mesmos fizessem a você. Principios de amor, de sabedoria de misericórdia de paz com Deus e com os homens são valores preciosíssimos. O Reino de Deus é paz, justiça, alegria, amor...A fé é uma caminhada progressiva com Deus. Importa que nós examinemos a nós mesmos diariamente e verificamos os nossos pontos fortes, fracos, as nossas falhas e qualidades.Todos somos pecadores e precisamos da Misericórdia e Graça de Deus.Jamais abandone a sua Fé em Cristo , a sua fé na vida por causa das hipocrisias que estão sendo alastradas. Jesus é maior do que tudo isso.Ele é um Deus santo e perfeito, amoroso e não merece ser trocado por nenhuma hipocrisia.Ele te ama exatamente do jeitinho que você é.

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  10. Oi, eu também me sentia assim, fui membro da igreja batista tradicional (CBB), lá não tinha tanta apologia ao medo do diabo, mas se transformou num "clubinho social", onde todos cantam muito, oram pouco, ouvem um pastor falando bla, bla, bla depois de ler algum versiculo da biblia, interpretando ao seu bel prazer, e tem a hora dos dízimo, supr controlados, com envelope e fichinha para marcar o valor do seu dízimo e oferta, ai tem misões, mundiais, nacionais e estaduais, alé da cantina "missionária", um montão e gente falsa disputando cargos, ser um lider, um diacono, uma diaconisa, um "presidente" da sociedade masculina, ou um dos puxa saco do pastor que pregava pra não se afundar em prestações de carros novos, mas ele mesmo tinha um jeta 0 km, ou seja não faça divida para não atrazar o dízimo, entende?, vim muitos amigpos meus pularem fora, vi um dizimista, lider e respeitado rapaz ficar desempregado, a ex mulher coloca-lo na justiça por atrazo de pensão, vi este rapaz não ter dinheiro para cortar o cabelo e ir mendigar uma cesta básica na igreja a qual ele era um lider e dizimista fiel, e o pastor dizer que ele teria que entrar numa lista de espera, esperar o que?, ele tava desempregado, sendo ameaçado pela ex esposa, sem ter o que comer, e o pastor dizer que ele tem que entrar numa lista de espera, é mole?, além de tudo, fui tratado como um estranho numa santa ceia, uma diaconiza com menos de um ano de igreja (o que é errado, pois deveria ser testada antes de ser diaconisa), simplismente tirou a bandeja do vinho(suco de uva) da minha frente e quando eu pedi que retornasse me olhou com admiração e desdem, fiquei pasmo, até que perdi totalmente o interesse por minha antiga igreja, hoje estou sem igreja, mas ainda sou um crente no Senhor Jesus
    Que a paz esteja com todos

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  11. Seu texto é muito bom, suas ideias bem elaboradas, traduzem o mundo em que foi envolvido. Sou evangélico deste criança, tenho uma enorme alegria em SERVIR A DEUS. Vou a igreja com o mesmo propósito, SERVIR É ADORAR A DEUS. Quem está preocupado com homens, continuará vivendo segundo rudimentos deste mundo, desprezando a palavra de Deus. O seu sentimento expresso neste texto, revela um ser humano maravilhoso, perdido é que precisa urgentemente ter um verdadeiro encontro com CRISTO.

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  12. Gostei imensamente do seu texto, da sua sinceridade, sua coragem, sua honestidade. Eu era evangélico iniciante e abandonei a igreja antes mesmo de sofrer qualquer lavagem cerebral. Hoje sou ATEU com muito orgulho "graças a deus". Eu já não gostava muito mesmo de igrejas, e quando também comecei a perceber essas coisas acontecendo na que eu frequentava, logo percebi que aquilo não era minha praia. As recomendações, as interferências na vida pessoal das pessoas. Tudo aquilo me incomodava. A presença de Satanás no âmbito da igreja me incomodava muito!!! O fato de saber que eu estava sendo vigiado 24 horas por um ser invisível me deixava muito perturbado. Os textos bíblicos não me convenciam. O fato dos pastores escolherem textos isolados na bíblia para serem lidos, me incomodavam! Deixar igreja não foi muito fácil para mim. Me tornar ATEU então foi mais difícil ainda. Já que a bíblia não me convencia com aqueles textos sem sentido, eu comecei a pesquisar sobre como começaram as religiões no mundo e cheguei a conclusão de que todas não passam de necessidades humanas de criarem um ser todo poderoso para criar/explicar o que elas não sabem.

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  13. Quando fui para a igreja evangélica, achei que ia encontrar paz mas todos os dias saia de lá preocupado.
    Em todos os cultos havia uma pregação de pelo menos uns 15 minutos falando sobre o dízimo.
    Nessas pregações afirmavam que quem não dava o dízimo era amaldiçoado. Então eu saía da igreja preocupado pois estava passando por problemas financeiros e deveria deixar de pagar contas para poder dar dinheiro na igreja pois achava que se não o fizesse, a situação poderia piorar.
    Percebi também um tratamento diferente com os dizimistas e os não dizimistas. No final do culto, em certo momento, apenas os dizimistas eram chamados a frente para receber oração. Com isso ficava claro para todos quem era e quem não era dizimista.
    Jesus disse que quem quisesse segui-lo, era para vender tudo o que tinha e dar aos pobres. O que vemos hoje é o contrário. Pastores tiram dos pobres através de dízimos e ofertas e ficam cada vez mais ricos. Temos muitos pastores andando de carrões e morando em mansões enquanto, muitas vezes, muitos dizimistas chegam ao final do mês sem qualquer dinheiro. Para piorar, vem um pastor político dizendo aos quatro cantos para todo mundo ouvir que os negros são amaldiçoados, alimentando assim o preconceito de muitos. Pelos ensinamentos de certos pastores, para você ser abençoado, tem que ser branco e dizimista.
    Eu acredito muito em Deus, mas não consigo mais acreditar na igreja evangélica. As vezes de madrugada, trocando os canais da tv, paro para assistir algum trecho da missa onde os padres nas pregações ensinam que devemos amar e ajudar o próximo.Esse é o ensinamento de Jesus. Depois, trocando novamente de canal, vejo pastores vendendo bençãos e pregando vitória - vitória é quase o único assunto nas pregações evangélicas pois esse tipo de pregação atrai dinheiro.
    Oro e peço a Deus que me mostre o caminho correto, de maneira que eu não seja enganado, explorado ou iludido, que me livre dos gananciosos que ao me verem entrar na igreja, enxergam em mim mais uma possibilidade de aumento de suas rendas. Que me mostre um caminho que me ensine a seguir os passos de Jesus, me preocupando em amar e ajudar o próximo e não buscando apenas prosperidade.

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  14. Parabéns Wesley, pela sua coragem, pelas suas descobertas e escolhas. Recentemente tenho visto muitas pesquisas mostrando o quanto palavras como diabo, inferno e afins, bem como a ´´culpa´´ por pretensos pecados, tem enchido os consultórios de psicólogos e psiquiatras. Esses temores causam danos psíquicos complexos e de difícil elaboração. O que mais me entristece é ver que muitos desses ´´ensinamentos´´ são transmitidos a crianças em tenra idade, causando temores injustificados, medo, culpa, pesadelos, insegurança, terror noturno, dependência psíquica de outras pessoas e até reações físicas. Mas tenho fé mais ´´Wesleys´´ surjam por aí, se libertando e libertando o próximo! Sucesso e fiquemos todos com Deus.

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  15. Também tive inúmeras decepções, cobranças, não pode faltar culto, fora as loucuras que o pastor falava tudo era o diabo, muita interferência nas relações pessoais, manipulações, um evangelho completamente oposto ao que o Senhor Jesus deixou, textos isolados, maldade, julgamentos, gerando muita culpa, medo, necessidade constante de ser santo, o que causa depressão, tudo muito errado, 13 anos de sofrimento, de engano, de vento de doutrinas, de loucuras em células tudo para o controle, é muita mentira, hipocresia o erro da liderança debaixo do tapete, os dos membros expostos a todos, muito triste, tenho certeza que se nao tivesse perdido meu tempo lá, com todas essas loucuras eu não estaria assim tao doente e infeliz. Além do preconceito com os católicos, nossos irmãos. Hoje vejo tudo diferente Deus abriu meus olhos, pra não confiar em pessoas. Graças a Deus não perdi a fé nele. Ele não tem nada a ver com a insanidade humana com pastores lobos, pregadores que pregam o mal. Ele nao tem nada a ver com o sistema religioso tanto que criticou fariseus, publicanos... Dois mil anos se passaram e o homem continua do mesmo jeito. AGradeço a Deus por me libertar de todo esse julgo maligno, pois JEsus disse que o fardo dele é suave e o jugo é leve. Agradeço pela vida de vcs tb. E peço a Deus que todos possam abrir os olhos assim como um dia ele abriu os meus.

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  16. Quem nunca foi um crente fanático???

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  17. Queridos,
    Eu hoje acredito que a resposta de tudo seja uma vida de oração diária e leitura da Bíblia e tentarmos, sim, ser pessoas corretas, bondosas e virtuosas.
    Vou à igreja e trabalho para que minha casa seja um céu na terra.
    Porém, não aceito mais imposições que venham de pessoas, pois o próprio Deus fala comigo através de amigos, sonhos, canções, textos Bíblicos e, muitas vezes, em uma voz audível dentro do coração.
    Se a igreja insiste em que eu participe de campanhas, movimentos e atividades, muitas vezes em meu coração sinto claramente que naquele momento devo cuidar de minha mãe,do meu lar ou me dedicar a projetos que somente eu posso realizar (que não são coletivos).
    Quem mais pode molhar suas plantas, visitar uma amiga no hospital, escutar o vento na sua janela, senão você?
    Enfim. Deus fala e devemos ouvir sua voz.
    Mas ainda considero as igrejas que têm uma base sólida os melhores lugares para estarmos.

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  18. ESTOU HA 14 ANOS NO MEIO DELES. HA SE EU PUDESSE DESCREVER TUDO QUE JA FIZERAM COMIGO. ACHO QUE PRA SER EVANGELICO PRECISA DE TER AUSENCIA DE AMOR PROPRIO.

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