Roberto Gomez Bolaños: "Fue sin querer queriendo"


Duvido que algum de vocês não tenha visto pelo menos uma vez na vida um episódio de Chaves, seriado mexicano que é exibido no Brasil pelo SBT há anos, e será transmitido pela Nickelodeon a partir de novembro. Mesmo com episódios repetidíssimos e que já conhecemos de cor, ainda assim Chaves consegue nos arrancar boas risadas.

Roberto Gómez começou sua carreira de ator, com o pseudônimo Chespirito em 1960 na TV mexicana Televisa. O nome veio do apelido que um amigo diretor de cinema lhe deu. Como Roberto é baixinho (1,60m) e o amigo o considerava tão talentoso como Shakespeare, lhe criou o nome Chespirito. Aos poucos, Chespirito foi criando seus personagens, como Doutor Chapatín, Chapulín Colorado e El Chavo, que lhe renderam sucesso e ganharam não só a América Latina, mas o mundo. Seus personagens hoje são vistos em mais de 90 paises, entre eles Japão, Alemanha, Inglaterra, Espanha. No Brasil, apenas os personagens Chapolín e Chaves ganharam projeção, mas o suficiente para fazer dele um dos humoristas estrangeiros mais assistidos no país, além de ser ainda hoje uma das maiores audiências do SBT.

Roberto Gómez Bolaños é pra mim um dos maiores talentos que a América Latina já conheceu. Conseguiu cativar o mundo em várias gerações com um humor simples, ingênuo, com seus personagens cômicos e desastrados. Roberto se tornou um ícone do entretenimento, além de ser a prova de que o humor não depende da conotação sexual para ser bom.

Coloco aqui uma entrevista que ele deu para uma emissora de TV colombiana no ano passado, já com seus 80 anos de idade. Além de ser o retrato vivo do humor latinoamericano, Roberto Gómez Bolanos é também a história da própria América Latina, que ele sempre retratou em seus personagens.

Segue a entrevista:

















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