Olhando o Regime Militar com os olhos de Jarbas Passarinho

Sim, esse blog é altamente confuso. Vai de mulheres sexy à história política em apenas uma semana... rs

Enquanto Morfeu me dá uns minutos de crédito para esperar começar Two and a Half Man no SBT  (combinei com a @radgravato de tentar esperar o começo, mas tá difícil), assisti a entrevista do Geneton Moraes com o ex-Ministro da Educação e da Previdência Jarbas Passarinho, que atuou no governo federal durante o Regime Militar, e que agora está com 90 anos de idade.

Com o alto nível intelectual de sempre, Geneton consegue arrancar do ex-Ministro declarações impressionantes sobre o Regime. Ao mesmo tempo em que diz que Jarbas Passarinho diz que se rebelaria contra o regime na época se tivesse a cabeça que tem hoje, faz mea-culpa com os demais generais e afirma: "eu participei do Regime, e não posso ser visto como bonzinho". Diz ter avisado pessoalmente o General Médici sobre as torturas que eram praticadas pelas ruas e foi o primeiro membro do Governo a chamar o Regime de ditadura.

Jarbas Passarinho ficou conhecido quando, ao assinar o AI-5, pronunciou a frase que ainda hoje é repetida, quase sempre por humoristas: "às favas com os escrúpulos". Afirma também que os atentados de 64 foram um "golpe preventivo", que visava proteger o país de um outro golpe, mas o comunista. Nesses atentados, membros do Partido Comunista do Brasil morreram no Aeroporto de Recife-PE. Vale lembrar que o Partido Comunista Brasileiro foi extinto em 1989 e refundado com o nome de PPS.

Enfim, a entrevista é muito esclarecedora, dá uma outra visão sobre a ditadura, diferente da visão dos livros escolares. Pra mim, que nasci 4 meses depois do fim do Regime, foi uma oportunidade de ouvir declarações de gente que esteve nos bastidores, que estava do lado dos que "mandavam".

Se ficou interessado, veja o vídeo:

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