Happy Birthday, Avril (@AvrilLavigne)



Gosto de música. Aliás, acho que todo ser humano gosta, com largas diferenças de preferência entre uns e outros. Gosto da música que tem uma letra profunda, melodia agradável e certa qualidade técnica. Reconheço ser um pouco exigente, mas procuro enxergar coisas boas em todos os gêneros - tá certo que em alguns é impossível achar, mas eu procuro.

Mas uma cantora está no topo da minha lista de preferências: Avril Lavigne. Não, não sou emo nem sigo nenhuma modinha, tanto porque meus 25 anos me impedem de seguir modinhas adolescentes. Mas eu gosto da Avril. Gosto da música dela, gosto do jeito dela, e gosto principalmente da história dela.

Avril Ramona Lavigne nasceu em Napanee, pequena cidade de Ontario, no Canadá em 27 de setembro de 1984 e desde criança mostrou seu amor pela música. Ela mesma disse numa entrevista numa vez que, quando criança, adorava pegar vassouras para usar como microfone e subia na cama, se imaginando num palco. Cresceu no ambiente religioso, superprotegida pelos pais, Judy e John Lavigne, cantando na igreja que seus pais frequentavam, e ainda criança foi convidada a cantar no Coral da igreja. Avril começou a se destacar dos demais pela voz firme e pelos agudos perfeitos, apesar do contralto nítido em sua voz desde criança. Começou a conhecer o country e se interessar por outros estilos musicais, mas foi logo reprimida pela familia evangélica, que não a queria ver cantando músicas que não fossem gospel. Ganhou um concurso de uma rádio e se apresentou com Shania Twain num palco para 20 mil pessoas e lá, ainda bem jovem, decidiu que seguiria a carreira de cantora. Para isso, teve de enfrentar a reprovação dos pais e se mudar pra Nova Iorque.

Em Nova Iorque, Avril se envolveu com o movimento punk, e começou a chamar a atenção de gravadoras. Logo assinou contrato com a Arista e lançou seu primeiro trabalho, Let Go, uma produção pequena, com músicas de composição da própria Avril que falavam da sua visão do mundo, da confusão que sua cabeça adolescente de 17 anos fazia com a vida ("tudo muda enquanto eu viro as costas, eu sou um móbile" - trecho da música Mobile); o CD era uma aposta tímida que a gravadora fazia na menina magrela franzina vinda do Canadá que cantava bem. Mas Let Go resultou num verdadeiro fenômemo:  em pouco tempo as músicas Complicated e I'm With You explodiram nas rádios americanas e logo chegaram ao topo das músicas mais cantadas no mundo. Em pouco tempo, Avril vira seu trabalho chegar ao ápice: fãs por todos os lados, convites para turnês nos lugares mais absurdos do planeta, além da onda punk que tomou conta dos adolescentes no mudo todo, graças a sua influência.


Em 2004 lançou Under My Skin, com colaboração da compositora canadense Chantal Kreviazuk e de Ben Moody, ex-baterista do Evanescence. O CD trás músicas mais adultas, carregadas do Rock'nd Roll pesado, com letras que falam de decepções amorosas e frustações. Logo bateu recordes de vendas e chegou a marca de 9 milhões de cópias vendidas em 2004, sendo considerado o CD mais vendido em todo o mundo naquele ano. Ainda em 2004, a revista Rolling Stones dedica uma matéria à Under My Skin, classificando as músicas do CD como "irresistíveis", além de dizer que Avril foi uma das únicas na história da música americana a conseguir "manter a cabeça", ao manter seu estilo e rejeitar influências do hip hop, tão presentes em outros cantores na época.  O The Guardian tambem se manifesta sobre Avril Lavigne, dizendo que Under My Skin era o símbolo autêntico da rebeldia punk-rock americana. A Billboard americana diz que, com o trabalho novo, Avril abandona a imagem de adolescente inocente e passa para a fase de menina madura revoltada com a adolescência, com musicas menos alegres que o primeiro trabalho. O sucesso do segundo trabalho também se confirma no Brasil, sendo o CD mais vendido de 2004.

Em 2007, Avril lança seu 3° trabalho, The Best Damn Thing, onde ela apresenta sua fase madura: músicas mais dançantes e leve inclinação ao pop. Avril confirmava, com esse trabalho, que estava abandonando a imagem de menininha pop mal resolvida. O The Guardian classifica The Best Damn Thing como um "retorno triunfal" de Avril Lavigne que, mesmo aos 22 anos e casada, colocou em suas letras o espírito adolescente, mas agora cheio de autoconfiança, provocador.O site americano About.com, especializado em música, diz que The Best Damn Thing é o típo de trabalho que faz a crítica querer "arrancar os cabelos": trás a nítida percepção de que Avril cresceu, mas ao mesmo tempo revela o espírito rebelde de menina punk que ainda está em Avril. O site diz ainda que Avril Lavigne é a "cantora do século XXI". Sobre a música When You Gone, single do CD, toda a crítica americana tem a mesma opinião: Avril se mostra madura e se assemelha com a também canadense Alanis Morrissete. No miundo todo, The Best Damn Thing vendeu 6 milhões de cópias em 2007.

Além de gostar das músicas, das letras, da voz da Avril, gosto também da pessoa dela. Ela é o tipo de pessoa quenão tem medo de arriscar. Conforme passaram-se o sanos e Avril foi crescendo, a rebeldia de menina punk foi perdendo sentido para ela. As roupas largas e desajeitadas começaram a dar lugar a modelos mais ajeitados (e sensuais), que realçavam o corpo de mulher da cantora. Avril trocou o skate pela maquiagem. Sobre essa mudança, ela mesma diz: "quando você cresce, as coisas da adolescência passam a não fazer mais sentido". Avril começa a aparecer em revistas fora do mercado da música. Posa para um ensaio da Maxim americana, que mostra a Avril que as roupas de menina escondiam: o "mulherão". Avril havia crescido, se desenvolvido e mudado, mas conservando ainda o estilo musical que a havia consagrado no mundo todo.


Enfim, não me interessa se ela casou e divorciou com pouco tempo de casada, se apareceu bêbada numa balada, se fuma, se não fuma, se foi flagrada fazendo top less numa praia, nada disso importa. Nunca fui de me importar com fofoca da vida pessoal de artista. O que me importa é que ela sempre foi e continua sendo, pelo menos pra mim, the best damn thing! rs 

Happy Birthday, Avril!

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