15 Anos e Meio


Hoje assisti uma das maiores apostas atuais do cinema francês: 15 Anos e Meio (15 Ans et Demi), com Juliete Lamboley e o grande Daniel Auteuil.

O filme conta a história do biólogo francês Phellipe Le Tallec (Daniel Auteuil), que fez carreira nos EUA e tornou-se um profissional de renome, respeitado no meio acadêmico em todo o mundo, e autor de grandes descobertas da ciência. Porém o renomado biólogo só não conseguiu desvendar um mistério crucial: o que se passa na cabeça de Eglantine, sua filha de 15 anos e meio. Por conta de uma viagem da mãe, Phellipe, que sempre esteve totalmente distante da filha, tem de cuidar de Eglantine por 3 meses, e só aí se dá conta da sua situação como pai: não conhece direito a própria filha, não sabe sequer o dia o aniversario dela, e a menina por sua vez não parece nem um pouco interessada em manter o padrão "pai-filha". Phellipe terá de se desdobrar pra conseguir conquistar a confiança da adolescente.

O filme tem uma pegada humorística rara no cinema francês. Mas, se por um lado é um humor sutil, desses que só se nota quando se presta atenção, por outro lado o dilema de Phellipe é o mesmo de qualquer pai de adolescente no mundo. A rebeldia, a vontade de conhecer o novo, o primeiro namorado, o primeiro beijo, são todas situações que Phellipe tem de enfrentar nem sempre com o melhor equilíbrio, o que gera situações engraçadíssimas. Por outro lado Eglantine se vê diante de uma fase complicada da vida, e queira ou não, tem de compartilhar com o pai certas angústias de sua adolescência. Enfim, conservando a característica melancólica do cinema francês mas com uma veia humorística impecável, 15 anos e meio se preocupou em mostrar o relacionamento entre pai e filha. Além de tudo, o elenco é simplesmente impecável. Juliete Lamboley, que tem um pouco mais do que os 15 anos e meio que representa no filme (ela tem 20 anos), ficou perfeita no papel da adolescente rebelde. Vale a pena ver o filme.

Pra quem está em SP, o filme está em cartaz no Belas Artes, na Consolação.

Veja o trailer:



PS: E sim, eu tive o privilégio de falar com a atriz Juliette Lamboley pelo Twitter, por conta do filme Rouge Brésil, que ainda está em fase de gravação. Pelo Twitter ela me contou sobre a emoção de gravar no Rio de Janeiro e sobre como achou o português difícil. 

Juliette Lamboley

2 comentários:

  1. bha vi esse filme esse final de semana....vi seu post no insonia gostei do seu blog abraços

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  2. Valeu a visita, cara. E o filme é bom, mesmo!

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