"Aproximação"


Assisti essa semana o filme "Aproximação", do competentíssimo Amos Gitai. Conta a história de Ana (Julliete Binoche), que depois da morte do pai descobre que sua filha Dana (Dana Ivgy), que ela pensava ter morrido no parto, está viva e morando em Gaza. Ana recebe da advogada que cuida do inventário a notícia da existência de Dana e ainda recebe a missão de encontrá-la na Faixa de Gaza e lhe informar sobre uma herana que o avô lhe deixou.

Como todo filme francês, "Aproximação" termina sem final; ao subirem os créditos ficamos com a cara de "ué", por não entender como a história vai terminar. Mas o objetivo de "Aproximação" não é mostrar uma história com começo, meio e fim, como estamos acostumados no cinema americano, mas mostrar tramas, nesse caso especialmente a vida dos judeus em Gaza. Costumo dizer que o cinema francês é um cinema de "meios", sem começo nem fim.

Como todos os trabalhos da competentíssima Jullieta Binoche, "Aproximação" faz refletir, se envolver, chorar junto com a protagonista, a mulher que de repente tem sua vida completamente mudada pela existência de uma filha que ela nao sabia sequer que estava viva.

Como eu disse, "Aproximação" não tem uma conclusão, um "final feliz". Talvez porque o final esteja nos noticiários, nas reuniões internaicionais, nos Conselhos de Segurança da ONU. Ou talvez porque o final da briga entre judeus e muçulmanos ainda esteja longe de acontecer.

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