Prefiro fantasiar

Prefiro fantasiar a encarar a realidade.
Dizem que isso é coisa de autista.
Então me deixe autistar.
Ei, e não é que agora parei pra reparar que nunca vi um autista triste?
Todos eles tem aquele sorriso característico, quenós tomamos por "sorriso de doente mental"
Mas talvez seja porque eles não veem problemas.
Pelo menos no mundo deles.
Eles criam um mundo em que são felizes.
Em que são amados.
Em que tem amigos.
Nem sabem que são doentes, coitados.
Se sentem felizes.
E os loucos? Coitados, riem de tudo. Parecem tão felizes apenas por terem encontrado um objeto qualquer para dedicar atenção.
Aí aparece uma psicóloga imbecil pra falar pra eles que eles são felizes assim por serem loucos.
Só os pirados são felizes.
Os loucos criam situações que não existem.
Mas não só eles.
Também aqueles que, mesmo sendo sãos, tentam ser felizes mas não conseguem.
Até parecem felizes, mas quando olham a realidade, percebem que não são.
Percebem que tem compromissos a honrar, satisfações a dar, contas a pagar, dinheiro a ganhar.
Pra que?
Aí dá aquela vontade louca de criar um mundo próprio, onde se é feliz.
Onde se é bem sucedido.
E dizem que isso é ser louco.
Não é não, isso é desejo de ser feliz.
Se isso é, de fato, ser louco, então me deixe ser demente.
Prefiro fantasiar a aceitar que a vida é como é.

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